Escrevo após uma ressaca braba de fim de semana chuvoso e alcoolizado, pós musiquinha do Fantástico e pós um Fla X Flu que nos finalmentes ficou em 2 a 2. E quem empatou no fim foram eles. Os outros.
Mas bem, vamos lá deixar uma boa barrigada aqui no domingão.
Aliás, é isso mesmo. Quero falar de barrigada, de preguiça e como é possível combinar e ter um milhão de eventos no mesmo fim-de-semana e não ir a nenhum. E mais, hein: como isso é bom. Como fazer isso, não ir a nenhum, é bom. Uma espécie de sentimento de liberdade. De que a vida é sua. De é que você quem toma as suas decisões. E isso ganha um peso muito maior quando um dos eventos furados era um daqueles bem sacais de reunião familiar.
Nada contra a minha família. É contra a dele mesmo. Não é por mal não. Mas aturar a sua própria família já é chato. Aturar a família dos outros, então, é muito pior. E sem essa de que casou virou da família também e tal. Eles lá já tinham as manias deles desde sempre e eu não ganhei um manual para recuperar o 'tempo perdido'. Porque tem disso. A sua própria família é chata, mas você já lida com ela há tanto tempo que fica mais fácil entrar e sair de situações sem constrangimentos. O que é inversamente proporcional quando se trata de qualquer outro clã.
Muitos dizem que eu reclamo de boca cheia e tal. Que eles são ótimos, que me adoram. São mesmo. Também gosto deles. Mas isso não significa que ir a eventos familiares obrigatórios de uma família que nem é a sua, seja o máximo. Não é. E está mentindo quem diz que não se importa. Todo mundo se importa. Até a menininha prendada, loirinha e de olho azul que o meu marido casaria se antes eu não tivesse aparecido, acharia um tédio. Mesmo de sorriso ensaiado no rosto.
Enfim, me livrei de um desses. Consegui ficar quentinha, debaixo das cobertas bebendo vinho e comendo restos esquisitos da geladeira totalmente sem critério. Minha meia sábado de manhã era branca. Domingo à noite, está preta. Tomei banho sim, para quem se fez essa pergunta. Mas coloquei a mesma meia. É que, como já falei aqui, não gosto de meias. Por isso, tenho pouquíssimas. Aí, peguei uma de alguém que eu achei num dos armários e fiquei com ela até o fim. Não quis roubar duas meias alheias. Achei que aí, seria demais.
Beijocas, moçada. Meu edredom me chama. Dentre as coisas estranhas que me propus a fazer neste final de semana está um filme sobre a história da Índia. Lembra daquele blá blá blá aqui de que eu estava me sentindo burra e tal... pois então, soube que Índia e China vão dominar o mundo. Bem, com as Olimpíadas vi, ouvi e li bastante sobre a China. Agora, verei um filme sobre a Índia. Já dá para debater com estudantes de economia e política...
Até.
domingo, 31 de agosto de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
Para o Flávio
Caralho, faz sol a semana inteira e chega fim-de-semana é isso aí. Só me resta, dormir... acabei de acordar, aliás.
E vim cheia de gás para escrever. Não tenho um assunto propriamente dito, mas tenho uma vontade que foi estimulada por mais um encontro que me revelou mais leitores enrustidos. Enrustidos porque não comentam. Se leitores soubessem como é bom receber comentários, talvez fizessem um esforço maior. Ou não. Acho que eu como leitora, por exemplo, não faria. Não teria saco. E não chegaria a me importar com a felicidade tremenda que isso causa em quem escreve. Talvez seja castigo. Viu, bem feito! Quem manda ser egoísta e preguiçosa....
Pois é, mas ainda bem que o destino (meio forte...) se incumbe da responsabilidade de fazer com que meus leitores cruzem meu caminho. Ou eu cruze o deles. O Que foi mais o caso ontem.
É que recebi elogios sinceros de alguém que me conhece, ok. Mas, nas próprias palavras dele, se surpreendeu comigo. E ficou feliz por isso. E falou a mesma coisa algumas vezes e com uma empolgação sincera. E ainda estava com um amigo do lado que, por acaso (ou não), também já tinha lido algumas coisas por indicação do primeiro. Que, por sua vez, ficou sabendo da existência de minhas histórias por um terceiro que também sabe quem sou eu, mas está longe. Esse que está longe também soube de mim por outro ou outra e blá blá blá.
A questão é: se meu blog correu computadores por aí é porque desperta algum interesse. E despertar interesse é tudo de bom que há na vida. Para mim. Qualquer tipo de interesse. Chamar a atenção das pessoas por algo que você é ou que você faz é incrível. E papai e mamãe valem sim. Por que não? Um sorriso orgulhoso de pai faz tudo valer à pena. Da mesma forma que um corte de cabelo ou um investimentozinho na hora de se vestir é recompensado por um olhar descarado de um desconhecido ou, vá lá, até de conhecidos. Uma mulher que sai à noite e diz que odeia ser importunada está mentindo. Quando não recebe olhares ou cantadas, até das mais manjadas que há, volta para a casa triste.
Chamar atenção é necessário. Mas não pode ser forçado. Aí, cai no ridículo e, muitas vezes, no inconveniente. Não é a esse tipo de armas que eu estou me referindo. Estou falando de estratégias muito mais elaboradas, difíceis e trabalhosas. E que costumam ser mais consistentes.
Enfim, adoro ser descoberta. E mais ainda a ter coisas a serem desvendadas sempre. É o que me faz estar feliz na minha relação comigo mesma. Sou minha própria pimenta!
Valeu, Flavinho! Beijo da dri
E vim cheia de gás para escrever. Não tenho um assunto propriamente dito, mas tenho uma vontade que foi estimulada por mais um encontro que me revelou mais leitores enrustidos. Enrustidos porque não comentam. Se leitores soubessem como é bom receber comentários, talvez fizessem um esforço maior. Ou não. Acho que eu como leitora, por exemplo, não faria. Não teria saco. E não chegaria a me importar com a felicidade tremenda que isso causa em quem escreve. Talvez seja castigo. Viu, bem feito! Quem manda ser egoísta e preguiçosa....
Pois é, mas ainda bem que o destino (meio forte...) se incumbe da responsabilidade de fazer com que meus leitores cruzem meu caminho. Ou eu cruze o deles. O Que foi mais o caso ontem.
É que recebi elogios sinceros de alguém que me conhece, ok. Mas, nas próprias palavras dele, se surpreendeu comigo. E ficou feliz por isso. E falou a mesma coisa algumas vezes e com uma empolgação sincera. E ainda estava com um amigo do lado que, por acaso (ou não), também já tinha lido algumas coisas por indicação do primeiro. Que, por sua vez, ficou sabendo da existência de minhas histórias por um terceiro que também sabe quem sou eu, mas está longe. Esse que está longe também soube de mim por outro ou outra e blá blá blá.
A questão é: se meu blog correu computadores por aí é porque desperta algum interesse. E despertar interesse é tudo de bom que há na vida. Para mim. Qualquer tipo de interesse. Chamar a atenção das pessoas por algo que você é ou que você faz é incrível. E papai e mamãe valem sim. Por que não? Um sorriso orgulhoso de pai faz tudo valer à pena. Da mesma forma que um corte de cabelo ou um investimentozinho na hora de se vestir é recompensado por um olhar descarado de um desconhecido ou, vá lá, até de conhecidos. Uma mulher que sai à noite e diz que odeia ser importunada está mentindo. Quando não recebe olhares ou cantadas, até das mais manjadas que há, volta para a casa triste.
Chamar atenção é necessário. Mas não pode ser forçado. Aí, cai no ridículo e, muitas vezes, no inconveniente. Não é a esse tipo de armas que eu estou me referindo. Estou falando de estratégias muito mais elaboradas, difíceis e trabalhosas. E que costumam ser mais consistentes.
Enfim, adoro ser descoberta. E mais ainda a ter coisas a serem desvendadas sempre. É o que me faz estar feliz na minha relação comigo mesma. Sou minha própria pimenta!
Valeu, Flavinho! Beijo da dri
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Amenidades para Suprir a Falta de Criatividade
Gente, por favor. Alguém aí já viu a chamada da próxima novela das 18h ou 19h, sei lá? “Três Irmãs”, o nome. Cara, que vergoinha. Talvez eu preste mais atenção nessas coisas porque tem a ver com o meu trabalho, mas há umas coisas que nem a minha avó, totalmente leiga, acharia bacana.
Colocaram uma galera famosíssima (que eu ainda não entendi como topou participar da cena) segurando uma longboard, com um croma fake toda vida atrás, meio dançandinho e fazendo acenos constrangedores para a câmera. No fundo: uma trilha, segundo a coluna da Patrícia Kogut, parecida com “Don’t Worry, Be Happy”. Explicando: na semana passada, saiu uma notinha falando que a música tema da abertura da novela, a tal citada aí acima, ainda não foi liberada. Aí, para a chamada, fizeram uma combinação de acordes parecidos com o original. Se alguém não achar que trata-se da mesma música, se mata porque não conhece nada de música. Enfim, trash. E trash ruim. Porque há ‘trashes’ que têm seu valor. Não é o caso.
