sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Rumo a Terê

Não escrevi aqui sexta porque viajei. Fomos para Teresópolis com os mais que queridos Paula e o ELE dela. Não vou repor com texto de gaveta porque não achei nenhum. Aí, vou escrever só no sábado e domingo com o título “A Oito Mãos” I e II. Aqui, deixo o curto diálogo em que esse título foi criado.

Eu: Amigos, adorei a colaboração de vocês. Estou cheia de história para colocar no blog. Vou colocar o título de “A Quatro Mãos”!

(um minuto de silêncio)

O ELE da Paula: Então são oito.
Eu: Ih é.

(gargalhada geral)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Diminutivos

É meio do grupo da história do chuchu, tá? Falarei sobre o uso do diminutivo em nossa linguagem falada. Só falada. Na escrita até valeria também. Mas escrever e falar são coisas bem diferentes. Falar é ‘cara a cara’, ainda que seja por telefone. Sua voz está ali, denunciando que é mesmo você o dono daquelas palavras ditas naquele momento. Ih... oh a filosofia... Tenho perigado nela, né? É a idade chegando... Ou o fim do ano, época em que repenso o rumo da prosa geral da História da Adriana.

Mas, bem, não me lembro de ter sido muito chamada de Drizinha até meus, sei lá, 25 anos. Sempre fui Dri para a maioria e Adriana mesmo para quem não adere a apelidos ou tem dificuldade de relacionamento. ELE é um que nunca me chamou de Dri. O mais estranho é que já vi várias vezes ele se referindo a mim como Dri, ou conversando com alguém ou escrevendo, mas olho no olho é Adriana. Vai entender... eu falei que cara a cara é diferente... Há também os que me chamam de Adriana porque gostam do nome em si. Meu pai é um. Claro que ele me chama por algumas variações de filha, mas usa bastante o Adriana. Dri, nunca.

Mas o ‘Drizinha’. Bem, o Drizinha veio com o tempo, o que é um pouco esquisito já que eu não diminuí e sim aumentei. Para cima, para os lados e na idade... Seria compreensível se quem me chamasse de Drizinha fosse consideravelmente mais velho ou velha que eu. Não. Minha amiga Deca me chamou de Drizinha outro dia. Minha amiga Lu Gomes sempre chamou. E volta e meia, alguém adere também.

Diminutivo geralmente vem simbolicamente acompanhado de uma espécie de carinho, um cuidado especial com a pessoa. A gente usa muito com neném e criança pequena. O que me leva a crer que o fato das pessoas estarem me chamando pela primeira vez no diminutivo é algo bom.

Indo mais fundo, posso chegar a conclusão de que, enfim, estou esboçando alguns sinais de meiguice. E sem querer! O que é o mais incrível para quem passou a vida a querer ser meiga forçadamente e não conseguia.

Se alguém quiser fazer uma imagem de mim agora, pode pensar na Drizinha de vestido branco, duas presilhas no cabelo, unha feita e um início de sorriso no rosto. Quase em paz. Enfim, meiga.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mais uma via e-mail

A vida não pode ser a festa que esperávamos, mas enquanto estamos aqui, deveríamos dançar.

Mais uma frase recebida numa dessas brincadeirinhas, mensagens, blá blá blá que circulam pela internet. E, mais uma vez, foi enviada por uma amiga querida. Faz tempo, mas foi pelo dia internacional das “pessoas perturbadas”. E eu e Deca somos, com orgulho, pessoas perturbadas, no ótimo sentido.

Pena que eu não sou inteligente informaticamente, porque junto com a frase havia uma animaçãozinha do Jim Carrey dançando com um bando de malucos num hospício, de algum filme que não sei qual é. Queria mostrar aqui. A dancinha e a frase são ótimas juntas. Tipo aquele comercial da pasta de dente que diz que quando um sussurro foi dado no ouvido, nasceu o arrepio... (adoro esse comercial!).

Mas vamos à frase: é a mesma questão que já discuti aqui há um tempinho. A tal vida perfeita que a gente vive sonhando acordada e acaba esquecendo de viver a vida de verdade que ‘pode não ser a festa que esperávamos, mas enquanto estamos aqui, deveríamos dançar’.

E, gente, dança logo porque depois vamos ficando mais velhos, com dor aqui, dor ali e ficando que nem meu pai que morre de saudades da época em que abaixava para pegar moedas! Hoje, ele entrega pra Deus.

Então, antes que a coluna trave, que as juntas dêem defeito e que os joelhos sejam mandados para o espaço a cada urro de dor, a hora é de dançar! Tem um montão de gente aí que insiste em avançar as coisas. Que cisma que já está mais pra valsa do que pra rock. Que qualquer coisa além de dois pra lá, dois pra cá, é impossível fazer. Não é não. Fecha o olho e deixa o ritmo fluir. A parte do olho fechado é importante porque caso a pessoa seja realmente péssima de ritmo, ela não vê ninguém rindo dela e, assim, consegue se soltar.

‘Se soltar’, essa é a mensagem mais importante do ‘dançar’. São sinônimos, nesse caso. Dançar é levar a vida com mais leveza, se levar menos a sério, rir mais da gente e dos outros! Arriscar enquanto dá. Uma distensão agora não será algo assim tão grave. E um tombo no meio do salão pode ser história para contar mais tarde.

