quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Entornando a Vida

Há um tempo que eu já queria escrever sobre isso, mas fui deixando pra lá. Só que todo dia eu me deparo com a constatação de novo e penso a mesma coisa: "Pqp, essa galera de Viver a Vida bebe pra cacete!".

José Mayer não tem uma cena sem seu uisquinho. Seja em Búzios, no escritório ou em sua casa quarto de hotel. E Helena e Luciana?! Essa viagem a Paris, seguida de Petra foi patrocinada pela Chandon. Não é possível!? De manhã, de tarde, de noite, no café, no almoço, no jantar, tem sempre uma champagne rolando no núcleo que agora inclui Thiago Lacerda. Que por sinal... Deixa pra lá, que o assunto não é esse.

Bem, e depois dizem que a bêbada é a coitada da Bárbara Paz. A menina aparece bem menos com o copo na mão que seus companheiros do universo rico. A única diferença é que ela bebe um e cai, seus colegas de cena já são bem mais duros na queda.

Sei não... Mas acho que saiu Glória Perez e seu merchandising social e entrou Manoel Carlos bem politicamente incorreto. Nada contra. Até gosto de uma champagne. Aliás, adoro, apesar de não saber o que é isso há nove meses... Mas tô achando meio exagerado e sem propósito esse festival de copos pra lá e pra cá. Que gente mais fútil... Fica parecendo que ninguém se importa muito com nada, sabe? Trabalho foda-se, problemas foda-se. Sei lá, parece que ser rico é ser idiota.

Se eu fosse rica, me revoltava. Que falta de respeito com a classe, oras! Ricos, rebelem-se!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

R$ 0,90

Não tô preguiçosa não, juro! Mas é que tenho adorado as besteiras recebidas pelo e-mail nosso de cada dia. Olha essa:

Um rico fazendeiro casou-se com uma mulher muito pobre. Deu-lhe casa, carro e emprego para os familiares da esposa. Todos ficaram felizes e muito bem de vida.

Um certo dia, a mulher procurou seus familiares e disse:

- Não agüento mais meu marido, vou me separar dele!!

O pai imediatamente indagou:

- Mas, querida, ele é um bom homem, te ama, te respeita, não anda com outras mulheres, você mesmo disse que ele é um homem perfeito... Por que isto agora?

E a filha respondeu:

- É que não agüento mais!! Meu marido só quer me enrabar! Se me curvo pra pegar alguma coisa lá vem ele e ..CRÉU. Quando me casei, meu 'fiofó' era pequeninho, parecia uma moedinha de dez centavos, agora parece uma moeda de um Real.

O pai concluiu:

- Ôôô, minha filha! ... Vai arrumar encrenca por causa de noventa centavos???

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Pavão e o Urubu

Recebi isso hoje. Não tenho ideia se é manjado ou não, mas adorei! Reproduzindo:

Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim:

Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu:

- Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.

O Urubu, por sua vez , também refletia no alto de uma árvore:

- Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão.

Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: cruzar-se seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão...

Então cruzaram... e daí nasceu o peru: QUE É FEIO PRA CACETE E NÃO VOA!!!

Moral da história: "- Se a coisa tá ruim, não inventa gambiarra que piora!!"

domingo, 25 de outubro de 2009

Rapidinhas

Já viram o comercial da esponja Scott Bright com o Lázaro Ramos? Ele não tá a cara do Gilberto Gil?!


Outra: lendo jornal, vi uma notinha falando algo sobre a Parada Gay no Rio. O 'algo' não importa tanto. O que me chamou atenção foi a quantidade de Paradas Gays que há. Achei que fosse um evento marco, uma coisa assim tipo carnaval, uma vez por ano e tal... mas tenho a impressão de ler sobre Paradas Gays num intervalo curtíssimo aí de, sei lá, três em três meses no máximo! Que coisa...


Por fim, não conhecia o significado da palavra 'fratulências' até me tornar íntima dos livros e revistas sobre gravidez. Impressionante como nenhunzinho gosta de escrever 'gases' ou 'pum'. Reina a fratulência.