Outra questão sem importância nenhuma, mas que me chamou a atenção justamente pela banalidade. Ou melhor, por como conseguiram transformar uma coisa séria em banal. Bombeiros que salvam criancinhas pelo telefone. Posso morrer no inferno por estar debochando do assunto. Mas é que enjoei dessa notícia. Enjoei da forma como dão a notícia com toda uma carga igualzinha de dramaticidade e destaque. Só que do jeito que a coisa aparece toda hora, fica parecendo que todo dia um bombeiro salva um bebê pelo telefone e aí, ficou meio chato. Já não me emociona mais como da vez em que vi uma reportagem no “Fantástico”.
Seguindo: outra notícia que não deveria ser nada impressionante, mas acaba sendo pela perplexidade que causa. Pelo menos, em mim. “Gaúcha de 5 anos é eleita Mini Miss Mundo”. Mini Missi Mundo???? Olha só o nome. Esse título por si só já é meio freak, não? Imagina uma Mini Miss Mundo! Não dá nervoso? Transformaram uma criança numa espécie de robozinho adestrado. E olha os bombeiros de novo: “para comemorar, ela desfilou em carro do corpo de bombeiros pelas principais ruas de sua cidade”. Outro adendo da matéria: “apesar da festa, a conquista não foi pelo Rio Grande do Sul. Como ficou em segundo lugar na etapa estadual, acabou concorrendo novamente por Santa Catarina, conquistando posteriormente as etapas nacional e mundial do concurso”. A Mini Miss Mundo já começou roubando! Imagina quando for concorrer num concurso de gente grande?!
Sem mais delongas.
Colocaram uma galera famosíssima (que eu ainda não entendi como topou participar da cena) segurando uma longboard, com um croma fake toda vida atrás, meio dançandinho e fazendo acenos constrangedores para a câmera. No fundo: uma trilha, segundo a coluna da Patrícia Kogut, parecida com “Don’t Worry, Be Happy”. Explicando: na semana passada, saiu uma notinha falando que a música tema da abertura da novela, a tal citada aí acima, ainda não foi liberada. Aí, para a chamada, fizeram uma combinação de acordes parecidos com o original. Se alguém não achar que trata-se da mesma música, se mata porque não conhece nada de música. Enfim, trash. E trash ruim. Porque há ‘trashes’ que têm seu valor. Não é o caso.
Outra questão sem importância nenhuma, mas que me chamou a atenção justamente pela banalidade. Ou melhor, por como conseguiram transformar uma coisa séria em banal. Bombeiros que salvam criancinhas pelo telefone. Posso morrer no inferno por estar debochando do assunto. Mas é que enjoei dessa notícia. Enjoei da forma como dão a notícia com toda uma carga igualzinha de dramaticidade e destaque. Só que do jeito que a coisa aparece toda hora, fica parecendo que todo dia um bombeiro salva um bebê pelo telefone e aí, ficou meio chato. Já não me emociona mais como da vez em que vi uma reportagem no “Fantástico”.
Seguindo: outra notícia que não deveria ser nada impressionante, mas acaba sendo pela perplexidade que causa. Pelo menos, em mim. “Gaúcha de 5 anos é eleita Mini Miss Mundo”. Mini Missi Mundo???? Olha só o nome. Esse título por si só já é meio freak, não? Imagina uma Mini Miss Mundo! Não dá nervoso? Transformaram uma criança numa espécie de robozinho adestrado. E olha os bombeiros de novo: “para comemorar, ela desfilou em carro do corpo de bombeiros pelas principais ruas de sua cidade”. Outro adendo da matéria: “apesar da festa, a conquista não foi pelo Rio Grande do Sul. Como ficou em segundo lugar na etapa estadual, acabou concorrendo novamente por Santa Catarina, conquistando posteriormente as etapas nacional e mundial do concurso”. A Mini Miss Mundo já começou roubando! Imagina quando for concorrer num concurso de gente grande?!
Sem mais delongas.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
O Rio às 5h da Manhã de Outra Ótica
Caracolis, ELE é mais popular do que eu imaginava. Recebi alguns protestos reclamando sobre o fato deu não falar mais da pessoa. Mas eu quis dizer apenas por um tempo e daquele jeito mela cueca. Os diálogos permanecerão, viu Paulette! E em sua homenagem, segue mais um abaixo fresquinho:
- Onde você estava?
- Na casa da Camila.
- Onde você estava, Adriana?
- Ai caralho... Sério mesmo que você quer discutir, agora? Eu estou exausta.
- Quem me garante que você estava na casa da Camila?
- Eu, querido, eu.
- Mais quem?
- A Camila.
- Mais quem?
- Só. A mãe dela estava lá, mas foi dormir cedo. Não viu até que horas eu fiquei.
- Então, voltamos ao início: onde você estava, Adriana?
- Caceta. NA CASA DA CAMILA! O porteiro. O porteiro me viu saindo. Vai lá falar com a porra do porteiro.
- Posso falar uma coisa?
- Que é caralho?
- Sabe por que eu acho que eu acredito em você?
- Hã? Fala. Por que, criatura?
- Porque nas vezes em que você chegou essa hora e não estava ‘na casa da Camila’, você nunca passou tanto tempo respondendo.
- Como assim?
- Você entra bêbada e dorme calada.
- Olha só, nem sei onde você quer chegar. E eu posso não estar bêbada, mas estou trocando as pernas de cansaço. Então, você acreditando ou não, eu vou mesmo dormir.
- Eu acredito. Enfim, eu acredito.
- Que bom para você. Boa noite.
No dia seguinte já devidamente descansada, fiquei pensando nesse diálogo doido da madrugada. Eu realmente estava na casa da Camila. Trabalhando. E eu realmente não estava bêbada. O que me levou a lembrar de outras coisas estranhas como eu ter dado papo para o moço quando eu cheguei. Coisas como tirar a roupa e colocar a camisola; lavar o rosto antes de dormir; botar comida para os cachorros e... dirigir totalmente sóbria às 5h da manhã. Sabe quando você entra de carro no túnel e não tem ninguém... Já fiz isso antes, mas nunca tinha percebido o túnel assim. O que me leva a afirmar mais uma vez que essa Lei Seca foi ótima para a minha vida e, principalmente, a dos que cruzam o meu caminho.
Mas continuando... não foi só o túnel. As luzes estavam diferentes. As árvores. Nem sabia que tinha tanta árvore no percurso de Ipanema até a Urca. Enfim, a cidade tem outra cara de madrugada e sóbria. Bem, confesso que a madrugada bêbada continua infinitamente mais interessante, mas foi uma experiência.
- Onde você estava?
- Na casa da Camila.
- Onde você estava, Adriana?
- Ai caralho... Sério mesmo que você quer discutir, agora? Eu estou exausta.
- Quem me garante que você estava na casa da Camila?
- Eu, querido, eu.
- Mais quem?
- A Camila.
- Mais quem?
- Só. A mãe dela estava lá, mas foi dormir cedo. Não viu até que horas eu fiquei.
- Então, voltamos ao início: onde você estava, Adriana?
- Caceta. NA CASA DA CAMILA! O porteiro. O porteiro me viu saindo. Vai lá falar com a porra do porteiro.
- Posso falar uma coisa?
- Que é caralho?
- Sabe por que eu acho que eu acredito em você?
- Hã? Fala. Por que, criatura?
- Porque nas vezes em que você chegou essa hora e não estava ‘na casa da Camila’, você nunca passou tanto tempo respondendo.
- Como assim?
- Você entra bêbada e dorme calada.
- Olha só, nem sei onde você quer chegar. E eu posso não estar bêbada, mas estou trocando as pernas de cansaço. Então, você acreditando ou não, eu vou mesmo dormir.
- Eu acredito. Enfim, eu acredito.
- Que bom para você. Boa noite.
No dia seguinte já devidamente descansada, fiquei pensando nesse diálogo doido da madrugada. Eu realmente estava na casa da Camila. Trabalhando. E eu realmente não estava bêbada. O que me levou a lembrar de outras coisas estranhas como eu ter dado papo para o moço quando eu cheguei. Coisas como tirar a roupa e colocar a camisola; lavar o rosto antes de dormir; botar comida para os cachorros e... dirigir totalmente sóbria às 5h da manhã. Sabe quando você entra de carro no túnel e não tem ninguém... Já fiz isso antes, mas nunca tinha percebido o túnel assim. O que me leva a afirmar mais uma vez que essa Lei Seca foi ótima para a minha vida e, principalmente, a dos que cruzam o meu caminho.
Mas continuando... não foi só o túnel. As luzes estavam diferentes. As árvores. Nem sabia que tinha tanta árvore no percurso de Ipanema até a Urca. Enfim, a cidade tem outra cara de madrugada e sóbria. Bem, confesso que a madrugada bêbada continua infinitamente mais interessante, mas foi uma experiência.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Separados por um Laptop
Bom, prometo que vou parar de falar do meu marido. Até eu já estou de saco cheio. Mas escrevi essa porra ontem e não dava pra publicar porque já tinha um ontem que eu escrevi 1 da manhã. Enfim, vou colocar esse e prometo ficar um tempo sem falar do rapaz. Se não vou perder meus leitores, o marido (que vai enjoar de mim) e a piada! Aí, não dá.
