sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pessoa Luminosa

- Que pessoa luminosa...

Esse foi o 'elogio' irônico que recebi de um amigo que também faz às vezes de chefe num dos meus alguns trabalhos que faço pra pagar as contas. A observação veio após uma reclamação minha em voz alta a respeito de pessoas exageradas. Na hora, estava me referindo às que perdem a mão justamente nos elogios, olha só!

Mas manja (ainda não arranjei nenhum sinônimo melhor para 'sabe') aqueles e-mails com uma profusão de pontos de exclamação!!!!!!!!!!!!???? Ou aquelas pessoas que seguram alguns segundos totalmente desnecessários no 'ó' de 'que ótimo'!? Abraços que quase quebram as costelas? Apertos de mão que machucam nossos pobres ossinhos em movimentos que refletem até o queixo? E os tapinhas nas costas que nos deslocam de lugar!? Pois é. Por quê, meu Deus? Por quê?

Não me conformo. Sou do time que admira um sorriso de canto de boca ou um olhar sutil, mas gigante em emoções. Acho tão mais poderoso...

Tudo bem que esse amigo pode ter uma certa razão em sacanear o meu mau-humor muitas vezes aparente, mas é um mau-humor sincero! Não é uma ranzinzisse assim sem mais nem menos. É um mau-humor com conteúdo!

Já me importei muito com ele, o meu mau-humor. Mas hoje em dia temos uma relação boa. Saca (ah! achei outro sinônimo pra 'sabe') casamento que com o passar do tempo entra nos eixos e o casal pára de ser cri cri um com o outro? Tá, não sei se esse exemplo foi dos melhores. Há muitos casos em que acontece o contrário... Mas, enfim, sei lá. Tipo quando a gente vai deixando de ser adolescente e se conformando um pouco mais com o mundo e suas injustiças que não são assim tão direcionadas só a nós... Quando amadurecemos e aprendemos a nos admirar mais pelo que temos do que de lamentar pelo que não temos.

Pois é. Sou mau-humorada com uma certa frequência, meu braço é mais gordo e cabeludo do que eu gostaria, meu cabelo na frente precisa de secador e eu nunca terei a barriga almejada (agora então...). Mas tudo bem. Estou em paz assim. Em paz até com o fato de não gostar e de não compreender quem pensa diferente de mim. Lá na questão dos exageros...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Rindo à Toa

"Rindo à Toa" não é uma frase, um título, uma ação... bacana? Pois é. Acho que de cara é simpático. Um livro, um programa, um filme, qualquer coisa com essa premissa mereceria minha atenção.

Então, fui mesmo ver um filme que aqui no Brasil ganhou esse título: "Rindo à Toa". Não sabia o que esperar, não tinha a mais vaga idéia da história. Pra falar a verdade, nem sei muito bem porque eu fui. Era uma cabine (uma sessão de cinema que as distribuidoras fazem para jornalistas no estranho horário das 10 da manhã). Mais um e-mail recebido dentre tantos outros. Mas olhei para a Sophie Marceau (ela estava rindo à toa) e me convenci. Valia o cinema com cara de sono e um possível encontro com alguém que já trabalhou com você em algum lugar e só por isso acha que pode sentar do seu lado.

Adorei. Assim, não entendi muito bem porque o título é "Rindo à Toa". Se alguém for ver e descobrir, me conta. Mas dei-me por satisfeita pelo fato do título ter me atraído até a sala de cinema. Na verdade, nem sei muito bem como dizer sobre o que é o filme. É que é sobre muitas coisas e ao mesmo tempo sobre coisa nenhuma. Alguns poderiam chamar de sessão da tarde, outros de perda de tempo... eu achei incrível. Uma surpresa agradabilíssima que me deixou oh! rindo à toa. Será que é daí que vem o título? Não. Não acredito que a autora ou quem quer que seja tenha tido essa perspicácia genial. Aliás, lembrei agora que há sim uma explicação que envolve um jogo de palavras com as iniciais do nome da personagem principal, na verdade com o apelido dela: Lol. O nome é Lola. Esse 'l', esse 'o' e esse outro 'l' são iniciais para algo em francês que pode ser traduzido como rindo à toa. Acho até que a referência é mais proposital ainda porque estou lembrando agora que em portugal em vez de escrever hahaha em seus e-mails e mensagens de texto, os portugas escrevem lol lol lol. (informação confirmada nesse exato momento com um patrício legítimo aqui do meu lado. mas ele não sabe o que significa, só usa.)