Eu tenho uma história literal de um tombo no meio do salão que exemplifica bem como agi errado no passado (totalmente compreensível, vocês vão ver), e maravilhosamente bem num passado mais próximo.

Eu tinha uns 14, 15 anos. Estava numa festa de casamento com meus pais, bastante contrariada. Nessa idade em que ainda não somos nem um pouco independentes para eles, mas somos totalmente para a gente. (pelo menos, na minha época ainda era assim...). Bom, era fim de festa já. Papai já estava bem mais pra lá do que pra cá e resolveu me tirar para dançar em um salão totalmente vazio e já com algumas luzes acesas. Orquestra tocando algo como um “New York, New York”. Papai foi se aproximando cada vez mais do palquinho dos músicos. Não conseguia acompanhá-lo há tempos já. Até que, claro, caímos. Caímos mesmo. Desajeitados, um em cima do outro. Meu vestido na cabeça. Um senhor tombo no meio do salão. Lembro como se fosse hoje da gargalhada do meu pai no meu ouvido. E da minha raiva que veio de todas as minhas entranhas. Ele cagou para a minha cara amarrada, para as minhas ameaças de que eu nunca mais falaria com ele, para a minha vergonha. Papai só dançou.

Anos depois, por acaso voltamos à casa dos tais donos daquela festa e, sei lá porque, eles passaram o vídeo desse casamento. E lá estava ele, o tombo. Filmado. Registrado para a posteridade. Papai riu igualzinho. Uma mistura de riso de alegria e de nostalgia, saudade dos joelhos de outrora. ‘Um tombo desses hoje em dia... Sei não. Acho que eu não levantava.’ E eu ri junto. Lamentei um pouco por não saber dançar na época, mas me enchi de felicidade por ter aprendido a tempo. Recomendo.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Existe vida além da Camila...

A lei seca ainda está aí, é verdade, mas já está meio capenga. Confesso que já andei dando minhas saidinhas para uns chopes de carro mesmo. Não acredito mais tanto em blitz como há uns meses. De quinta a sábado, não arrisco, mas uma segunda, uma terça...

Bem, mas no lugar da lei seca, vieram amigas de regime. E assim fui convidada a tomar um suco com três simpáticas moçoilas esbeltas: Ana B., Tai e Carol. Pensei bastante antes de ir. Chovendo. Eu teria que me deslocar até o Leblon. E faria tudo isso para ver apenas três mulheres, nem um moço na brincadeira... e a bebida seria suco.

Bom, fui. E não é que o suco rendeu! De uma amiga que fez oito abortos, passando por outra que depilou que nem a Natália Cassassola com o detalhe de que o namorado passou a máquina lá e um amigo que tem mania de desviar rios! (é, isso mesmo), até confissões de paixonites a primeira vista por um pirralho de 20 anos, teve de tudo um pouco. Entre um suco de maracujá com gengibre e outro.

O meu suco chamava-se Rosa. Falando nisso, houve mais uma confissão de que se gostava de homens rosas, com tendência para engordar, seja lá que perfil de homem é esse. Há gosto para tudo, como diz o ditado. Enfim, meu suco era uma receita especial da casa. E, atenção, era segredo. Nenhuma de nós fez a mocinha contar do que ele era feito, enquanto ainda líamos o cardápio. E só eu, a corajosa!, pediu assim mesmo. Ele veio, todo mundo tomou e continuamos sem saber do que é. Uma fruta e uma hortaliça.

- Goiaba?
- Não.
- Morango?
- Não.
- Beterraba?
- Também não.
- Acerola?
- Não.
- Melancia?
- Não, senhora.

Existe alguma outra fruta rosa? Claro que não. E a mulher ia ficar dizendo ‘não’ lá até morrer, já que é segredo... E ela realmente não conta.

A comida também passou longe da batata frita. Somos muito chiques e comemos coisas como risoto de cogumelos, estrogonofe de palmito, panquecas de vegetais e um yakisoba de tofu. Com direito a ver Grazi Massafera. Magrinha e linda. Com um vestido estranho. Mas ela é o tipo de pessoa que com qualquer coisa tá valendo. Tai pegava. Eu também. Ana B. considera a hipótese e Carol acha que não.

Resistimos bravamente à cerveja. Mesmo com um Informal ali do lado. Incrível. Pagamos a conta e demorou para irmos embora. Ficamos mais uma meia hora divertindo o entregador do lado de fora, que escutava nossos assuntos de ouvido arregalado. Como mulher junta fala besteira! E como isso é bom!

Gosto tanto de mesas com homens que raramente me dou o prazer de dividir o espaço só com mulheres. Pena. Se eu me lembrasse mais vezes de como é bom, daria mais espaço para elas. Não qualquer elas, essas elas: Ana B., Tai e Carol. Adorei. Thanks.

Urca por Camila

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Coisas que se faz sem se tocar

- Às vezes a gente faz umas coisas sem se tocar, né?
- O que exatamente?
- Tipo, estou há dias empurrando fulana para fulano. Fulana nada de querer fulano e eu lá metendo a maior pilha, forçando a barra mesmo, sabe?
- Hã?
- Aí, fulana vira para mim e diz: Adriana, você tem noção de que está me jogando em cima do ex de uma das suas melhores amigas? - Caramba... Não, não tinha pensado por aí.
- Tá vendo? Às vezes, a gente faz umas coisas, né...
- A gente não, Adriana, você.