Não gosto muito de rótulos, estereótipos, preconceitos... Mas não há como negar que os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus. Mesmo as mulheres que nem eu, que às vezes são meio homem.
É realmente doido e claro como pensamos, sentimos, encaramos as coisas e a vida de maneiras distintas. Atenção! Não vou fazer aqui uma reclamação ou lamentação. É mais uma análise mesmo. E uma reflexão de que se nos conformássemos com isso, o mundo seria mais pacífico e com menos sofrimento.
Eu, por exemplo, ficava toda cabisbaixa quando o assunto era ‘ele não lê o que eu escrevo’. Achava que ele não gostava do que eu fazia, não dava bola para as coisas que me interessavam, era insensível em relação a uma coisa que para mim era super importante. Na minha cabeça de mulher, os motivos iam de falta de interesse, passando por machismo e ciúmes até um descaso descomunal com a minha ‘profissão’ de comunicadora. Passei noites em claro triste e tentando entender a falta de sensibilidade do meu próprio marido.
Eis que o motivo principal dele não ser um dos meus leitores era... PREGUIÇA. Simples assim. O fato de ter que ir até o escritório, ligar o computador e ficar ali sozinho no quartinho ‘só’ lendo o meu blog não era forte o suficiente para tirá-lo do sofá e de frente da TV após mais um longo e estressante (ele é gente grande...) dia de trabalho.
Assim que surgiram dois laptops (vieram com os meninos), o ‘problema’ foi resolvido. O moço sempre foi de fazer tudo ao mesmo tempo, sabe? É impossível ele se concentrar, focar numa coisa só. É daquele estilo que fala ao telefone, conversa com três pessoas na frente dele e lê e assina um documento, tudo junto. Deus que me livre ter essa vida. Mas ele se acostumou assim e em casa não consegue ser diferente. Vê televisão (mudando de canal numa velocidade muito mais rápida do que o meu cérebro acompanha e eu nem sou loura), conversa comigo e com outra pessoa se for o acaso sobre assuntos diferentes e ainda come nos intervalos. Enlouquecedor. Mas é assim que ele funciona. E foi assim que meu blog entrou na roda. Além disso tudo aí acima, agora, ele também fica com o laptop no colo e sai por aí navegando na internet.
Pois é. Agora, acompanha comigo: imagina só se, nós mulheres, soubéssemos ou enxergássemos que nossos problemas, traumas e tristezas poderiam ser resolvidos com a compra de um laptop!?
Não gosto muito de rótulos, estereótipos, preconceitos... Mas não há como negar que os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus. Mesmo as mulheres que nem eu, que às vezes são meio homem.
É realmente doido e claro como pensamos, sentimos, encaramos as coisas e a vida de maneiras distintas. Atenção! Não vou fazer aqui uma reclamação ou lamentação. É mais uma análise mesmo. E uma reflexão de que se nos conformássemos com isso, o mundo seria mais pacífico e com menos sofrimento.
Eu, por exemplo, ficava toda cabisbaixa quando o assunto era ‘ele não lê o que eu escrevo’. Achava que ele não gostava do que eu fazia, não dava bola para as coisas que me interessavam, era insensível em relação a uma coisa que para mim era super importante. Na minha cabeça de mulher, os motivos iam de falta de interesse, passando por machismo e ciúmes até um descaso descomunal com a minha ‘profissão’ de comunicadora. Passei noites em claro triste e tentando entender a falta de sensibilidade do meu próprio marido.
Eis que o motivo principal dele não ser um dos meus leitores era... PREGUIÇA. Simples assim. O fato de ter que ir até o escritório, ligar o computador e ficar ali sozinho no quartinho ‘só’ lendo o meu blog não era forte o suficiente para tirá-lo do sofá e de frente da TV após mais um longo e estressante (ele é gente grande...) dia de trabalho.
Assim que surgiram dois laptops (vieram com os meninos), o ‘problema’ foi resolvido. O moço sempre foi de fazer tudo ao mesmo tempo, sabe? É impossível ele se concentrar, focar numa coisa só. É daquele estilo que fala ao telefone, conversa com três pessoas na frente dele e lê e assina um documento, tudo junto. Deus que me livre ter essa vida. Mas ele se acostumou assim e em casa não consegue ser diferente. Vê televisão (mudando de canal numa velocidade muito mais rápida do que o meu cérebro acompanha e eu nem sou loura), conversa comigo e com outra pessoa se for o acaso sobre assuntos diferentes e ainda come nos intervalos. Enlouquecedor. Mas é assim que ele funciona. E foi assim que meu blog entrou na roda. Além disso tudo aí acima, agora, ele também fica com o laptop no colo e sai por aí navegando na internet.
Pois é. Agora, acompanha comigo: imagina só se, nós mulheres, soubéssemos ou enxergássemos que nossos problemas, traumas e tristezas poderiam ser resolvidos com a compra de um laptop!?
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Párem as Máquinas!
Pára tudo! Acabei de descobrir que ELE passou a ler meu blog. Peguei o menino com o olho na botija. E não só lê, como saiu fazendo comentários a torto e a direito.
Hoje é um dia muito importante para mim. De verdade. Estou muito, muito feliz. É tão ruim achar que quem mais importa para você, não se importa (guardados os devidos exageros da frase). Mas é assim que eu me sentia. Não queria forçar. Queria que fosse natural, por interesse.
E, pela enchurrada de comentários avisados por e-mail automático, deu para sentir que o cara foi lendo, lendo, lendo e não conseguia parar.
E sabe o que foi mais prazeroso disso tudo? É que antes de flagrá-lo, eu comecei a ler os tais comentários e percebi, desconfiei que era ele. Nada que estava escrito denunciava o rapaz, mas, não sei dizer exatamente o quê, algo me fez reconhecê-lo ali com quase nenhuma pista. É um sentimento sensacional comprovar que você conhece alguém de um jeito que nem você sabe direito.
Seja bem-vindo, meu amor!
Hoje é um dia muito importante para mim. De verdade. Estou muito, muito feliz. É tão ruim achar que quem mais importa para você, não se importa (guardados os devidos exageros da frase). Mas é assim que eu me sentia. Não queria forçar. Queria que fosse natural, por interesse.
E, pela enchurrada de comentários avisados por e-mail automático, deu para sentir que o cara foi lendo, lendo, lendo e não conseguia parar.
E sabe o que foi mais prazeroso disso tudo? É que antes de flagrá-lo, eu comecei a ler os tais comentários e percebi, desconfiei que era ele. Nada que estava escrito denunciava o rapaz, mas, não sei dizer exatamente o quê, algo me fez reconhecê-lo ali com quase nenhuma pista. É um sentimento sensacional comprovar que você conhece alguém de um jeito que nem você sabe direito.
Seja bem-vindo, meu amor!
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Esquisitices
Alguma coisa está fora da ordem. Fora da nova ordem mundial! Só eu odeio chuchu??? A porra do chuchu deu ibope pra cacete, a ponto da minha amiga Deca, recém chegada de Ibiza (nada a ver, mas quis dizer), falar que adora chuchu, o legume!? O que será de nós? Há uma legião de apreciadores de chuchu? Fiquei passada...
Agora, uma das minhas esquisitices: falo sozinha... em inglês. Desde nova. Sei lá, com 13, 14 anos. Começou na época em que eu entrei no curso e me acompanha pela vida até hoje.
E o engraçado é que é totalmente sem eu me dar conta. Estou lá no banheiro, tirando pelinhos da sobrancelha, de cara para o espelho, e aí, começo a debater comigo mesma questões atuais que ocupam meus pensamentos. Em inglês. Faço até diálogos. Eu falo e faço também o outro respondendo. Dramatizo. Crio situações de suspense. Faço caras e bocas.
Uma vez, juro, parei no meio e fui até o dicionário checar uma palavra que eu estava na dúvida. Voltei e continuei a cena. Claro que, a essa altura, eu já havia percebido que falava em inglês e continuei de propósito.
O fato é que eu adoro. Deve ser porque soa diferente do que estou acostumada a ouvir. E para quem enjoa de tudo, até um diálogo em outra língua é bem-vindo. Mas é mais que isso. Acho bonito. Mais elegante. Prende mais a atenção.
‘Sweet, I love you’ é imensamente melhor do que ‘Docinho, eu te amo’ (para continuar na questão dos apelidos...). Deu para entender do que eu estou falando?
Músicas. Tirando MPB das antigas e uma ou outra, as letras são muito melhores de cantar em inglês. Em português, fica cafona. Imaginem aquele exercício de cursinho do ‘complete a música’ em português. Vai dizer que não ia dar vergoinha das letras? Ia sim, vai...
E olha que eu nem sou a favor desse estrangeirismo todo que há na Barra, por exemplo. Não. Também é cafonérrimo. São temas totalmente diferentes. Não estou defendendo isso, só estou dizendo que músicas, filmes, séries e alguns diálogos soam melhor em inglês no meu contexto de ‘estar sozinha’.