Bom, vocês devem estar se perguntando a que se deve essa minha frequência repentina de novo aqui. Estou sem sirviço... Fiquei tão desesperada com a quantidade de coisas que tinha que entregar antes do baby nascer, que saí virando madrugadas e emendando fins de semana trabalhando. Aí, acabei dando uma desafogada boa e agora estou tranquila a espera de Antonio Pedro. Meus afazeres se resumem a procurar um enfeite de porta para o quarto do hospital, achar gel dental para bebê (que a minha dentista me encheu a paciência de que é importantíssimo), lavar as roupinhas dele e deixar a mala da maternidade pronta. E ah! Ir separando umas fotos para montar o 1º álbum do pequeno. Ontem, enfim, minha barriga de nove meses foi fotografada:


sábado, 24 de outubro de 2009

ELA

Não tinha o hábito de ler o Caderno ELA. Sei lá. Acho que era porque eu estava sempre enrolada com meus jornais atrasados, aí dispensava suplementos. Ficava só no principal e no Segundo Caderno, que sempre foi a minha área de atuação. Moda, decididamente, não é meu forte... Sou mais básica que decoração de hospital.

Enfim, não sei se fui eu que me organizei melhor e hoje consigo acompanhar as notícias no dia em que elas acontecem e aí, me sobra tempo para ler os supérfluos; ou se o Caderno ELA deu uma mudada e tem feito pautas menos de moda e mais de comportamento, o que passou a chamar minha atenção; ou se eu simplesmente passei a tentar ser mais menininha. Não interessa. O ponto é que, desde que passei a ler o dito cujo, tem sábados que fico com a pulga atrás da orelha, meio revoltadinha com o espaço que dão a certas 'personalidades', por assim dizer.

Na semana passada, foi para uma editora fodona de moda brasileira das antigas. Uma espécie de espelho da Anna Wintour. Ou pelo menos foi assim que tentaram mostrá-la. Pois bem, lá pelas tantas, no meio da matéria, descreve-se uma ocasião em que ela cismou que queria dois patos azuis para um editorial. Na falta de patos azulados naturalmente, tacaram tinta nos bichinhos, que, depois, morreram intoxicados. Achou graça? Nem eu. Mas, no texto, a ideia é que fosse mais um 'causo' muito engraçado de Dona Fulana. "Hahaha. Essa Dona Fulana..." Era esse o tom. Fiquei de mau-humor.

Hoje, podem ver lá, a capa foi dada à maior expressão do jet set brasileiro. Nem sabia que a gente ainda tinha isso. E, apesar de dizer lá que a Tal frequenta todas as colunas sociais, eu nunca tinha visto mais gorda... Minha implicância começou com a chamada: "Dona de blá blá blá blá e de mais sei lá quantos quilômetros da Amazônia..." Como alguém é dono da Amazônia?! Tem treta aí. Das ruins. Lendo mais um pouco, descubro que o 'verdadeiro dono' é um suíço, seu marido. Ah... mas tem treta mesmo. Um suíço é dono de parte da Amazônia. Enfim, o que foi me deixando de boca aberta é que a história da moça segue cheia de contradições esquisitíssimas.

Assim oh: ela é dona da Amazônia, mas é super ligada a causas ecológicas! Ah... então tá... Como se uma mão lavasse a outra. Seguindo, ela acumula um milhão de cargos importantes, naquele estilo Angelina Jolie de embaixadora da ONU. Tudo indicação de gente seríssima como o empresário Alvaro Garnero, que admira muito a amiga. Falando em amiga, um dos subtítulos da matéria é: Compulsiva por amigos e sapatos. Achei sensacional o jornalista colocar amigos e sapatos no mesmo saco. Não é?! Naomi Campbell seria uma das amigas, mas não quis dar declaração para o jornal. Johnny Depp e Leonardo DiCaprio também foram citados. Alexia Dechamps, Luciano Huck, o Garnero, já mencionado, Alicinha Cavalcanti... A brasileirada toda deu depoimento. Assim como um estilista aí, que não lembro de que país era, que disse nunca ter conhecido ninguém tão consumidora compulsiva quanto a tal ANA PAULA! Lembrei o nome da moça. O sobrenome já é demais... Bom, Ana Paula pensa em ingressar na política. É um sonho antigo, diz ela.