É verdade. Eu poderia ser mais cuidadosa com os ex-namorados, ex-namoradas, namorados e namoradas por aí. Não ser cuidadosa comigo é uma coisa, com os outros é sacanagem.

Fiquei bem pensativa depois desse diálogo. Tentando entender se o que me faz não me tocar é desconsideração, desapego ou falta de atenção. Pensei e repensei e acho que é falta de atenção mesmo. Sou extremamente desligada. Daquelas que esquece que já contou uma história, que não lembra o segredo incrível que alguém contou semana passada, que não se liga em quem pega quem no trabalho, erra nome, fala o que não deve sem querer na mesa errada.... sabe?

Rezo para ninguém me contar alguma coisa realmente importante. A chance deu esquecer e a pessoa ficar magoada ou deu soltar e a pessoa, de novo, ficar magoada é imensa.

Acho que puxei isso do meu pai. Com a diferença de que ele continua contando as mesmas histórias até hoje, mas todo mundo continua rindo. Eu vim sem a tecla 'engraçada'. Conto de novo e o povo fica mudo até alguém me avisar que eu já contei aquilo.

Bom, fulano está descartado para a fulana. Vamos ver até quando eu vou me lembrar disso...

Boa noite.

domingo, 14 de setembro de 2008

Prática x Teoria

- Amor!
(...)
- Amor!
- Que é?
- Você ainda está dormindo?
- Tô, tô dormindo. O que é?
- Eu queria que você levasse a Paula na pracinha.
- Ah não. Por quê?
- Pôxa, porque eu trabalhei a semana inteira e você não.
- Ah...
- Sua mãe ligou. Por que você não perguntou o que ela ia fazer e chamou para vir para cá ficar com a Paula?
- Ah...
- Pôxa, amor, fica um pouco com ela, custa?
- Eu também tô cansado.
- Caramba. Ela também é sua filha.
- Eu sei.
- Às vezes parece que não. Custa? Está cheio de crianças lá.
- Ah...
- Eu não acredito que você não vai.

- Oi? Ei!
- Oi.
- Tudo bem?
- A hã.
- Eu posso ir à pracinha. Não me importo. Posso levar a Paula.
- Como você chama mesmo?
- Adriana. A gente não foi apresentada. Sou sua nova vizinha aqui de cima.
- Você também tem filhos? Nunca escutei barulho de criança.
- Não. Só tenho dois cachorros.
- Você vai levá-los na pracinha? Acho que não pode.
- Não.
- Vai sozinha?
- Não, com a Paula, a sua filha.
- Por quê?
- Porque eu não estou fazendo nada e não me importo.

- Paula!
- Que é, mamãe?
- Tá vendo aquela tia ali em cima na janela?
- Oi.
- Oi, Paula, tudo bem?
- A hã.
- Ela quer levar você na pracinha. Você quer ir com ela?
(...)
- Eu te empurro altão no balanço.
- Tá.

E assim consegui acabar com uma discussão que estava me dando nos nervos, debaixo da minha janela. É impressionante como morar em prédio, ainda mais um pequeno e antigo, faz você literalmente entrar na vida dos outros. O título é Prática X Teoria porque, ao contrário da busca da paz interior que só funciona na teoria, eu nunca imaginei que fosse possível minha ida à pracinha com a pequena Paula na prática.

sábado, 13 de setembro de 2008

Teoria x Prática

Primeiro quero dizer uma coisa que estou para falar há um tempão e sempre esqueço. É que eu estava muito intrigada com as eliminatórias para a Copa do Mundo. Desde que ouvi na TV, antes do fiasco do Engenhão, que se ganhássemos aquele jogo saltaríamos para o 1º lugar da tabela. Oi? Ou eu perdi uma boa parte do filme, ou tem alguma conta muito errada aí na história. Que eu saiba, a campanha Dunga estava vergonhosa bem antes das Olimpíadas. Estávamos mandando mal direto. Vieram as Olimpíadas e o vexame se repetiu. Depois, tivemos um joguinho aí que deu pro gasto e, de repente, se ganhássemos outro tcharam! Íamos lá para cima. Estranho, muito estranho...

Bom, sabe quando a gente termina um namoro ou qualquer tipo de relação significativa e precisa meio que de um tempo para se restabelecer? Quando estamos meio perdidos, nos sentindo vazios e tal. Ou quando precisamos tomar uma grande decisão e, para isso, é necessário paz e sossego. Enfim, quando arranjamos uma desculpa qualquer para fazer algo diferente e fora da rotina. Sei lá, pegar a estrada sozinha, no meio da semana. Conhecer matas e serras como dizia meu horóscopo de ontem... Visitar um amigo que você não vê há muito tempo. Entrar no clube que você freqüentava na adolescência...

Bom, eu resolvi conhecer o Parque Lage. Juro. Nunca tinha posto os meus pezinhos lá. E tudo foi esquematicamente feito para o passeio ganhar esse ar de ‘retiro’. Não avisei a ninguém. Saí num horário totalmente estranho. Fui de ônibus (?), errei o portão e ao chegar, enfim, ao meu destino escolhido... não sabia o que fazer.