Não sei se ficou claro não...
Li na coluna do Veríssimo - há bastante tempo, mas me marcou - que o Mário Quintana disse que estilo é uma dificuldade de expressão. Adorei. Adoro o Quintana. Adoro o Veríssimo. E, talvez, eu esteja querendo fazer estilo.
Agora, uma das minhas esquisitices: falo sozinha... em inglês. Desde nova. Sei lá, com 13, 14 anos. Começou na época em que eu entrei no curso e me acompanha pela vida até hoje.
E o engraçado é que é totalmente sem eu me dar conta. Estou lá no banheiro, tirando pelinhos da sobrancelha, de cara para o espelho, e aí, começo a debater comigo mesma questões atuais que ocupam meus pensamentos. Em inglês. Faço até diálogos. Eu falo e faço também o outro respondendo. Dramatizo. Crio situações de suspense. Faço caras e bocas.
Uma vez, juro, parei no meio e fui até o dicionário checar uma palavra que eu estava na dúvida. Voltei e continuei a cena. Claro que, a essa altura, eu já havia percebido que falava em inglês e continuei de propósito.
O fato é que eu adoro. Deve ser porque soa diferente do que estou acostumada a ouvir. E para quem enjoa de tudo, até um diálogo em outra língua é bem-vindo. Mas é mais que isso. Acho bonito. Mais elegante. Prende mais a atenção.
‘Sweet, I love you’ é imensamente melhor do que ‘Docinho, eu te amo’ (para continuar na questão dos apelidos...). Deu para entender do que eu estou falando?
Músicas. Tirando MPB das antigas e uma ou outra, as letras são muito melhores de cantar em inglês. Em português, fica cafona. Imaginem aquele exercício de cursinho do ‘complete a música’ em português. Vai dizer que não ia dar vergoinha das letras? Ia sim, vai...
E olha que eu nem sou a favor desse estrangeirismo todo que há na Barra, por exemplo. Não. Também é cafonérrimo. São temas totalmente diferentes. Não estou defendendo isso, só estou dizendo que músicas, filmes, séries e alguns diálogos soam melhor em inglês no meu contexto de ‘estar sozinha’.
Não sei se ficou claro não...
Li na coluna do Veríssimo - há bastante tempo, mas me marcou - que o Mário Quintana disse que estilo é uma dificuldade de expressão. Adorei. Adoro o Quintana. Adoro o Veríssimo. E, talvez, eu esteja querendo fazer estilo.
domingo, 24 de agosto de 2008
Equilíbrio Olímpico
Que saco. Parece que no esporte acontece igual na vida de um modo geral. Não me expliquei direito, mas o que estou querendo falar é que, na maioria das vezes, o que rola é: não dá para ter tudo.... Por quê? Que diabos. O que custava termos ganho o ouro no feminino e no masculino? Ia ficar tão bonitinho. As duas finais iguaizinhas com os mesmos adversários e com os mesmos vencedores! Não. Ficou metade para cada lado.
O tal do equilíbrio que me irrita. Odeio equilíbrio. Mesmo quando ele é necessário. Equilíbrio é sinal de que não foi sensacional nem para lá, nem para cá. Qual a graça de ninguém ficar feliz pra caralho? Jura mesmo que o bom é ficar feliz mais ou menos? Não concordo com as leis da vida. Prefiro um mundo injusto do que um mundo na média.
Fiquei realmente triste pela derrota dos meninos. Fiquei pensando na vida pessoal de cada um. Sei lá se é por que eu entrevistei todos eles daquela vez. O fato é que fiquei me lembrando que o Marcelinho ia ser pai durante os jogos e não ia conhecer o filho até voltar para casa. Que fosse com o ouro, oras! Olha como seria muito mais correto. E o Bernardinho? É aniversário dele amanhã. E o Bruninho queria dar a medalha de ouro de presente ao pai, após ter conquistado finalmente a confiança dele na quadra. Não seria bonito? Giba também está prestes a ter outro rebento e deixou a mulher meio de lado para treinar e viajar para os jogos olímpicos. Muito mais recompensador se ele chegasse com uma medalha de ouro para o barrigão de 9 meses da compreensiva Cristina. Os irmãos Gustavo e Murilo, jogando juntos! Olha que emocionante para os pais deles, se vissem os filhos subirem ao pódio lado a lado. Sei não... mas uma vitória brasileira teria muito mais graça. Acho que se os jogadores dos Estados Unidos soubessem disso tudo, teriam dado uma balançada.
Como na final da Libertadores. Como assim o Fluminense não ganhou? Não quero chorar o leite derramado, mas é que há certas coisas que acontecem (ou não acontecem) que eu não consigo ver explicação. Parece tão errado, sabe?
Bom, deixo aqui minha solidariedade inconformada aos meus meninos.
O tal do equilíbrio que me irrita. Odeio equilíbrio. Mesmo quando ele é necessário. Equilíbrio é sinal de que não foi sensacional nem para lá, nem para cá. Qual a graça de ninguém ficar feliz pra caralho? Jura mesmo que o bom é ficar feliz mais ou menos? Não concordo com as leis da vida. Prefiro um mundo injusto do que um mundo na média.
Fiquei realmente triste pela derrota dos meninos. Fiquei pensando na vida pessoal de cada um. Sei lá se é por que eu entrevistei todos eles daquela vez. O fato é que fiquei me lembrando que o Marcelinho ia ser pai durante os jogos e não ia conhecer o filho até voltar para casa. Que fosse com o ouro, oras! Olha como seria muito mais correto. E o Bernardinho? É aniversário dele amanhã. E o Bruninho queria dar a medalha de ouro de presente ao pai, após ter conquistado finalmente a confiança dele na quadra. Não seria bonito? Giba também está prestes a ter outro rebento e deixou a mulher meio de lado para treinar e viajar para os jogos olímpicos. Muito mais recompensador se ele chegasse com uma medalha de ouro para o barrigão de 9 meses da compreensiva Cristina. Os irmãos Gustavo e Murilo, jogando juntos! Olha que emocionante para os pais deles, se vissem os filhos subirem ao pódio lado a lado. Sei não... mas uma vitória brasileira teria muito mais graça. Acho que se os jogadores dos Estados Unidos soubessem disso tudo, teriam dado uma balançada.
Como na final da Libertadores. Como assim o Fluminense não ganhou? Não quero chorar o leite derramado, mas é que há certas coisas que acontecem (ou não acontecem) que eu não consigo ver explicação. Parece tão errado, sabe?
Bom, deixo aqui minha solidariedade inconformada aos meus meninos.
sábado, 23 de agosto de 2008
Oi Chuchu
Esqueci de deixar meu testemunho de sábado. Não vou me desculpar de novo porque isso já está ficando chato, mas vou colocar um negocinho aqui na data de 23 de agosto.
É mais ou menos uma reedição da questão dos ‘apelidos’. Mas não entre casais e sim apelidinhos, supostamente carinhosos, que algumas pessoas usam para falar com os outros. E esse ‘outros’ é meio sem critério. Vai da amiga ao namorado. Uma espécie de alcunha polivalente.
Então, ‘Oi, Chuchu’. O tom do ‘chuchu’ é realmente uma gracinha. É meigo. Para um desatento, é mesmo algo carinhoso. Mostra que aquele alguém tem estima por você. Mas alguém me explica por que ‘chuchu’ é carinhoso?
Docinho de coco é brega, mas diz a que veio. Agora, chuchu é foda.
Não me lembro da última vez que comi chuchu, provavelmente deve ter sido quando eu era bebê e o pediatra manda as mães darem legumes diversos às crianças. Mas depois, ninguém mais come chuchu por aí por livre e espontânea vontade.
O estranho é que junto com o ‘oi chuchu’ bonitinho, tem o ‘dá mais que chuchu na serra’, que convenhamos, decididamente, não é carinhoso.
O que me leva a acreditar que o chuchu é um sobrevivente. Já que não pegou na mesa, deu lá seu jeito de chegar à boca do povo...
Cantinho do Fluminense
Não fui ao Maracanã e não vi o empate entre Fluminense e Sport. Mas está aí registrado: 1 x 1. E parece que Seu Cuca pegou o Dodô... Se estressaram, os moços.
É mais ou menos uma reedição da questão dos ‘apelidos’. Mas não entre casais e sim apelidinhos, supostamente carinhosos, que algumas pessoas usam para falar com os outros. E esse ‘outros’ é meio sem critério. Vai da amiga ao namorado. Uma espécie de alcunha polivalente.
Então, ‘Oi, Chuchu’. O tom do ‘chuchu’ é realmente uma gracinha. É meigo. Para um desatento, é mesmo algo carinhoso. Mostra que aquele alguém tem estima por você. Mas alguém me explica por que ‘chuchu’ é carinhoso?
Docinho de coco é brega, mas diz a que veio. Agora, chuchu é foda.
Não me lembro da última vez que comi chuchu, provavelmente deve ter sido quando eu era bebê e o pediatra manda as mães darem legumes diversos às crianças. Mas depois, ninguém mais come chuchu por aí por livre e espontânea vontade.