Realmente, se a Amazônia e o suíço não tão dando conta, não há melhor forma de financiar seus gastos compulsivos. Inteligente esta moça.

Só juro que não saquei até agora qual é a do Caderno ELA ao falar dessas figuras. Ou a coisa é muito fútil mesmo ou, como acha meu querido marido, tem alguém genial lá que está conseguindo tirar um belo sarro desse povo, sem dar na cara. Algo como 'driblando a censura' de antigamente...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Mãe Dinah

Olha que coisa mais estranha: estava eu passando pela rua, aqui perto da minha casa, quando vejo exposta ao lado de fora da farmácia uma havaiana roxa, meio brilhante, de tira fininha. Adoro roxo, adoro as havaianas fininhas. Aí, entrei e comprei. Simples assim.

Eis que, no mesmo dia, estou em casa, umas poucas horas depois, sentada, trabalhando na minha mesa no escritório, calçada com minhas antigas havaianas, também de tiras fininhas, mas prata. De repente, não mais que de repente, ela 'quebra'. É. Sabe quando aquela tira da frente parte? E de um jeito que não dá pra encaixar de novo? Então, partiu! No mesmíssimo dia que eu, inocentemente, havia comprado outras.

Não é nada, não é nada... Não é nada mesmo. Mas achei muito esquisito...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ideia

O novo acordo ortográfico, que nem é mais tão novo assim..., saiu um pouco das rodas de conversa por aí e das notícias de jornal e internet. Quer dizer, saiu enquanto assunto, tem veículos que aderiram à cartilha. Pois é, é sobre a adesão que quero falar.

Fora O Globo e o professor do Soletrando Sérgio Nogueira, não sei exatamente quem já escreve de acordo com a modernidade. Sei que eu não. Continuo arraigada a hábitos de um passado, pra mim, ainda muito recente. Só que... Esse é meu ponto de hoje: escrevo 'ideia' sem acento. É a única palavra que, não sei porque cargas d'água, consegui decorar, visualizar e passar a escrever diferente. Tem explicação?

O mais engraçado disso tudo é que já tive várias provas de que não sou só eu que aderi à 'ideia'. Um montão de gente já me passou e-mails com a porra toda no português antigo, mas a ideia vem sem acento!

Não é um acaso de inconsciente coletivo a ser estudado?! Acho que vale pauta para a Super Interessante. Queria muito uma explicação científica ou, pelo menos, plausível para o fenômeno.

É só. Inté.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Desabafo - faz bem.

Como é que alguém a cerca de 20 dias pra parir, pode conseguir pensar, falar, escrever sobre outra coisa? Pra ele é muito fácil. Afinal não é ele que está com uma bola de boliche (daquelas profissionais) entre o peito e as pernas. E a minha comparação não é pelo tamanho e sim pelo peso, que parece chumbo. Não é ele que vê dia-a-dia tarefas outrora (muito chique, outrora!) simples como arrumar a cama, ficarem cada vez mais sofríveis. Se ter cachorro é teste pra ter filho, engravidar é teste pra saber como será a velhice de costas e movimentos entrevados... Não é ele que está carregando 11 quilos a mais pra lá e pra cá e ainda escuta das pessoas que você está ótima. Ótima é o cacete! Quer pra você? Só a minha médica tem opinião contrária: - Não precisava, Adriana. Você podia ter engordado 9. O que também me irrita. A Angélica engordou 11. A Ivete, 300. A Ingrid Guimarães, 12. Minha cunhada magrinha, também 12. E a Carolina Dieckman virou uma elefanta! Duas vezes!

A pequena revolta é porque tenho comentado como estou feliz por vir recebendo comentários de anônimos aqui, mesmo estando meio parada e pouco assídua. Aí, num dia desses, falei que era uma pena eu não estar escrevendo naquele ritmo de 2008...

- Tá dando mole.

Foi a frase que me irritou. Primeiro que eu não pedi uma opinião, apenas compartilhei um fato. E segundo que: como ele ousa? É que vocês não viram o tom do 'tá dando mole'. Sabe aquela capacidade que algumas pessoas têm de dizer mil palavras com muito poucas? É. Uma habilidade incrível de, com a ajuda de tom, sobrancelha e outras expressões faciais, derramar um sem número de críticas e observações que, se o interlocutor também tiver uma outra habilidade, a de sacar isso tudo, fudeu.