Sim porque levou muito pouco tempo para eu conhecer o Parque Lage. E, depois, não conseguia entrar de jeito nenhum naquela pose de filme em que as pessoas aparecem reflexivas e ‘em paz’. Começou a me dar um nervoso danado. Fui ficando sem paciência. Sentei na grama e, como esqueci de levar canga ou qualquer pano, pinicou. Os bancos estavam sujos de cocô de passarinho. Me deu frio. Tava ventando para chuchu (oh o chuchu aí...). Relutei um pouco, mas tive que tomar a decisão de ir embora. E olha que eu estava lá há, no máximo, vinte minutos. O percurso de ônibus demorou mais tempo.

E é aí que eu queria chegar. Tem umas coisas que realmente só funcionam na teoria. Ou na TV. No duro mesmo não faz muito sentido. Por mais que você queira muito encontrar aquela tal paz interior.

Quando estava lá ainda me lembrei daquele comercial dos alpinistas que os caras sobem, sobem, sobem. E ao chegarem no topo da montanha e pular um pouquinho, se olham e dizem: - E agora? – Vamos descer? É exatamente isso. Às vezes você planeja tanto e gasta uma energia imensa no percurso e quando alcança o que tanto quis, faz o quê?

Olha nem estou tentando entrar numa análise profunda de que o ser humano nunca se contenta e tal. Naquela história de que nunca estamos felizes. Não, nada disso. Só estou falando mesmo da minha ida ao Parque Lage. E como ele parecia imensamente mais interessante enquanto era um lugar na minha cabeça em que era possível correr para lá e sentir-se em paz. A idéia de paz é mais eficiente do que a busca em si.

Chega. Que estou filosofando e não gosto muito de fazer isso. Não é meu estilo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Descrição de uma Pessoa Chata

Signo de novo. Mas é que fiquei um pouco puta pelo modo como meu signo me descreveu:

Continue a buscar liberdade. Aproveite o tempo livre para conhecer uma praia vazia ou fazer uma incursão por matas ou serras. Não se esqueça do mapa, é claro. Qualquer aventura que se preze tem que ser bem planejada e com ênfase na segurança, você sabe.

De tudo, o que mais me irritou foi esse ‘você sabe’. Sei de quê? Não sei de nada, tá! Oras, que atrevido. Então, o cara me manda embarcar numa aventura, mas deixa subentendido que no fundo, no fundo, eu não sou capaz disso!? Dá a entender que só consigo buscar a liberdade com um mapa na mão? Que liberdade é essa?

Agora, porque me chamou tanto atenção? Claro que é porque eu sei (você sabe...) que, pelo menos atualmente, ir em busca da liberdade e de uma aventura não é algo que eu faria como antigamente. Aliás, acho que nem antigamente. Tenho uma trava interna que é pior que freio de mão. O troço me segura mesmo. É um inferno. Tanto que passei a vida a dar cavalo de pau. Eu lutando contra mim mesma. Algumas coisas eu até fiz meio na marra. Mas nem de longe, todas as que eu já quis fazer.

Óbvio que eu não posso colocar a culpa no fato do meu signo ser Capricórnio. Mas já me disseram que Capricórnio é assim mesmo: racional até dizer chega. Não voa. É da terra. Pé no chão.

Fico pensando como seria se eu fosse de Áries, por exemplo. Do ar. Fudeu. Porque se eu quase vôo sendo de Capricórnio, imagina se eu tivesse asas? Mas não tenho. As vezes em que eu voei foram com uma espécie de Red Bull, algum combustível potente. E põe potente nisso. Não é qualquer cervejinha que me tira do prumo. Infelizmente, eu diria.

È isso. Sou chata. O moço do signo tem razão.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Fazer as Pazes

Muitos e-mails sobre o meu vizinho. Eu também adorei essa história. Prometo dar notícias de nossos próximos duetos.

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Adoro fazer as pazes. Aquela cena bem de novela mesmo, sabe? Com porrada, ofensas, xingamento. Vale até bater na cara. Um tapinha não dói... Até a parte do joga na parede, onde rola aquele olhar que é uma mistura de raiva e tesão e as partes se atracam loucamente.

Ótimo. Mas e quando você faz as pazes com uma grande amiga? Qual é a graça, gente? Nenhuma. Um tédio só. Tipo:

- Desculpa.
- Não, desculpa eu.
- Ok, vou prestar mais atenção.
- Não, eu que vou.
- Imagina, a culpa foi minha.
- Não, não. Eu que não penso antes de falar.
- E eu falo tudo de cabeça quente.
E blá blá blá...

Não é um saco? Dá sono só de ler a lenga lenga aí em cima. Nessas horas, ser lésbica seria incrivelmente útil. Né, não? Sim, porque - nunca aconteceu, hein – mas se eu brigasse feio com um amigo, acho que dava até para descobrir um sentimento encubado que de repente viria à tona no calor do momento.

Mas não foi o caso. A amiga é menina. E, mais do que menina, é uma menina muito amiga. E uma menina muito amiga não pode entrar no bolo das pazes eróticas pelas duas nomenclaturas: é menina e é muito amiga.

Até nisso mulher é complicada. Porque se fosse um menino muito amigo e acontecesse algo do gênero, seria um pouco estranho assim que a coisa acabasse e tal, mas no dia seguinte a vergoinha passava e seguia-se como se nada tivesse acontecido. Mas dá para imaginar isso de uma menina? Não. A menina ia ficar estranha dias, meses e anos. E as coisas nunca mais seriam as mesmas.