O estranho é que junto com o ‘oi chuchu’ bonitinho, tem o ‘dá mais que chuchu na serra’, que convenhamos, decididamente, não é carinhoso.
O que me leva a acreditar que o chuchu é um sobrevivente. Já que não pegou na mesa, deu lá seu jeito de chegar à boca do povo...
Cantinho do Fluminense
Não fui ao Maracanã e não vi o empate entre Fluminense e Sport. Mas está aí registrado: 1 x 1. E parece que Seu Cuca pegou o Dodô... Se estressaram, os moços.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Comportamento Infantil
Pessoas são realmente muito engraçadas. As que você conhece bem, então, ih... essas vivem surpreendendo.
ELE. Bom, conheço quem dorme ao meu lado todos os dias, certo? Mais ou menos.
Ele sempre foi mais quieto do que extrovertido. Mais calado que falante. Mais elegante que escrachado. Mais fino que despachado. Resumindo, mais chato do que eu.
Bem, desde que os meninos (é assim que nos referimos aos portugueses que aqui estão) chegaram, meu morno marido não é mais a mesma pessoa.
De uma hora para outra, subiu uns três ou quatro tons. Alto, ele sempre falou, mas agora ele grita. Piadinhas meio sem graça sempre fizeram parte do repertório. Mas agora ele sacaneia qualquer coisa ou pessoa o tempo todo. Eu sou o alvo preferencial. Na mesa de bar é o que mais conta histórias. Em casa, é o último a dormir. Tem saído mais que eu e ri mais alto do que qualquer ser num raio de 1km. Que passa?
Se a gente fosse criança ou adolescente, eu poderia dizer que ele está tentando aparecer. Mas ficaria meio ridículo um cara de trinta e poucos anos, competir por atenção. Não combina.
Mas qual a explicação, então? Só consigo pensar em algo relacionado a uma felicidade genuína que vem de um sentimento sincero de estar adorando ficar mais perto da família. Talvez para quem sempre conviveu bastante com pai, mãe, irmãos e primos, como eu, por exemplo, isso passe meio batido. Mas para uma pessoa que cresceu quase que solitário com os pais se dividindo entre Brasil e Portugal; que teve poucos eventos e festas que reuniam a criançada toda; enfim, que não teve uma convivência familiar freqüente, isso seja algo que empolgue de verdade.
E aí, faz todo o sentido ele voltar à infância ou adolescência e ter um comportamento meio infantil. É como se ele estivesse vivendo uma fase que não teve. Uma fase tardia. Mas tão necessária, que aparece até assim, quando o sujeito já é homem feito.
Bem, depois que fiz essa análise, em vez de reclamar que ele está ‘over’ e reprimir a criança, eu fico observando de longe os gritos em competições de vídeogame; os sorrisos estridentes de madrugada por ter ouvido alguma traquinagem; perdôo quando ele chega bem mais para lá do que para cá junto com os outros dois que também não se agüentam em pé; deixo fazer piada comigo o tempo todo e ver como isso causa risinhos prazerosos; vou lá assisti-lo jogar basquete; ponho roupa fedida para lavar; não reclamo de areia pelo chão e nem de pratos, copos e tudo quanto é coisa espalhadas pela casa; e sei direitinho quando é e quando não é para eu participar da brincadeira.
Como recompensa, eu ganho um olhar de cumplicidade e agradecimento que não tem preço, tipo o comercial do cartão de crédito. E quando quem você ama está feliz, o que fazer senão ficar feliz também? É bem mais fácil assim.
ELE. Bom, conheço quem dorme ao meu lado todos os dias, certo? Mais ou menos.
Ele sempre foi mais quieto do que extrovertido. Mais calado que falante. Mais elegante que escrachado. Mais fino que despachado. Resumindo, mais chato do que eu.
Bem, desde que os meninos (é assim que nos referimos aos portugueses que aqui estão) chegaram, meu morno marido não é mais a mesma pessoa.
De uma hora para outra, subiu uns três ou quatro tons. Alto, ele sempre falou, mas agora ele grita. Piadinhas meio sem graça sempre fizeram parte do repertório. Mas agora ele sacaneia qualquer coisa ou pessoa o tempo todo. Eu sou o alvo preferencial. Na mesa de bar é o que mais conta histórias. Em casa, é o último a dormir. Tem saído mais que eu e ri mais alto do que qualquer ser num raio de 1km. Que passa?
Se a gente fosse criança ou adolescente, eu poderia dizer que ele está tentando aparecer. Mas ficaria meio ridículo um cara de trinta e poucos anos, competir por atenção. Não combina.
Mas qual a explicação, então? Só consigo pensar em algo relacionado a uma felicidade genuína que vem de um sentimento sincero de estar adorando ficar mais perto da família. Talvez para quem sempre conviveu bastante com pai, mãe, irmãos e primos, como eu, por exemplo, isso passe meio batido. Mas para uma pessoa que cresceu quase que solitário com os pais se dividindo entre Brasil e Portugal; que teve poucos eventos e festas que reuniam a criançada toda; enfim, que não teve uma convivência familiar freqüente, isso seja algo que empolgue de verdade.
E aí, faz todo o sentido ele voltar à infância ou adolescência e ter um comportamento meio infantil. É como se ele estivesse vivendo uma fase que não teve. Uma fase tardia. Mas tão necessária, que aparece até assim, quando o sujeito já é homem feito.
Bem, depois que fiz essa análise, em vez de reclamar que ele está ‘over’ e reprimir a criança, eu fico observando de longe os gritos em competições de vídeogame; os sorrisos estridentes de madrugada por ter ouvido alguma traquinagem; perdôo quando ele chega bem mais para lá do que para cá junto com os outros dois que também não se agüentam em pé; deixo fazer piada comigo o tempo todo e ver como isso causa risinhos prazerosos; vou lá assisti-lo jogar basquete; ponho roupa fedida para lavar; não reclamo de areia pelo chão e nem de pratos, copos e tudo quanto é coisa espalhadas pela casa; e sei direitinho quando é e quando não é para eu participar da brincadeira.
Como recompensa, eu ganho um olhar de cumplicidade e agradecimento que não tem preço, tipo o comercial do cartão de crédito. E quando quem você ama está feliz, o que fazer senão ficar feliz também? É bem mais fácil assim.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Síndrome de Burrice
Atenção, paciência comigo. Era para eu publicar aqui ontem, mas deixei para a noite e tomei um porre daqueles... Aí, esqueci. Então, segue, com um pouquinho de atraso, meu texto de ontem. É meio chato, vou avisando.
Primeiro uma errata: roubei a piada errado. Explicando: quem falou primeiro que o Diego Hipólito tinha cara de peru, foi Camila. Achei também e usei sem créditos. Mas a moça veio indignada reclamar que não é peru, é piru mesmo. Segundo ela, 'nosso' Diego parece mesmo um órgão sexual masculino. "Olha aquelas veias saltadas imensas quando ele está na barra!?". ok, está registrado. Diego Hipólito tem cara de piru.
Agora, a chatice: vou confessar uma coisa que só conversei com meu marido há poucos dias. Tenho me sentido burra. Não burra, burra. Mas, burra. Falta-me bagagem, por assim dizer. Ele falou que é besteira, que eu estou exagerando, que sou mais inteligente que muita gente. Não me bastou.
É que desde que saí do meu ex-trabalho, que tinha sido praticamente meu único trabalho até então, tenho pisado em ovos às vezes ao conversar com clientes e opinar sobre determinados assuntos. Por sete anos, eu tive quase que uma única área de atuação: cinema. E mesmo assim, nada muito profundo e tal, que envolvesse os grandes mestres e as grandes escolas. Era um cinema de atualidades, muito mais entretenimento que teoria. Vivi bem e feliz com meus conhecimentos supérfluos.
Atualmente, não tenho um tema definido. Tenho que me meter em qualquer assunto e prestar serviço para as mais variadas áreas. E é aí que eu comecei a sentir falta de informações mais relevantes em meu HD. Principalmente, em relação à História, Política e Economia. Chato? É, pra caralho. Mas, o que eu posso fazer? Tem me feito falta. Bastante.
Se há uma coisa que eu odeio é ficar calada numa reunião, numa conversa, numa mesa de bar. Por outro lado, se eu não estou muito segura do que vou falar, me calo mesmo. E tenho ficado bastante calada ultimamente. No início, fui empurrando para baixo do tapete. Com o passar do tempo, começou a me cutucar.
Sempre fui boa aluna no colégio e sei o basicão. A situação não é tão desesperadora. Acontece que meu curso de comunicação na faculdade não me acrescentou grandes coisas. ELE vive falando pra me importunar que eu tinha aula de Corte e Colagem. Eu fico puta, mas tem um fundinho de verdade. E pela evolução da vida, acabei caindo nas tais atualidades do mundo do entretenimento. Sempre li jornal. Mas ler, ler mesmo, só o Segundo Caderno. O resto é meio que uma passada de olho.
O fato é que nos últimos tempos surgiram trabalhos em campanhas políticas; um curso de roteiro sobre a teoria de autores consagrados e essenciais para eu coordenar; um vídeo sobre o governo de Itamar Franco e suas políticas sociais; e um programa de TV sobre finanças. Oh My God!