E eu tenho. Então, fudeu.

Todo mundo sabe, ou pelo menos quem me conhece - que pretenção a minha... - que eu não sou a favor de briguinhas bobas, de discussões desnecessárias e de surpresa. Tipo, estamos indo pra cama dormir e de repente, não mais que de repente, a casa cai e terminamos em quartos separados. Geralmente, sou eu quem chama atenção para a bobeira que é o assunto discutido, que não vale à pena o gasto de energia e tal... mas, quando essa bobeira pra mim vira caso de vida ou morte, de novo, fudeu.

É raro de acontecer. Mas acontece. E aí, eu me transformo na rainha da cavalaria. Fico na linha de frente e quero mais é guerra. Com sangue.

Bom, depois de despejar tudo o que eu queria, não sei se me fiz entender. Mas fiquei mais leve. E, queridos, no meu atual estado, sentir-se mais leve, ainda que por minutos, é um momento e tanto a ser curtido!

Dou notícias sobre o Antonio Pedro, minha bola de boliche.

domingo, 27 de setembro de 2009

Jogo Rápido

Não sou saudosista. Aliás, minha memória nem permite, já que sou péssima para lembrar das coisas. Tenho uma espécie de Alzheimer para iniciantes. Mas, enfim, li uma frase que me chamou atenção e tive vontade de deixar registrada aqui:

"No passado, até o futuro era melhor"
O contexto era mais interessante ainda, comparando uma sessão de fotos para uma capa de discos nos anos 60 e como seria a mesma sessão hoje em dia, com tudo a que essas produções atualmente têm direito. Do trailer com ar-condicionado ao maquiador particular de cada astro. A ideia (sem acento) geral da matéria era fazer uma ode à simplicidade, coisa rara nos dias atuais. Como grande defensora do conceito de vida e coisas simples, adorei.
Pra quem quiser ler, tá na revista de domingo do Globo. É a reportagem sobre a capa do disco "Abbey Road", dos Beetles.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

"500 Dias com Ela"

Sigo com comentários sobre filmes do Festival do Rio:

Hoje foi a vez de conferir "500 Dias com Ela", uma comédia indie fofa com a atriz que fez a namorada do Jim Carrey em "Sim, Sr.". Linda. E um linda normal, atingível. Por isso, mais linda ainda. Bom, tô parecendo meio lésbica e nem é da beleza de Zooey Deschanel que quero falar.

Quero falar sobre se apaixonar. E sobre de como a gente esquece como é isso. Antes que alguém pense que estou em crise amorosa, não é isso. Estou bem-casada, bem-resolvida, feliz com a ideia de começar uma família com um pimpolho na barriga e sem neuras quanto ao que me espera no futuro ao lado do mesmo cara. Mas...

Mas quando a gente se depara com uma história interessante que faz com que aquilo bata não só como um filme, mas como uma experiência de sentidos, é inevitável se pegar lembrando, pensando, buscando histórias parecidas que aconteceram ou poderiam acontecer com a gente.

No meu caso, fiquei mais no poderiam ter acontecido. Claro que já me apaixonei. Mas eu era tão novinha que além de não lembrar exatamente como foi, hoje minhas lembranças pareceram meio bobocas e infantis. Afinal, eu era mesmo uma estudante do ensino médio e coisas como meu objeto de paixão sentar na carteira ao lado da minha já era um grande sinal e assunto para uma semana de recreio.

O que me deixou com gosto de quero mais vendo o filme foi uma paixão em idade mais avançada. Onde as coisas, pensamentos, diálogos, atitudes, reações me pareceram bem mais interessantes com minha cabeça atual. Claro que como todo casal apaixonado, ou solitário que curte uma paixão não muito correspondida, as reações, diálogos e atitudes às vezes pareciam sair da boca e de alguém do ensino médio. Mas é que com 20 e poucos anos os pensamentos e as consequências podem ser muito mais interessantes do que com 13, 14. E era isso que me instigava o tempo todo.