Sei que eu ainda não falei necas do filme, mas entendam que essa coisa do título me chamou a atenção desde o início. Só mais uma coisinha sobre 'lol': faz todo o sentido mesmo porque o filme trata do universo adolescente e é impossível entrar nesse mundo atualmente sem considerar internet, msn, mensagens de texto no celular etc. No filme, eles se comunicam assim o tempo todo.

Dei alguma pista sobre o universo do filme, mas nem de longe "Rindo à Toa" se restringe a analisar a pior fase de nossas vidas. É muito mais que isso.

Numa descrição chata, mas rápida, há uns seis ou sete personagens principais. Um grupinho comum de amigos do colégio. Cada um tem uma personalidade, cada um tem uma relação com sua família, cada um se veste de um jeito e todo mundo pega todo mundo. Uma espécie de "Barrados no Baile" em forma de longa e francês. Ui... Mas é bom. Juro. Confesso que se eu tivesse lido mais a respeito antes de ir, talvez tivesse mudado de idéia. Nunca ia me arrepender, mas ia sair perdendo. Acreditem.

Muito provavelmente o fato deu estar grávida tenha influenciado um pouco. Me peguei pensando na dificuldade de nossas relações com nossos pais e na posterior dificuldade que nós teremos com nossos próprios filhos. São muitas as possibilidades. São muitos os estragos. São muitas as alegrias. Mas, mais uma vez, insisto: são muitos os assuntos contidos no filme. Valeu à pena pra mim e pode valer pra um monte de gente diferente de mim. Pelo menos pra todos os que gostam de coisas simples, despretensiosas e, por isso mesmo, indispensáveis. Recomendo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ainda

Estou eu em mais uma mesa de suco, um pouco de saco cheio e me lamentando pelos chopps alheios bebidos sem culpa, quando, de fato, começo a me lamentar verbalmente para um amigo a respeito das agruras de meu 'estado' ou 'condição' (também muito usado para se referir a nós, grávidas).

Reclamei (de barriga cheia, já que nem está tão grande) do peso da barriga; de dores ocasionais na coluna; de calças que já não me cabem; do sono por vezes incontrolável... e do tal cara da corrida de outro dia. Lamentei pelo fato de ser ou, pelo menos, de estar uma expelidora de homens. Foi quando ele vira-se pra mim e diz:

- Não é por nada não, mas eu ainda te comia, Dri.

Num primeiro momento, achei fofo. Fiquei até felizinha. Depois, me segurei no 'ainda'. E, aí, fudeu. O 'ainda' me fez lembrar que eu ainda vou ficar muito pior. De um jeito que até esse amigo que encara qualquer coisa humana e do sexo feminino, me rejeitaria.

No meio dos meus devaneios sexuais depressivos, comecei a pensar no coitado do meu marido. Sim, porque ele também ainda me encara e, provavelmente, vai ter que continuar encarando. Sem opção. Sem a gente nunca saber muito se ele é que estará fazendo uma caridade por mim, de me comer assim mesmo, ou se eu estarei fazendo uma caridade por ele, de dar pra ele assim mesmo.

Que coisa, não? Taí um assunto que eu não sei se é muito conversado entre casais à beira de um filho iminente. Deveria ser. Acho que as pessoas, os coitados dos homens principalmente, devem ficar com medo de magoar a mulher tão sensível nesse 'estado'. E a mulher deve achar que vale o sacrifício, ela tem estado tão chata...

Enfim, não sei qual é ou será o meu caso exatamente. Mas juro que na hora, imagino que lá pelo 7º, talvez 8º mês, terei uma conversa franca com ele. Acho mais justo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Super Bonita

Tenho épocas com a TV. Às vezes, vejo muito, às vezes, quase nunca ligo. Estou num momento televiso. Daqueles em que qualquer porcaria tá valendo. Ratinho entra na lista. Mas foi uma coisa que vi dentro do "Super Bonita", do GNT, que me inspirou a escrever meu pensamento louco do dia.

Mulheres, sabem aquela hora em que ficam passando uns produtos e seus preços na tela? Acho que chama até "Vitrine". Bom, fiquei mais de olho hoje porque, enfim, entrei para o hall das mocinhas que passam creme para tudo quanto é coisa, em todas as partes do corpo. Olha o que uma gravidez não faz! Foi só sair por aí ouvindo as ameaças de estrias, celulites e mais um monte de coisas horrorosas ditas por Deus e o mundo que me encontra e tem sempre um conselho pra dar.