Mas eu te amo assim mesmo menina muita amiga! Como você mesma disse, temos o mais difícil dos casamentos. Convivência fulltime, sexo zero e somos duas mulheres! Isso é que é amor...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Let’s Get It On

Primeiro, uma rápida introdução: eu sempre quis ter rádio no banheiro. É um desejo antigo de adolescente. Data da época do colégio em que, vez ou outra, eu tomava banho na casa de uma amiga e lá estava ele: o micro system. Achava incrível. Uma idéia genial. Mas sei lá por que cargas d’água, eu sempre esquecia de executar em meu próprio toalette (para não repetir banheiro...).

Enfim, muitos e muitos anos depois estava eu arrumando minha nova casa quando me sobra um pequeno aparelho de som (tudo por um sinônimo!) na mão. Esse negócio de computadores e DVDs que também têm rádio e milhões de funções inutilizaram os reles sonzinhos. Aí, lembrei: o banheiro!

Há umas duas semanas que estou de volta à adolescência que nunca tive no banheiro. E finalmente vivo na prática a tão falada expressão ‘cantando de baixo do chuveiro’. É realmente muito bom. Tomar banho cantando, fingindo que se está com um microfone na mão e dando umas dançadinhas ocasionais cura qualquer mau humor. Estou amando a minha nova/ velha descoberta.

Mas é agora que vem o real tópico do dia. É que fui tomar banho agora, bem tarde, após a minha corrida noturna. Eu estava realmente soltando a franga. Descarregando. Foi um dia tenso. Cheio de expectativas e tal. Bem, começa a tocar Marvin Gaye. Melhor que isso para soltar a voz, impossível. Lá fui eu:

You know what I'm talkin' about
Come on baby, hey hey
Let your love come out
If you believe in love


Eis que uma voz do andar de cima, completa:

Let's get it on
Let's get it on, baby


E, de repente, formou-se um dueto:

This minute, oh yeah
Let's get it on
Please get it on


E foi assim até a música acabar com direito a ‘Boa Noite’ num grito sorridente no final. Eu e meu vizinho de cima. A mais nova dupla sertaneja de banheiro da cidade. É por essas e outras que viver é muito divertido.

Let's get it on...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Piada de Português

Já escutei muita piada de português. Mas ontem eu vivenciei uma. Uma espécie de piada viva, lado a lado no sofá.

- Gostas de O.C.?
- Mais ou menos. Não tinha nada melhor. Aí, comecei a ver e agora quero ir até o final.
- É mesmo dramático.
- É. (isso, eu tentando acompanhar as legendas)

(nesse momento o personagem Ryan diz que vai embora, morar com uma menina que está grávida e ele pode ser o pai do bebê.)

- Ah. Já vi este. Ele não vai embora nada, pois. Os amigos o convencem a ficar.

Não é mentira. Os portugueses realmente funcionam de outra forma. Porque eu ri depois que ele estragou o fim do negócio e pergunta se ele entendeu? Nada. Está até agora achando estranhíssimo eu rir de uma série muito dramática ora pois...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Homem que Pensa

Não consigo. Vale mais umas linhas:

Ele só mede cerca de dois centímetros, mas vai provocar um rombo bem maior nos cofres da prefeitura. O pequenino pênis da estátua do Manequinho será substituído por uma ‘prótese’ de bronze. Apesar de diminuta, ela deverá custar cerca de R$ 5 mil. O pênis original, pesando cerca de 40 gramas, não vale mais do que R$ 0,15 em um ferro-velho. – É uma peça comum, o valor do material não é alto. O que encarece é a mão-de-obra, porque a peça tem que ser maciça, mas com um furo interno para que a água do chafariz continue a passar, quando ela for soldada. É um trabalho difícil, qualquer erro, compromete.

O Globo, 05 de setembro de 2008.


Homens não foram feitos para pensar. Não em relação a mulheres. Desde que o mundo é mundo, homens são atraídos pela beleza física, charme, cheiro, lembranças, o que seja. São atraídos pelo desejo. É assim e pronto. Não há muito o que discutir. Não é essa a desculpa de praxe quando algum marmanjo faz besteira? Então, para que lutar contra os mais puros e verdadeiros instintos humanos?

Ai, mas tem uns que lutam. Tem uns que pensam. E esses são os piores porque acabam fazendo de qualquer maneira e ainda têm que lidar com minutos de tortura, fingindo que estão tentando ir contra as leis da vida. Coitados. Morro de pena.

Olha, talvez eu seja apedrejada pelas minhas companheiras do sexo feminino, mas eu tenho que admitir que entendo o outro lado. E não é culpa deles. É nossa. (ih, agora fudeu!) Mas é sério. Somos muito mais perversas e estrategistas. Pensamos! O ‘pensar’ que é tratado como grande defeito das mulheres. O culpado que acaba gerando as temíveis discussões da relação. Que nos faz questionar o tempo todo se estamos felizes ou não. E... que também é responsável pela sedução alheia.

Vê se um homem vai perder tempo tentando armar situações?! Se vai gastar dinheiro em roupa nova e salão de beleza?! Se vai treinar em casa no espelho e conseguir o quase impossível de fazer parecer que uma situação totalmente planejada é fruto de mero acaso... Não. Não vão.