Não sou a favor de trocar uma vida estável e feliz por uma aventura em que muito provavelmente não vai dar em nada. Principalmente, quando você está muito mais apaixonada por seu objeto de paixão do que ele por você. Taí um risco que não vale à pena correr. Mas o que me deixou vidrada na tela é como quando o negócio é forte mesmo, você esquece o risco e a sensatez. É isso que a gente esquece como é. Ou que muita gente nem chegou a sentir.

A pessoa ou a paixão pela pessoa te toma tanto o tempo, a cabeça, a vida que você simplesmente nem tem a opção de ponderar se aquilo vale à pena ser encarado. É cego mesmo. O que me leva a uma reflexão: o amor não é cego coisíssima nenhuma. Quando você ama, sabe muito bem de todos os defeitos da pessoa amada, mas escolhe permanecer com ela. Tem dias bons e ruins, mas ainda assim, não questiona se ama ou não. Tem coisas no outro que você gostaria de mudar, mas engole por causa das outras coisas que ele tem de bom. Não gostaria de ouvir e ver certas coisas, mas releva porque na hora de dormir, acaba olhando pra ele e percebendo mais uma vez que seu lugar é ali. Enfim, não que você saiba exatamente porquê ama aquele indíviduo, mas sabe que ama e ponto. É suficiente, claro e forte o bastante para te manter ali, por escolha.

Agora a paixão, sim, é cega. Você não enxerga nenhum defeito, ou não liga mesmo pra eles, chegando a achá-los engraçadinhos. Não dá chance para a realidade e caga para as pessoas que você possa machucar. Paciência, o que você está sentindo não é controlável. Como se a culpa não fosse sua. É instintivo, animal. Você não enxerga nem o pior: que você vai quebrar a cara. No momento da paixão mesmo, você não tá nem aí. Um momento, um dia, uma noite, um fim de semana ao lado daquela pessoa que você simplesmente venera vale mais do que todo um futuro detonado adiante. Quem era tímido, fica corajoso. Quem era contido, fala barbaridades. Quem era apagado, do nada passa a sorrir. Quem era preguiçoso, ganha um gás invejável.

Normalmente dura muito pouco, é verdade. Mas ainda assim, quando você lembra que existe, quando você escuta a história de alguém, quando vê um filme... a vontade de também viver aquilo de novo ou pela primeira vez gruda na cabeça por um tempo. Não dá para evitar.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"Julie & Julia"

Em tempos de Festival do Rio, voltarei a falar um pouquinho de cinema.

Hoje assisti a "Julie & Julia", com a dupla que arrasou em "Dúvida": Meryl Streep (que, aliás, arrasa sempre) e Amy Adams.

Nada demais. Uma Sessão da Tarde do futuro. Mas, pra mim talvez tenha sido mais interessante do que para a maioria. Explico: a história é de uma jornalista/escritora meio perdida na vida que um belo dia, com a ajuda do fofo do marido, decide criar um blog com um objetivo claro: contar a experiência de reproduzir as 300 e alguma coisa receitas descritas num livro de culinária. O projeto da moça teria início e, principalmete, um fim!

Qualquer semelhança é mera coincidência, mas me vi ali várias vezes. Foi exatamente o que me aconteceu no ano passado. Recém-saída do meu emprego arrastado de sete anos num mesmo canal de TV, joguei tudo pro alto com coragem. Mas aí, veio o período do marasmo. Não estava fazando nada e não sabia que rumo tomar. Numa conversa despretenciosa no sofá com ELE, acabei levantando cheia de gás para colocar em prática o "366 - Crônicas de um Ano Bissexto". Eu começaria a escrever crônicas diárias e de tema livre no dia 1º de janeiro e iria até o dia 31 de dezembro.

Bom, quase um ano depois do término do projeto, fico feliz de ter conseguido realizar o que eu mesma me propus. Coisa muita rara. Hoje minha vida está bem diferente. Estou fazendo mil coisas, feliz de novo profissionalmente, sem tempo livre para quase nada e muito prestes a ser mamãe. Ou seja, objetivos não me faltam. Mas, ainda assim, sinto saudades da época em que me dedicava com afinco ao meu querido blog de bolinhas, que hoje permanece mudado e cor-de-rosa, mas sem a frequência de outrora.