E sabe o que é pior? Resolvi sair dizendo sim para tudo. Lembrem que eu sou fácil, fácil.
Mas não sou tão maluca. Achei que era a melhor maneira de remediar a minha burrice. Nada como uma obrigação e uma recompensa para nos forçar a fazer algo chato. Veja bem, não estou orgulhosa de mim por entrar nesse mundo acadêmico e cheio de termos complicados. Mas algo me diz que é necessário.
Cantinho do Fluminense
E não é que o Mestre Cuca (...outra gracinha...) está dando sorte!? Washington resolveu ser artilheiro. Ok, que o momento mais oportuno era na Libertadores, mas sair da zona já está valendo. Flu 3 X 1 no Náutico. Estou voltando a considerar a hipótese de levar os portugas ao Maraca. Acho que sábado pode ser um bom dia.
Primeiro uma errata: roubei a piada errado. Explicando: quem falou primeiro que o Diego Hipólito tinha cara de peru, foi Camila. Achei também e usei sem créditos. Mas a moça veio indignada reclamar que não é peru, é piru mesmo. Segundo ela, 'nosso' Diego parece mesmo um órgão sexual masculino. "Olha aquelas veias saltadas imensas quando ele está na barra!?". ok, está registrado. Diego Hipólito tem cara de piru.
Agora, a chatice: vou confessar uma coisa que só conversei com meu marido há poucos dias. Tenho me sentido burra. Não burra, burra. Mas, burra. Falta-me bagagem, por assim dizer. Ele falou que é besteira, que eu estou exagerando, que sou mais inteligente que muita gente. Não me bastou.
É que desde que saí do meu ex-trabalho, que tinha sido praticamente meu único trabalho até então, tenho pisado em ovos às vezes ao conversar com clientes e opinar sobre determinados assuntos. Por sete anos, eu tive quase que uma única área de atuação: cinema. E mesmo assim, nada muito profundo e tal, que envolvesse os grandes mestres e as grandes escolas. Era um cinema de atualidades, muito mais entretenimento que teoria. Vivi bem e feliz com meus conhecimentos supérfluos.
Atualmente, não tenho um tema definido. Tenho que me meter em qualquer assunto e prestar serviço para as mais variadas áreas. E é aí que eu comecei a sentir falta de informações mais relevantes em meu HD. Principalmente, em relação à História, Política e Economia. Chato? É, pra caralho. Mas, o que eu posso fazer? Tem me feito falta. Bastante.
Se há uma coisa que eu odeio é ficar calada numa reunião, numa conversa, numa mesa de bar. Por outro lado, se eu não estou muito segura do que vou falar, me calo mesmo. E tenho ficado bastante calada ultimamente. No início, fui empurrando para baixo do tapete. Com o passar do tempo, começou a me cutucar.
Sempre fui boa aluna no colégio e sei o basicão. A situação não é tão desesperadora. Acontece que meu curso de comunicação na faculdade não me acrescentou grandes coisas. ELE vive falando pra me importunar que eu tinha aula de Corte e Colagem. Eu fico puta, mas tem um fundinho de verdade. E pela evolução da vida, acabei caindo nas tais atualidades do mundo do entretenimento. Sempre li jornal. Mas ler, ler mesmo, só o Segundo Caderno. O resto é meio que uma passada de olho.
O fato é que nos últimos tempos surgiram trabalhos em campanhas políticas; um curso de roteiro sobre a teoria de autores consagrados e essenciais para eu coordenar; um vídeo sobre o governo de Itamar Franco e suas políticas sociais; e um programa de TV sobre finanças. Oh My God!
E sabe o que é pior? Resolvi sair dizendo sim para tudo. Lembrem que eu sou fácil, fácil.
Mas não sou tão maluca. Achei que era a melhor maneira de remediar a minha burrice. Nada como uma obrigação e uma recompensa para nos forçar a fazer algo chato. Veja bem, não estou orgulhosa de mim por entrar nesse mundo acadêmico e cheio de termos complicados. Mas algo me diz que é necessário.
Cantinho do Fluminense
E não é que o Mestre Cuca (...outra gracinha...) está dando sorte!? Washington resolveu ser artilheiro. Ok, que o momento mais oportuno era na Libertadores, mas sair da zona já está valendo. Flu 3 X 1 no Náutico. Estou voltando a considerar a hipótese de levar os portugas ao Maraca. Acho que sábado pode ser um bom dia.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Olimpíadas
Não vi quase nada dessas Olimpíadas. Mas, pelo que andei me informando, não teve mesmo muita coisa para ver. Só os meus meninos do volley ainda geram confiança. Gustavo ficou uma graça de cabelo raspado.
Falando em volley e Gustavo, soube do bafafá entre ele e Bernardinho porque meu muso ruivo foi se meter em briga de pai e filho. Bafão. Aliás, até em Olimpíadas eu pendo para o lado mais comportamental da coisa e adoro uma fofoca. Fiquei passada com o cara que deixou a medalha no chão e foi embora. E a 10ª vara perdida pela organização chinesa?! Achei que só os japoneses precisassem roubar varas alheias por aí. O que foi o tombo e a cara do Diego Hipólito!? Impressionante como aquele menino (é menino? Não sei...) é igualzinho a um peru, por ironia do destino... Daiane decepcionou mais uma vez; Jade chorou mais uma vez; e uma galera aí saiu pedindo desculpas a torto e a direito. Ouro mesmo só um azarão chamado Cesar Cielo que fez o Caderno de Esportes do Globo fazer um trocadilho infame na manchete de capa: “Do Cielo ao Inferno”. Futebol feminino está aí na luta. Quero mais é que a gente leve o ouro e a categoria de saias ganhe mais investimento. Por que se formos depender dos meninos... Vexame. Tipo meu fluminense. Que não é citado aqui há um bom tempo. É de propósito. Estou de mal. E numa espécie de observação para ver se o Cuca vai pegar... (depois reclamo dos trocadilhos do Globo. Cara de pau.)
Bom, é isso minha gente. Tenho escrito menos ultimamente. Não por falta de vontade, mas por cansaço mesmo. As coisas na minha casa ainda não se ajeitaram totalmente e a minha vida ainda está de pernas para o ar comigo tentando ser boa mulher, dona de casa, profissional, anfitriã e original. Pelo menos, a TV já está devidamente instalada.
Para me despedir, vou usar um outro trocadilho, esse recebido de um amigo e que eu só fui entender no carro, dirigindo, um bom tempo depois de ter lido o e-mail, onde ele acabava dizendo: beijing 2008.
Não é super criativo?! Eu adorei, depois que caiu a ficha. É, meu cansaço é pra valer.
Então é isso,
Beijing 2008.
Falando em volley e Gustavo, soube do bafafá entre ele e Bernardinho porque meu muso ruivo foi se meter em briga de pai e filho. Bafão. Aliás, até em Olimpíadas eu pendo para o lado mais comportamental da coisa e adoro uma fofoca. Fiquei passada com o cara que deixou a medalha no chão e foi embora. E a 10ª vara perdida pela organização chinesa?! Achei que só os japoneses precisassem roubar varas alheias por aí. O que foi o tombo e a cara do Diego Hipólito!? Impressionante como aquele menino (é menino? Não sei...) é igualzinho a um peru, por ironia do destino... Daiane decepcionou mais uma vez; Jade chorou mais uma vez; e uma galera aí saiu pedindo desculpas a torto e a direito. Ouro mesmo só um azarão chamado Cesar Cielo que fez o Caderno de Esportes do Globo fazer um trocadilho infame na manchete de capa: “Do Cielo ao Inferno”. Futebol feminino está aí na luta. Quero mais é que a gente leve o ouro e a categoria de saias ganhe mais investimento. Por que se formos depender dos meninos... Vexame. Tipo meu fluminense. Que não é citado aqui há um bom tempo. É de propósito. Estou de mal. E numa espécie de observação para ver se o Cuca vai pegar... (depois reclamo dos trocadilhos do Globo. Cara de pau.)
Bom, é isso minha gente. Tenho escrito menos ultimamente. Não por falta de vontade, mas por cansaço mesmo. As coisas na minha casa ainda não se ajeitaram totalmente e a minha vida ainda está de pernas para o ar comigo tentando ser boa mulher, dona de casa, profissional, anfitriã e original. Pelo menos, a TV já está devidamente instalada.
Para me despedir, vou usar um outro trocadilho, esse recebido de um amigo e que eu só fui entender no carro, dirigindo, um bom tempo depois de ter lido o e-mail, onde ele acabava dizendo: beijing 2008.
Não é super criativo?! Eu adorei, depois que caiu a ficha. É, meu cansaço é pra valer.
Então é isso,
Beijing 2008.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Adriana Maia - O Retorno!
Povo, voltei! Paula, voltei! Tem coisas que a gente só vê mesmo nessas horas difíceis. E nesse período conturbado da minha vida, vi que pelo menos a Paula não pode viver sem mim. Já é alguma coisa!