Quando eles fazem alguma coisa perto disso é porque uma mulher já fez seu trabalho antes e ele já caiu na rede. E acha que ela não estava nem aí. Que nem percebeu que o sujeito ficou de quatro por ela só porque ela mexeu e prendeu o cabelo exatamente na reta dele, num ângulo perfeito entre o corredor e o vidro que só poderia ser obra do destino. Ah se ele soubesse quanto esse destino deu trabalho...

Sei lá quem tem razão. Quem tá certo e quem tá errado. Mas digo e repito: homens são de Marte e Mulheres são de Vênus. Não adianta trocar as bolas. Sem trocadilho...

domingo, 7 de setembro de 2008

Ainda Sobre o Manequinho e Limite

É que ontem fiquei com preguiça de digitar aqui partes da reportagem da capação do Manequinho. Mas vale, oh:

Os óculos da estátua de Carlos Drummond de Andrade, aparentemente, foram deixados em paz desde o dia 25 de agosto, quando recolocados pela quinta vez. Agora, os vândalos voltaram sua atenção para o Manequinho, símbolo do Botafogo. O mascote amanheceu ontem sem seu órgão sexual: arrancaram o pênis da estátua que fica em frente à sede do clube alvinegro.
Para o psiquiatra e psicoterapeuta Alfredo Castro Neto, o gesto está longe de ser um fetiche com o pênis da estátua. (!)
(...)
O vandalismo não perdoa nem mesmo imagens sagradas. (...) São Judas Tadeu perdeu a cabeça e São João Batista teve o braço direito arrancado.

O Globo, 04 de setembro de 2008


O capado, o sem-cabeça e o maneta... Bem, quero escrever sobre Limite. Na verdade, sobre a minha relação com limite. Mas, agora quando ia começar, me veio à cabeça o filme “Limite”, aquele de um daqueles cineastas das antigas brasileiros. (Vou lá colar que eu esqueci o nome do homem).

Mário Peixoto! Bem, Mário Peixoto não conseguiu terminar seu filme, o tal “Limite”. Onde eu quero chegar? Não sei. Mas vi partes desse filme ou a parte inacabada dele - sei lá -, na faculdade. É um saco. Compreensível o cara não conseguir terminá-lo. E, vem cá, se nem ele foi capaz de ir até o fim do próprio filme, como é que alguém ainda tenta vê-lo? E, pior, chama de obra de arte!? Não há limite para a chatice... Mário Peixoto é uma merda! (A piada está beeem atrasada... mas quis fazer uma referência ao episódio em que um dos Cassetas falou que Glauber Rocha é uma merda. Então, Mário e Glauber estão assim oh. Tudo farinha do mesmo saco...)

Nada a ver, mas fui a Mauá de novo há um tempinho. E lá é cheio de limites. Uma pontezinha de madeira decide se você está no Rio ou em Minas. Simplório, não? Aliás, limites geográficos sempre me intrigaram. Até os 23 anos, morei num prédio em que o correio nunca conseguiu definir se ficava em Botofogo ou na Urca. Eu também nunca soube e assim me sentia em casa. Tipo, na sala era Urca, no quarto era Botafogo.

Para mim, a passagem mais marcante da Bíblia é aquela em que o Rei Salomão, acho, descobre um jeito de saber quem era a verdadeira mãe de uma criança. Ele diz que vai dividi-la ao meio. O fim bonitinho é que a mãe real abre mão do bebê. Sei não... Nem tenho filhos ainda, mas me pareceu muito conformada essa mãe. Eu pulava no pescoço do tal rei e arrancava meu filho de lá.

Demorei um tempo até descobrir que eu não consigo comer um pote inteiro de Nutela. Quer dizer, até consigo. Mas não acabo bem. Ainda assim, de vez em quando, insisto.

E, agora, estou aqui à la Mário Peixoto, sem capacidade de acabar minha obra. Vou deixar inacabada.

Decididamente, não tenho limites. Ainda bem. (Isso foi uma reflexão totalmente pessoal.)

E ah! Fluminense empatou ontem. Estou meio sem estímulo para o cantinho...

sábado, 6 de setembro de 2008

Cortaram o piru do Manequinho!

Oh meu Deus!

Fui lá no Botofogo com meu pai agora e vi ao vivo. (Não fui para isso, ok? Daddy nada lá. É mais perto e tal...)

Bem, estava sem máquina e vim procurar uma foto pra colocar aqui. Não achei exatamente a que eu queria, mas essa aí é engraçadinha.

Nada pessoal, Deca. Só falta de assunto.
tchau.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Da Série Diálogos

- Você viu que um padre lá sei lá onde estava celebrando um casamento e fez um alerta aos noivos de que desde que inventaram o MSN, manter casamento ficou mais difícil?
- A hã.
- Viu, eu nunca tive MSN!?
- Por que será, né, amor? Se você já faz merda sem, imagina com.
- Você nunca vai parar de falar isso? Há quanto tempo eu estou tranqüila?
- Vamos fazer o seguinte: quando igualar seu tempo de merda e tranqüilidade, eu paro de falar.
- Você tem que entender que eu era mais nova, estava num processo de amadurecimento. Agora eu estou muito mais madura.
- É? Então cuidado para não cair de podre.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Dúvidas Comuns sobre um Elefante

Sensacional! Estava eu no Google pesquisando sobre economia (tá, eu sei que essa história já está ficando chata, mas é só para introduzir, juro) quando dou de cara com o seguinte título: “Dúvidas Comuns sobre um Elefante”.