Por isso, foi gostoso assistir ao filme e lembrar de mim mesma. Saí leve.

Só tem uma diferença básica: no cinema, a menina faz um sucesso tremendo com seu blog, descoberto e seguido por milhares de leitores, e termina recebendo um montão de propostas para escrever livros, virar filme e participar de programas de TV. Essa parte me deixou meio cabisbaixa com a vida real. Já pensou se minha história continuasse igual a dela até o fim?!

Mas ok, estou feliz. Acabei de publicar um conto num livro e estou trabalhando na minha área com um monte de projetos de que tenho gostado muito. De certa forma, o blog tem a ver com isso sim. Me ajudou a encontrar caminhos, a me soltar mais pra escrever, a me conhecer melhor, a acreditar mais em mim. Sem desmerecer, é claro, meus 17 leitores (que nem o Veríssimo e o Xexéu) que me seguiram fielmente e também foram responsáveis por essa confiança ganha de lá pra cá.

Ou seja, se você estiver meio sem rumo na vida, que tal escrever um blog? Pra começar, dê uma olhada em "Julie & Julia" em busca de inspiração.

Beijo e até mais.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

VV

"Viver a Vida" tá mostrando potencial pra bombar! E uma Helena estreante, mulher e negra nunca teve tanto espaço num mesmo capítulo. Só da Taís Araújo!

E é dela que quero falar. Taís está bem na novela das 20h, que há muito começa às 21h... A moça só fica esquisita quando contracena com ele, o maior garanhão galã de todos os tempos: José Mayer. Tô louca pra ver como a galera do Casseta vai chamar o personagem. Mas voltando a Taís, a moça tá super desprendida, natural, segura o drama lá nas cenas com a irmã mala... mas quando esbarra com seu José, dá tilt. Fica meio durona, fala umas coisas que soam estranhas, uns movimentos de ballet, sei lá... Tô achando que Taís fica nervosa ao lado do bicho papão de atrizes da Globo. Lázaro Ramos que se cuide. Um diálogo de hoje entre os dois:

- Já percebeu que eu estou te perseguindo, né?
- Já. Já percebi sim. E na verdade eu gosto dessa perseguição. (olhar que era pra ser confiante) - Acho... picante.

Acho picante??????? Jesus, coitada de Taís Araújo. Deu pra ver que ela tava com vergonha de dizer o texto. Oh Seu Manoel... Pega leve com a Taís...

Piores Invenções Modernas

Uma das piores coisas que já inventaram foi ar-condicionado com controle remoto. Está acabando com as minhas noites de sono e, a longo prazo, com meu casamento. Eu quero frio, ele quer mais quente, aperta daqui, aperta dali, aperta de novo e ninguém prega o olho...



E já começo a me divertir com os diálogos de Manoel Carlos:

Taís Araújo ou Helena, para os já iniciados na novela: "Tenho uma irmã que me ocupa e preocupa".

Que sacada! Que jogo de palavras! Que gênio!
E eu aqui... nas minhas historinhas que não rendem 1 centavo...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Entreouvido por aí


"Meu pai era louco pra eu me casar com um judeu. Porque ele era careca e queria usar aquele chapeuzinho na cerimônia".

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Zé Fini.

Meu problema: tenho que dispensar a mulher que faz acupuntura na minha cachorra. Sim, a minha cachorra faz acupuntura, mas não é esse o assunto. O assunto é dispensar, terminar, acabar, limar, cortar, banir alguém da sua vida.

Por que esta merda é tão difícil para alguns mortais, inclusive, eu?! Digo inclusive eu porque, acreditem, eu não tenho o menor perfil de quem não teria culhão para isso. Mas não tenho. Nem saco, nem culhão. Vendo por este ângulo, sou comprovadamente uma mulher.

Desde o namoradinho do colégio, passando pela amiga mala, namorados mais sérios, minha única experiência com uma psicóloga, empregadas, parceiros de trabalho... até todo tipo de prestadores de serviço, incluindo aí a acupunturista animal, que eu não sei como olhar na cara da pessoa dignamente e dizer: Zé fini.