Mas aí, queria dividir uma coisa que me deixa um pouco puta. Tá, sei que cremes bons, de marcas sensacionais, custam caro. Não é isso que me incomoda tanto. O que me deixa tiririca (uau! adoro usar palavras que quase nunca uso) é o tamanho deles. São uns potinhos microscópios pelos olhos da cara! Pô, o que custava o departamento de marketing, embalagem, sei lá quem é responsável por isso, fazer a coisa um pouquinho menos afrontadora!? Sei lá, faz um pote grande que por dentro engana e cabe pouco ou então dilui e faz render... Enfim, qualquer coisa. Mas me parece um insulto comprar um potinho pequenininho por R$ 456,00, que era o preço lá de um dos cremes da Lancôme. Tem que estar muito no desespero... E, pelo visto, há muitas mulheres desesperadas por aí. Porque se o troço continua assim é porque vende.

Eu proponho uma greve contra potes pequenos!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Gestacional

Grávida é uma palavra 'ok'. Gravidez já é mais ou menos, sei lá. Agora, gestante e seus similares são o 'óh'!

Tá, sei que eu tenho uma coisa com a sonoridade das palavras um pouco mais aflorada do que o necessário, mas não consigo deixar de franzir a testa, numa atitude desconfortável, a cada vez que escuto palavras que machucam meus ouvidos.

Lê-las também me incomoda. Toda santa vez que sento no metrô e esqueço de levar algum jornal ou livro, me pego, sem querer, lendo tudo quanto é cartaz de propaganda, aquele mapinha lá das linhas que estou careca de conhecer e o tal aviso de que os 'bancos de cor laranja são preferenciais para idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo'. Aliás, antes de reclamar de 'gestantes', quero compartilhar que sempre dou um sorrisinho com o 'banco de cor laranja'. Não é engraçadinho? Por que não bancos laranjas? Bobeira minha, eu sei, mas me cutuca o 'de cor laranja'. Parece escrito para retardados. Mas, enfim, o 'gestantes' é que é o assunto. Não gosto.

E, devido ao meu atual 'estado' (o que também é outra coisa que me incomoda. Essa mania de se referir à gravida como 'seu estado'), tenho escutado 'gestante' e, principalmente, 'gestacional' a torto e a direito. Essa semana mesmo, fui à médica e foram logo três seguidas:

- Adriana, vc sabe o que é hipotireoidismo gestacional?
- Não.
- Diabetes gestacional?
- Não.
- Doença trofoblástica gestacional ?
- Não!

Essa última é a mais feiosa, não é, não? Seja lá o que for, parece horrível. Fiquei assustadíssima, de olhão arregalado. Mas, calma, que eu não tenho nada disso. Foi só a médica tentando me informar e me dizendo para ler mais livros de grávida. Ela "reclamou" que eu não costumo ter muitas dúvidas e que isso é um pouco incomum.

Pois é. Mas sabe o que acontece? Não tenho muito saco pros tais livros. Atá ganhei. O maior deles, aquele "O que esperar quando você está esperando" (uhu, grande título!) e outros menores e um pouco mais inúteis como duas 'agendas da grávida', dados pela minha mãe, onde supostamente eu teria que ir anotando tudinho que está acontecendo comigo, dia-a-dia. Ai... Não dá preguiça só de ler? E para quê ela me deu duas é um mistério que ainda não descobri. Talvez, ela me conheça um pouco e achou que eu perderia algum, de tanto carregar pra lá e pra cá... Ou por saber que eu não ia aderir facilmente, comprou dois modelos para eu ter o que escolher. Ou então é doida mesmo e sai comprando tudo que vê pela frente. Ontem mesmo fui jantar na casa dela e ganhei o presente reservado para o Dia das Crianças. É, a criança nem existe ainda do lado de fora e já ganha presente. E, sim, ela não aguentou esperar até lá e deu antes! Imagina como será com dois bracinhos, olhinhos, perninhas e outros inhos aparentes!?

Mas, então, o livrão lá do título sagaz, eu até comecei. Mas consegui chegar ao 2º mês de 'gestação' só. O que, na prática, não estava ajudando muito, já que me encontro com uma barriga de 5 meses e meio. Sabe sensação de Deja Vú? "Ah, é mesmo... Aconteceu isso...". Aí, parei. Sei que eu podia pular pro 5º direto, mas isso é um problema interno. Não consigo ver filmes começados, nem ler livros do meio. Não adianta.

Aí, tô curtindo uma gravidez mais no estilo surpresa. Tá bacana, juro.

Twitter 2 - A Missão

Tô boba! A Cet Rio tem twitter! juro por Deus.

Estou eu, embicando na Lagoa Barra, fim de tarde, aí tá lá aquele painelzão eletrônico, bem na saída do último túnel:

Avenida Atlântica, bom.

Borges de Medeiros, lento.

Jardim Botânico, fluindo.