Para quem tiver curiosidade e não acompanhou meu drama por telefone ou sinal de fumaça, estava impossibilitada de me comunicar com o mundo. Mudança nunca mais! (até porque não pretendo mesmo sair mais daqui!) Oh trabalheira. Estou um trapo.
Nunca tive unhas. Agora, desconfio que estou sem sabugos. (acho essa palavra engraçadérrima...) Os cabelos estão ressecados e meu aspecto é de suja há dias. Diferentemente de minha amiga Lívia Ghelli, eu não tenho um conjunto de plush e um coque despretensioso e sedoso na cabeça, enquanto encaixoto e desencaixoto minhas tralhas. Meu vestuário nesse tipo de ocasião resume-se a blusas rasgadas e shorts molinhos. O pé é preto! E os ossos e músculos doem, como doem...
Mas estou de volta. É o que importa. (juro que a intenção não era rimar). E, quem tiver paciência, vá lendo de traz para frente. Vou colocar um causinho em cada dia para traz que não escrevi. Divirtam-se. E amanhã: tudo novo de novo!
beijo nos meninos e abraço nas meninas.
Para quem tiver curiosidade e não acompanhou meu drama por telefone ou sinal de fumaça, estava impossibilitada de me comunicar com o mundo. Mudança nunca mais! (até porque não pretendo mesmo sair mais daqui!) Oh trabalheira. Estou um trapo.
Nunca tive unhas. Agora, desconfio que estou sem sabugos. (acho essa palavra engraçadérrima...) Os cabelos estão ressecados e meu aspecto é de suja há dias. Diferentemente de minha amiga Lívia Ghelli, eu não tenho um conjunto de plush e um coque despretensioso e sedoso na cabeça, enquanto encaixoto e desencaixoto minhas tralhas. Meu vestuário nesse tipo de ocasião resume-se a blusas rasgadas e shorts molinhos. O pé é preto! E os ossos e músculos doem, como doem...
Mas estou de volta. É o que importa. (juro que a intenção não era rimar). E, quem tiver paciência, vá lendo de traz para frente. Vou colocar um causinho em cada dia para traz que não escrevi. Divirtam-se. E amanhã: tudo novo de novo!
beijo nos meninos e abraço nas meninas.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Desdobramentos do Mundo Ecológico
- Você joga o papel higiênico na lixeira ou no vaso?
- Depende da descarga.
- Não. Quero saber qual é melhor?
- Depende da descarga.
- Não, Adriana. O que faz menos mal ao meio ambiente?
- PQP. Sei lá. Não vai tudo para o mesmo lugar?
- Acho que não. Essa é a minha dúvida. Nunca sei se devo jogar na lixeira ou no vaso.
- Uau. Imagino você, sentada no vaso, com um papel sujo de merda na mão, pensando no que fazer.
- É sério. Isso está realmente mexendo comigo. Queria ser uma pessoa melhor.
- Onde você joga o seu papel define se você será uma pessoa melhor, é isso?
- Já é alguma coisa.
- Você gosta de maionese?
- Oi?
- Maionese. Você gosta?
- Às vezes. Faz mal. Mas saiu uma agora que é melhor. Já provou? Chama Hellman’s DeLeite.
- Era aí que eu queria chegar. Não se preocupe. Na sua concepção, você é uma pessoa melhor. Pode jogar o papel onde quiser. Você já está fazendo a sua parte.
* pra quem não entendeu, vá ao post “Cuidado”, do dia 06 de julho.
- Depende da descarga.
- Não. Quero saber qual é melhor?
- Depende da descarga.
- Não, Adriana. O que faz menos mal ao meio ambiente?
- PQP. Sei lá. Não vai tudo para o mesmo lugar?
- Acho que não. Essa é a minha dúvida. Nunca sei se devo jogar na lixeira ou no vaso.
- Uau. Imagino você, sentada no vaso, com um papel sujo de merda na mão, pensando no que fazer.
- É sério. Isso está realmente mexendo comigo. Queria ser uma pessoa melhor.
- Onde você joga o seu papel define se você será uma pessoa melhor, é isso?
- Já é alguma coisa.
- Você gosta de maionese?
- Oi?
- Maionese. Você gosta?
- Às vezes. Faz mal. Mas saiu uma agora que é melhor. Já provou? Chama Hellman’s DeLeite.
- Era aí que eu queria chegar. Não se preocupe. Na sua concepção, você é uma pessoa melhor. Pode jogar o papel onde quiser. Você já está fazendo a sua parte.
* pra quem não entendeu, vá ao post “Cuidado”, do dia 06 de julho.
domingo, 17 de agosto de 2008
Pochete
Não pode. Homem não pode usar pochete de jeito nenhum. É triste. Mais triste só a combinação sunga, pochete e tênis no calçadão.
Eis que Miguel, um dos portugueses hospedados sob o meu teto, aparece com uma. Sofri por dentro. Não conseguia olhar. Pensei em mil maneiras de dizer a ele sem ser grosseira. Não encontrava o tal jeito. Aquilo estava me corroendo.
Aí, vejam só como a simplicidade masculina é um exemplo para nós mulheres complicadas e cheias de nhé nhé nhem: Ele sai do banheiro, passa andando rápido pelo corredor, vê Miguel e diz, simples assim:
- Aí, Miguel, homem no Rio de Janeiro não usa pochete, não. Se quiser pegar mulher, melhor ir sem.
Miguel sumiu com a pochete e saiu feliz e contente à caça das brasileiras.
Eis que Miguel, um dos portugueses hospedados sob o meu teto, aparece com uma. Sofri por dentro. Não conseguia olhar. Pensei em mil maneiras de dizer a ele sem ser grosseira. Não encontrava o tal jeito. Aquilo estava me corroendo.
Aí, vejam só como a simplicidade masculina é um exemplo para nós mulheres complicadas e cheias de nhé nhé nhem: Ele sai do banheiro, passa andando rápido pelo corredor, vê Miguel e diz, simples assim:
- Aí, Miguel, homem no Rio de Janeiro não usa pochete, não. Se quiser pegar mulher, melhor ir sem.
Miguel sumiu com a pochete e saiu feliz e contente à caça das brasileiras.
sábado, 16 de agosto de 2008
Não Empresto
Odeio emprestar minhas coisas. Qualquer tipo de coisa. Livro é o objeto que tenho mais ciúmes e o que mais tem chance de não voltar. Roupa é o que mais me dói. E coisas como câmeras fotográficas e afins, para mim, não deveriam parecer coisas emprestáveis.
Não gosto de pegar coisas emprestadas em solidariedade a quem está emprestando. Quase nunca peço nada. E, se peço, é no desespero. Uma situação de vida ou morte como a necessidade de seduzir o sexo oposto e precisar daquele vestido da amiga. Aí, sou cara de pau. Mas é raro.
Estou falando isso porque (ainda na mudança) dei falta de várias coisas minhas que estão emprestadas por aí. E que eu tinha esquecido. Essa minha cabeça que vive me traindo... Coisas que, muito provavelmente, nunca mais voltarei a ver. E isso me deixou triste. Tem troço que eu nem sei onde foi parar.
Aí, tomei uma decisão radical. A partir de hoje, não empresto mais nada. Não adianta pedir. Nem com jeitinho.
Não gosto de pegar coisas emprestadas em solidariedade a quem está emprestando. Quase nunca peço nada. E, se peço, é no desespero. Uma situação de vida ou morte como a necessidade de seduzir o sexo oposto e precisar daquele vestido da amiga. Aí, sou cara de pau. Mas é raro.
Estou falando isso porque (ainda na mudança) dei falta de várias coisas minhas que estão emprestadas por aí. E que eu tinha esquecido. Essa minha cabeça que vive me traindo... Coisas que, muito provavelmente, nunca mais voltarei a ver. E isso me deixou triste. Tem troço que eu nem sei onde foi parar.
Aí, tomei uma decisão radical. A partir de hoje, não empresto mais nada. Não adianta pedir. Nem com jeitinho.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
A Vida sem Televisão
Olha, juro por Deus, não sei como os povos de antigamente conseguiam viver sem televisão. E essa história de que quem não tem TV, trepa adoidado é uma mentira das boas. Não há quem agüente. Tem uma hora que perde a graça. Não tem canal para mudar, sabe? Uma coisa assim meio TV aberta. Tem lá a Globo, a coisa vai decaindo para o SBT, chega a Record e, depois disso, é o mundo Trash. Não há mais quem veja. O Sexo precisa de uma TV a cabo para ser feito todos os dias...
Mas o fato é que até hoje, desde que me mudei, ainda não tenho a companhia da televisão em meu doce lar. Problemas burocráticos junto com a minha conhecida falta de paciência resultaram num efeito retardado de nossa volta à rotina dos meios de comunicação.
No início, eu estava achando interessante. Nunca ouvi tanta música (e, vá lá, fiz tanto sexo num intervalo tão curto, com a mesma pessoa). Apreciei muito o silêncio. Ouvi bastante a conversa dos vizinhos. Li. Isso foi realmente bom. E aí, comecei a bater a cabeça na parede.