Com o namoradinho do colégio eu fiquei brincando de gato e rato um tempão, até ele entender e ficar magoadíssimo. Da amiga mala, eu só me livrei com o tempo e o devido amadurecimento que, se não me deu coragem pra chutá-la pra escanteio, pelo menos me fez parar de ter medo da infeliz. Os namorados mais sérios me odeiam e me acham uma louca bipolar, que mudou de uma hora para outra fazendo com que eles não aguentassem mais a relação. A psicóloga ganhou dinheiro por umas dez sessões desnecessárias onde, por não ter mais nada o que falar, eu inventava coisas. As empregadas foram devidamente dispensadas pela minha mãe. Parceiros de trabalho foram aturados bem mais do que deveriam. E os prestadores de serviço...

Bem, cada caso é um caso. No caso específico da acupunturista, o assunto tem me deixado tão nervosa que no dia que a mulher veio, eu tinha mandado a cachorra pro veterinário e esquecido da acupuntura... Ou seja, além de estar prestes a demití-la, eu criei um segundo problema por fazê-la ir até a minha casa à toa naquele dia. Nem preciso dizer que a demissão ficou pra depois e que ela ainda me levou a grana da passagem.

O fato é que a próxima sessão está chegando e eu ainda não descobri a melhor forma de dizer que não queremos mais contar com os serviços dela. Não sei se falo por telefone; se espero ela vir até aqui de novo, falo na cara e dou outra vez o dinheiro da passagem; se espero ela vir, falo na cara, mas deixo ela realizar a última sessão na Lua, num clima escroto, e pago pela última vez; ou se deixo ela vir, espero a sessão acabar, pago e digo no fim, vendo ela ir embora escrotamente também.

Enfim, estou sofrendo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Manoel Carlos Vem Aí

Aproveitando o gancho de que uma nova novela de Manoel Carlos está prestes a estrear, deixo aqui uma passagem verdadeira com um digno personagem do Leblon, que eu presenciei ontem:

Eram umas 8h da noite e eu estava atrasada para encontrar umas amigas, no apartamento de uma delas, localizado no bairro mais in do Rio de Janeiro. Só que me toquei que estava de mãos vazias. Feio porque este seria o primeiro encontro do que propomos ser uma série e também seria minha estréia na casa dela. Ôpa! Um Zona Sul. Entrei.

Grávida e gulosa, passei reto pelos frios e fui ao cantinho que cheirava a pão de queijo. Queria um montão, tipo padaria, mas o educado atendente, que não me deixou pegar os pãezinhos sozinha, agora colocava-os um a um no saquinho. Sugeri que ele virasse a bandeja toda direto no saco, mas ele me explicou calmamente que estava muito quente, aquilo era uma estufa. Ok, esperei impaciente.

Uns cinco minutos depois e com menos pãezinhos do que eu queria inicialmente, mas foi o que deu para esperar, vi que as filas estavam meio grandes. Aí... Lembrei que eu sou uma gestante! E fui serelepe para o caixa preferencial. Grávida ali só eu, o resto era o quê? Velhos! Olha eles aí de novo... Bom, o problema é que a caixa, apesar de bem novinha, também parecia bem debilitada e lenta!

Mas é agora que chego no climax de meu relato: a minha frente, estava uma senhora muito elegante, loira, chiquerésima.

Atendente lesa: Cartão Zona Sul, Sra.?
Sra. elegante: Não trouxe, mas vou te dar o CPF. Pera aí.

Momentos de caça ao CPF em sua grande bolsa dourada.

SE: 523256899000 (assim, tipo espoleta. E jogou o cartão lá dentro de volta)
AL: Pode repetir mais devagar, Sra.?

Mais alguns momentos para uma 2ª busca.

SE: 5-2-3-2...
AL: Dona Ivone?
SE: yes!