Me chamou a atenção. Achei engraçado e tal, mas ainda assim imaginei que tinha algo a ver com o universo econômico. Alguém fazendo graça com o fato de economia ser encarada como um elefante, no sentido de grande complicação e tal...

Não! Eram dúvidas comuns sobre um elefante mesmo! Vou colocar aqui as dúvidas. Mas, pera lá, quem é que tem dúvidas sobre elefantes? E dúvidas comuns? Comuns? Tem gente pra tudo...

Elefante é o termo genérico e popular. O nome correto e científico para os membros desse grupo de mamíferos proboscídeos elefantídeos, de grande porte é Elephantidae.

Há quem ache que há muitas espécies. Na verdade só existem três tipos distintos de elefantes: dois africanos e um asiático.

Elefantes e mamutes são animais diferentes. E os mamutes já estão extintos. (A melhor dúvida! E não estão extintos nada. Tem um montão em “A Era do Gelo 2” que eu vi!)

Sim, os elefantes são os maiores animais terrestres da atualidade, pesando até 12 toneladas e medindo em média quatro metros de altura. Atenção porque a espécie africana é a maior. (O que foi esse ‘atenção’?! Tipo, se der de cara com um africano, corre. Se for um asiático, pode ficar tranqüilo...)

Se quiser reconhecer um elefante genuíno, é só checar se as presas são de marfim. (Oh! Existem elefantes falsos no mercado!)

Todos os elefantes são herbívoros, mas isso não significa que ele não ataque seres humanos em ambiente selvagem. (obrigada. Se você não avisasse, eu ia tentar bater um papo com um.)

Dado o seu tamanho, um elefante adulto pode ingerir entre 70 a 150 kg de alimentos por dia.

As fêmeas vivem em manadas de 10 a 15 animais, lideradas por uma matriarca, compostas por várias reprodutoras e crias de variadas idades. O período de gestação é longo (20 a 22 meses), assim como o desenvolvimento do animal que leva anos até atingir a idade adulta. Os filhotes podem nascer com 90 kg.


Os machos adolescentes tendem a viver em pequenos bandos e os machos adultos isolados, encontrando-se com as fêmeas apenas no período de cópula. (Qualquer semelhança com a espécie humana, não é mera coincidência...)

E, por fim, os elefantes machos têm muito orgulho de sua tromba. (Viu?! Falei!)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Bacha

9h da manhã (madrugada para mim) toca o meu celular. Número estranho. Pego o telefone, meio sonâmbula ainda, e atendo com aquela voz das cavernas:

- Alô.
- Adriana?
- É.
- Edmar Bacha, tudo bem?
(pausa)
- Ôpa!

Para quem não sabe, Edmar Bacha foi da equipe econômica do governo, responsável pelo Plano Real. Além de presidente do BNDES, do IBGE e da Anbid. Também foi professor de economia na PUC-Rio e em outras universidades brasileiras e americanas. Tem diversos livros e artigos publicados sobre economia brasileira e latino-americana e sobre a economia internacional. É bacharel em economia pela UFMG e Ph.D. em economia pela Universidade de Yale, EUA.

É, estou fazendo o dever de casa direitinho. Falei que eu decidi ficar mais espertinha...

Mas enfim, eu precisava falar com o homem e deu uma preguiça... achei que fosse ser um martírio, que eu ia precisar falar com um milhão de secretárias e assessores até, de repente, conseguir ouvir a voz do ‘pai’ do Real.

Nada. O moço é fácil, fácil. Pesquisei um e-mail na internet; achei lá o endereço de um instituto sei lá das quantas que ele é fundador; mandei com o meu celular; e tcharam! No dia seguinte, o próprio pegou o telefone e apertou o meu número. Foi o primeiro a me dar Bom Dia hoje, não é fofo? É mesmo. Edmar Bacha é um poço de humildade e simpatia.

Ele é dos meus. Decididamente, compactua com a minha teoria de que a vida é muito mais interessante quando é simples. Tipo: 1 + 1 = 2.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Eu Não Comi a Madonna

Ou seja, minhas chances de conseguir ingressos para o show dela aqui no Brasil são realmente muito remotas. Juro que se precisasse comê-la, encarnaria a Ana Carolina ou a Britney (faz mais o estilo da rainha do pop) numa boa. Falei de rainha e pensei agora num casal bizarro: Madonna e Xuxa. Já pensou? Se bem que bizarro por bizarro, poderia ser Michael Jackson e Xuxa, o rei e a rainha dos baixinhos. Toda essa galera aí tá beirando os 50. Estão meio gastos, não? Mas continuam incríveis. O Michael talvez não, coitado. Se perdeu em Neverland. Nem a Xuxa, aliás. Ela está cada vez mais parecida com a Ana Maria Braga, repararam? Na última chamada coletiva da Globo com todo o elenco reunido cantando feliz não dava para saber quem era qual.

Bom, mas a Madonna. Queria tanto ir ao show dela. Tanto. Mas sou tão ruim para esse negócio de fila. A única vez na vida em que fiquei horas a fio em uma foi, contei aqui, para comprar ingressos para a final da Libertadores no Maracanã. Todo mundo sabe que o meu time perdeu. E confesso que depois pensei bastante nas horas perdidas de um sábado de sol me esgoelando por um ingresso numa confusão nas Laranjeiras.