Venci minha inércia e preguiça e fui à luta. Mas a NET só chega na semana que vem. Até lá, é dar asas à imaginação. Socorro!
Mas o fato é que até hoje, desde que me mudei, ainda não tenho a companhia da televisão em meu doce lar. Problemas burocráticos junto com a minha conhecida falta de paciência resultaram num efeito retardado de nossa volta à rotina dos meios de comunicação.
No início, eu estava achando interessante. Nunca ouvi tanta música (e, vá lá, fiz tanto sexo num intervalo tão curto, com a mesma pessoa). Apreciei muito o silêncio. Ouvi bastante a conversa dos vizinhos. Li. Isso foi realmente bom. E aí, comecei a bater a cabeça na parede.
Venci minha inércia e preguiça e fui à luta. Mas a NET só chega na semana que vem. Até lá, é dar asas à imaginação. Socorro!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Joga Fora no Lixo
Dia 14, estava lá anotado na minha agenda para eu escrever depois: ‘Joga Fora no Lixo’.
Bom, é só para compartilhar o meu prazer quase inenarrável de jogar coisas fora. E numa mudança, a coisa ganha um status de utilidade pública, já que quanto menos peso, melhor.
Estou me referindo desde papel até móveis velhos e sem vida. O item mais estranho da minha lixeira foi uma espécie de luminária de papel que eu e ele compramos na Argentina e, na época, achamos incrível. A coitada está há três anos guardada no armário. Achei que ela merecia tentar ir para o teto de alguém.
Baterias e carregadores de celulares roubados ou perdidos foram um dos objetos mais numerosos. Só não bateram as canetas que não funcionam mais.
Recibos. Gente, me libertei. Rasguei a porra toda. Só deixei os últimos. Resolvi desafiar essa regra maluca de que se deve guardar os comprovantes de tudo quanto é coisa por cinco anos. Já viram o volume que isso faz? Dá não...
Uma vida nova, sem restos e cacarecos me espera!
Bom, é só para compartilhar o meu prazer quase inenarrável de jogar coisas fora. E numa mudança, a coisa ganha um status de utilidade pública, já que quanto menos peso, melhor.
Estou me referindo desde papel até móveis velhos e sem vida. O item mais estranho da minha lixeira foi uma espécie de luminária de papel que eu e ele compramos na Argentina e, na época, achamos incrível. A coitada está há três anos guardada no armário. Achei que ela merecia tentar ir para o teto de alguém.
Baterias e carregadores de celulares roubados ou perdidos foram um dos objetos mais numerosos. Só não bateram as canetas que não funcionam mais.
Recibos. Gente, me libertei. Rasguei a porra toda. Só deixei os últimos. Resolvi desafiar essa regra maluca de que se deve guardar os comprovantes de tudo quanto é coisa por cinco anos. Já viram o volume que isso faz? Dá não...
Uma vida nova, sem restos e cacarecos me espera!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Rabo Preso
Estou muito, muito atrasada. Mas como não dá tempo de atualizar tudo em um dia só, vou fazendo aos poucos.
Abaixo, um diálogo que eu juro que aconteceu no dia 13.
Eu e Camila sentadas em frente ao computador:
- Você tem uma almofadinha?
- Pra quê? Hemorróidas?
- Não te falei não?
- Mentiiira que você tem hemorróidas!
- Não! É que o meu cóccix* é mais pontudo que o normal. Aí machuca.
- Tipo um rabo.
- Nããão. Ele é só um pouquinho maior do que os outros.
- Ok, então você tem literalmente o rabo preso.
*Nota da autora:
Finalmente aprendi a escrever cóccix. E descobri porque o meu ossinho doía no Pilates.
Abaixo, um diálogo que eu juro que aconteceu no dia 13.
Eu e Camila sentadas em frente ao computador:
- Você tem uma almofadinha?
- Pra quê? Hemorróidas?
- Não te falei não?
- Mentiiira que você tem hemorróidas!
- Não! É que o meu cóccix* é mais pontudo que o normal. Aí machuca.
- Tipo um rabo.
- Nããão. Ele é só um pouquinho maior do que os outros.
- Ok, então você tem literalmente o rabo preso.
*Nota da autora:
Finalmente aprendi a escrever cóccix. E descobri porque o meu ossinho doía no Pilates.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Divagações sobre o Outro
Preciso mandar um abraço (estou tímida porque eu não conheço pessoalmente, mas queria mandar mesmo é um beijo estalado na bochecha) para o Francisco de Santo André. Uma coisa assim bem Rádio 98 FM. Mas é que Francisco de Santo André me deu um gás que nenhum dos meus fiéis amigos e amigas de todos os dias conseguiram.
Pois é. O ser humano é ingrato. Eu então... ingrata, egoísta, fria. Escuto esses 'elogios' há tempos. Apesar de achar que meu 'elogio' principal é ser sincera. E por isso assumo que o Francisco de Santo André, que eu nunca vi mais gordo, é quem mais me deixou feliz nos últimos dias. Olha que eu ganhei uma casa na Urca, dois hóspedes fantásticos e algumas notícias boas. Mas nada barrou as palavras acolhedoras do Francisco.
É incrível como alguém com uma vida totalmente diferente da sua, em outra cidade, outro estado, de outra faixa etária (Francisco é mais velho que eu uns bons aninhos), que nunca te viu e, muito provavelmente, nem vai te ver, consegue ações e reações concretas.
Esse é o lado fascinante da internet. A possibilidade de cabeças distintas se comunicarem apenas através de suas idéias e pensamentos. Algo tão poderoso que é capaz de provocar uma identificação em outro totalmente diferente.
Francisco diz que lê o que eu escrevo todos os dias. Bem, a Paula lê o que eu escrevo todos os dias. A Deca lê o que eu escrevo todos os dias. O Edu, a Ana B., a Tai, o Renato. ok. Mas o Francisco!? O que leva o Francisco a me ler todo santo dia? Algo totalmente autêntico que nasceu sozinho, espontâneo.
Francisco não me conhece. Francisco não lê algo e associa ao meu jeito, ao meu modo de falar ou de vestir. Francisco não lê uma frase e lembra de um dia em que eu disse algo parecido. Não. Francisco só me conhece daqui. E por isso, para mim, Francisco é tão importante.
Talvez se um dia eu tiver outras e outros Franciscos eu não tenha o prazer de dar o devido valor a todos eles. Quando o único se transforma em muitos, perde um pouco o foco. Cai no bolo. Certamente, ficarei muito feliz. Quem me dera ter uma legião de leitores por aí. Ficarei satisfeitíssima. Mas Francisco será sempre o Francisco.
Ganhou lugar de honra. Obrigada, Francisco. E, tomara, que você leia todos os dias mesmo. Porque isso foi para você.
Até. Não sei quando conseguirei voltar. Tudo depende da Oi ou da Net. Beijo, Chico (oh a intimidade...) Beijo, povo.
Pois é. O ser humano é ingrato. Eu então... ingrata, egoísta, fria. Escuto esses 'elogios' há tempos. Apesar de achar que meu 'elogio' principal é ser sincera. E por isso assumo que o Francisco de Santo André, que eu nunca vi mais gordo, é quem mais me deixou feliz nos últimos dias. Olha que eu ganhei uma casa na Urca, dois hóspedes fantásticos e algumas notícias boas. Mas nada barrou as palavras acolhedoras do Francisco.
É incrível como alguém com uma vida totalmente diferente da sua, em outra cidade, outro estado, de outra faixa etária (Francisco é mais velho que eu uns bons aninhos), que nunca te viu e, muito provavelmente, nem vai te ver, consegue ações e reações concretas.
Esse é o lado fascinante da internet. A possibilidade de cabeças distintas se comunicarem apenas através de suas idéias e pensamentos. Algo tão poderoso que é capaz de provocar uma identificação em outro totalmente diferente.
Francisco diz que lê o que eu escrevo todos os dias. Bem, a Paula lê o que eu escrevo todos os dias. A Deca lê o que eu escrevo todos os dias. O Edu, a Ana B., a Tai, o Renato. ok. Mas o Francisco!? O que leva o Francisco a me ler todo santo dia? Algo totalmente autêntico que nasceu sozinho, espontâneo.
Francisco não me conhece. Francisco não lê algo e associa ao meu jeito, ao meu modo de falar ou de vestir. Francisco não lê uma frase e lembra de um dia em que eu disse algo parecido. Não. Francisco só me conhece daqui. E por isso, para mim, Francisco é tão importante.
Talvez se um dia eu tiver outras e outros Franciscos eu não tenha o prazer de dar o devido valor a todos eles. Quando o único se transforma em muitos, perde um pouco o foco. Cai no bolo. Certamente, ficarei muito feliz. Quem me dera ter uma legião de leitores por aí. Ficarei satisfeitíssima. Mas Francisco será sempre o Francisco.
Ganhou lugar de honra. Obrigada, Francisco. E, tomara, que você leia todos os dias mesmo. Porque isso foi para você.
Até. Não sei quando conseguirei voltar. Tudo depende da Oi ou da Net. Beijo, Chico (oh a intimidade...) Beijo, povo.
Assinar:
Postagens (Atom)