Assim mesmo, a velha soltou um 'yes' para a caixa do Zona Sul, empolgadíssimo, como se ela estivesse na conversação do inglês junto com suas outras amigas elegantes. Não aguentei e ri sozinha. Por um tempo. Até porque a mocinha lá do caixa ainda demorou pra registrar e a velha demorou para catar moedas na carteira. Mas, a essa altura, meu mau-humor já estava longe e eu só conseguia rebubinar a fita na minha cabeça e colocar no play de novo pra ver a dondoca responder 'yes'!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O assunto ainda é 'velho'

Então, o assunto 'velhos' continua permeando meu humilde universo. Pra quem não tá update aqui, há pouco tempo uma confusão com o fato deu ter chamado minha avó de velha normal me deu dor de cabeça. Já passou. E a velha tá ótima.

Mas, eis que ontem, sou pega de surpresa por uma conversa, no mínimo, inusita com outra velha: uma vizinha.

- Ai, você tá ótima!
- Brigada, D. Mercedes. (aliás, ôh nome bom pra vizinha né, não? D. Mercedes. Perfeito.)
- Tá de quanto tempo?
- Quase oito meses.
- Nossa! Que bom. Fico aliviada.
- Oi?
- É. Ai, menina, não suporto gente gorda.

Sutil como um elefante, a simpática velhinha não? Que ela não me ouça a comparando com o bichão...

Bom, velhos são realmente uma espécie à parte dos mortais pra mim. Acho que eles - mais que as crianças até, de quem, de certa forma, já esperamos coisas malucas -, tem o dom de nos surpreender. Nem sempre positivamente, é verdade. Mas vale à pena o risco. Já me diverti inúmeras vezes com uma espécie de 'tô de altos da vida', que muitos deles assumem como conduta. É como se soubessem que estão no final, numa fase em que voltam a ser café com leite.

Há os que se intregam, se deprimem ou, não por culpa deles, adoecem e não conseguem curtir esses acréscimos do terceiro tempo. Mas há muitos - e tomara que seja a maioria! - que aproveitam e conseguem marcar golaços, garantindo a posteridade.

Minha avó com certeza é desse time vencedor, cheio de garra. Aos 80 anos, ela está prontinha pra cuidar do bisneto; caminha na orla duas vezes por semana; sabe o nome de todos os personagens de todas as novelas; se diverte tentando acessar a internet; não se conforma com a TV de plasma que fizeram ela comprar, mas que insiste em deixar as atrizes da Globo todas gordas; e fica felíssima com o poder que a mesada da vovó exerce sobre os netos. Numa atitude mais do que madura, ela chuta pra escanteio chatices de que só seria amada pelo dinheiro e faz bom proveito das regalias que uma vovó nada mão de vaca pode ter.

Não sei como é Dona Mercedes na vida, mas ela me parece falar o que dá na telha. Ou seja, deve render outras tiradas ótimas, que eu gostaria muitíssimo de ouvir.

E, por fim, me lembrei agora da avó de uma amiga minha que inventou que estava ficando surda para só atender a chamados quando estivesse afim. Atenção porque a coisa foi sofisticadíssima com direito ao médico de cúmplice. Ela conseguiu convencer o doutor de que já tava muito... velha para aturar encheção de saco e que tinha tido uma ideia ótima, mas que precisava dele para embasar cientificamente a grande sacada. Ele topou. E assinou o laudo. Foram mais fundo: combinaram uma observação devidamente redigida, dizendo que aparelhos de surdez não adiantariam no caso dela. A velha astuta já morreu e não me lembro exatamente quando seu plano perfeito foi descoberto. Mas não é sensacional?! Desde que escutei essa história, guardo comigo, com uma vontade grande de imitar a esperta senhora quando chegar a minha vez de aproveitar o fim da vida.

Bom, é isso. Um brinde aos velhos e velhas por aí. Pelo menos, aos sábios.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Suíte do break-up de Thiago Martins e Fernanda Paes Leme:

"Estamos em momentos diferentes".

Esses atores só são criativos trabalhando... Mais manjado que isso só o "não é você, sou eu..."

Suíte do Gazolla:

Após se submeter a uma angioplastia, Raul Gazolla declara: "Começa agora a 3ª parte da minha vida".

Bom, a 1ª ele explica que foi antes da morte de Daniella Perez, a 3ª é a que está vivendo agora. A 2ª... Bem, a segunda, nem ele lembra...

Guiness:

"Jackson é enterrado após 70 dias"