Mas a Madonna. Eu fui ao último e único show que ela deu aqui em 90 e alguma coisa. Tinha uns 13, 15 anos, por aí. Minha mãe me levou. Não é fofo? Pois bem, não sei se na época não havia tantos cambistas, mas o fato é que não era insuportável e impossível comprar um ingresso para um grande show. O que houve? Não é a Madonna que está mais famosa. E nem a população cresceu tanto assim. Talvez, as pessoas estejam menos pobres? Bem menos, então. Porque um ingresso está custando umas 200 pratas. Tá aí, que país pobre é esse que tem um montão de gente na fila para comprar bilhetes caríssimos para o show da Madonna?

Ainda vou tentar dar um jeito. Minha última esperança é meu padrinho, picão lá do Bradesco. Nunca pedi nada para ele. Parece que chegou a hora.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Questões de Identificação

Antes, mais um dos meus tantos esclarecimentos: recebi alguns protestos de gente que disse que eu os enganei com o título ‘Barrigada’. Pensaram que eu ia falar sobre cagar ou ‘fazer cocô’, como preferirem. Não, gente. Não. Não gosto de falar sobre cocô. Nem é porque é muita intimidade. É que acho que não acrescenta mesmo. Nunca pendi para o cocô. No sentido de que nunca gostei de ver e nem de fazer piadas com cocô. Vários filmes, comédias escatológicas, se utilizam desse recurso. Não acho a menor graça. Acho nojento mesmo. Um horror. Nunca faria isso aqui. Quis dizer barrigada, querendo falar ‘empurrando com a barriga’. Não sei de onde eu tirei a contração. (Sem trocadilhos, por favor). Mas estamos entendidos, certo? Cocô, não. Mais ou menos como eu falo com a Lua em casa: - Cocô não, Lua. Em casa, não. No blog, não.

Bom, a Revista de Domingo de ontem estava sensacional. Leram? Até porque comparado ao filme da Índia... É, meu filme estava me entediando e aí fiquei dando uma lidinha na revista ao mesmo tempo. Muito diferente do que Ele faz. Ele presta atenção em tudo junto. Eu fiquei me enganando como se eu estivesse vendo as duas coisas. Nada. A revista deu de 10 x 0. Já coloquei coisas da Martha Medeiros aqui. Ela também estava interessante ontem. Mas hoje vou abrir espaço para outro cara que eu admiro: Cláudio Paiva. Adorei a coluna dele de novo. Tanto que, desta vez, vou ter que compartilhar:

- Estou indo para Nova York.
- Sozinho?
- Não. Conheci uma garota. Estou apaixonado.
- Você enlouqueceu?
- Qual é o problema?
- Não se leva uma mulher assim pra Nova York. Essas coisas têm regras. (Minha frase preferida!)
- E qual é a regra?
- Comece levando ela para Tiradentes. Dois dias e olhe lá. Chega num, volta no outro. Se tudo correr direitinho, vocês passam um fim de semana juntos...
- Em Nova York?
- Não. Em Buenos Aires. Nova York só depois de levar ela pra Argentina. Uma coisa de cada vez.
- Europa, nem pensar?
- Se fizer isso antes de casar, aonde você vai levar ela na lua-de-mel?
- E depois?
- Depois que casar, você começa a viajar sozinho. Vai primeiro para São Paulo, trabalhar. Aos poucos essas viagens vão ficando mais freqüentes. Quando sua mulher se acostumar com a idéia, você passa um fim de semana em Buenos Aires...
- Sozinho?!
- Não. Com a amante.
- Não precisa levar ela pra Tiradentes primeiro?
- Não. Com amante você pode pular etapas.
- Depois levo ela pra Nova York.
- Não se leva amante pra Nova York.
- Por quê?!
- O Passaporte. Como é que você vai explicar o carimbo?
- E a minha mulher? Ela não vai mais para lugar nenhum?
- Vai. Ela faz as malas, sai e não volta mais.
- Aí vou pra Nova York com a amante...
- Não vai. Depois da separação você pára de viajar.
- Por quê?!
- Quando sua mulher for embora, você vai se sentir tão culpado que vai gastar seu dinheiro todo mandando seus filhos pra Disney.
- Não dá pra mandar as crianças pra Tiradentes?!
- Não. Sua ex-mulher vai estar lá com o namorado dela.
- E eu?!
- Você vai pra Iguaba.
- O que eu vou fazer em Iguaba?!
- Você vai morar lá por causa do aluguel.
- Iguaba é horrível!
- Você vai morar em lugares piores. Mas vai começar por Iguaba. Essas coisas têm regras...


O ‘Gente Fina’ do Bruno Drummond também estava inspiradinho e, por fim, o horóscopo! Gente, juro que eu queria muito ser a pessoa que escreve os horóscopos só para poder sair zoando geral. Dá uma olhada:

Hoje você prefere ficar na sua, longe dos estímulos externos, de modo que possa curtir as suas manias.(até aí, ok. Falei que eu mandei um foda-se lá e fiquei quieta em casa. Viu!? Eu tinha razão...)
Aproveite para caminhar e meditar. (ôpa. Não caminhei. E sabe qual é a chance de alguém um dia me ver meditando? Zero.)
(e agora, onde eu queria chegar:)Você sabia que quando nossas pernas se movem elas realmente nos levam para frente na vida?(Kkkkkkkkkkk. Sensacional! Fechou minha leitura com chave de ouro.)

Tchau, cambada.