TWITTER@CETRIO_ONLINE

Levei um baita susto. Até a CetRio tem e usa o Twitter, menos eu! Sim, porque depois lá daquele episódio em que eu entendi do que se tratava e me cadastrei, nunca mais pisei lá. Até recebi rios de e-mails falando que um montão de gente 'now is follow me on Twitter', mas não me animei. E, aliás, esse povo todo segue o quê? Porque nunca escrevi uma linha lá. Mentira, no dia do cadastro coloquei algo como: estou trabalhando agora. Se o povo resolveu me seguir por isso, imagina a legião de seguidores que eu não ia ganhar se realmente escrevesse miniposts super interessantes!? Estou perdendo uma grande oportunidade... Foda-se. Só de pensar no sistema como esse troço funciona, já me dá uma puta preguiça.

Pensa bem: a idéia é seguir gente pacas, que, teoricamente, posta coisas lá numa frequência considerável. Se você ficar com o site aberto e realmente entrar numa de acompanhar a galera toda, o que mais você faz da vida???? Nada. Não vai dar tempo!

Entendo que o Ashton Kutcher tenha tempo de se dedicar ao seu twitter recordista. Atores, atrizes, celebridades... me parecem ter mais tempo ocioso do que nós, simples mortais. Mas olha a quantidade de vagabundo que segue o Ashton Kutcher! Jesus, como esse povo faz para pagar o aluguel?

Bom, vou me manter pura por enquanto. Não entro, não entro e não entro! Consegui essa proeza com o Msn, na época mais por incapacidade cibernética do que falta de vontade é verdade, mas nunca tive! E hoje me orgulho disso. Me poupou de grandes burradas.

Entrevistando Carlos Saldanha

Hora marcada para a entrevista: 14h40. Eram 13h30 ainda. Dava tempo de sobra. Entrei.

A Check List tava em promoção! E a coleção toda era no estilo larguinho. Para uma grávida que se recusa a entrar na Mom's e similares, convenhamos, era o paraíso. Só que há um problema com promoções. (Assim como com horários.) Você acha que está tudo barato e vai pegando, vai pegando, vai pegando. Gata, na soma, o susto vai ser pior do que se você tivesse feito apenas uma pequena loucura de comprar uma peça linda por um pouquinho mais...

Dois sustos! no total e no relógio. Sem pensar muito, lá foi o cartão na maquinha e a essa altura, eu só queria pagar logo. Eu tinha exatos 5 minutos para chegar ao local combinado. Para quem ia andando e curtindo as vitrines, um táxi no sinal foi um presente de Deus.

Ufa! Cheguei na hora. Ninguém do resto da equipe reparou que eu estava esbaforida. Só nas sacolas. Fingi que nem era comigo e puxei um papo sobre a beleza do Copacabana Palace. Meio ultrapassado, cá entre nós, mas ainda impressiona. Estávamos em busca do Salão Azul. E, uma coisa há que ser dita: tradição tem seu valor. Onde mais um local chamado Salão Azul seria inteiramente... Azul! O mundo perdeu a simplicidade de antigamente e o Copa está aí para lembrar como era gostoso o meu francês.

A entourage de Carlos Saldanha é simpaticissíma. E ele também! Além de pontualíssimo e de nada afetado, o cara é um amor de pessoa. Low Profile, fala baixo, presta atenção no que você diz, pergunta se está bom assim ou assado. Um fofo. Um pouco mais baixo do que eu imaginava, é verdade, mas Carlos Saldanha não é o tipo do cara que uma mulher se interessaria pelo porte atlético. Ele mesmo contou que era uma espécie de nerd do colégio e desde pequeno, já era fissurado em computador. Considerando que o moço já beira seus 41 anos, podemos dizer que ele foi de vanguarda. Hoje nerds e seus computadores são como gremlins por aí, mas há 20 anos, quando só levou a cuia para os Estados Unidos, foi preciso coragem.

Ok, ok. Saldanha nasceu com uma banda do bumbum virada pra lua, mas ralou pela outra banda. Sua sorte maior foi ter caído nas graças de Chris Wedge, um dos donos da Blue Sky e idealizadores da série "A Era do Gelo". O brasileirinho magrinho e talentoso conseguiu despertar a atenção do mestre que deu todas as chances para Saldanha crescer e aparecer. A missão foi mais do que cumprida e hoje ele é um dos brasileiros de maior sucesso no exterior. Senta na mesma mesa do chopp de Fernando Meirelles, Rodrigo Santoro, Walter Salles e mais alguma companhia. Já sua relação com Wedge permanece. Viraram bons amigos.

E isso tudo sem deixar de lado o amor pelo Brasil. O cineasta!, como merece ser chamado após dirigir sozinho os dois últimos longas de "A Era do Gelo", está sempre por aqui. Adora se intitular carioca e flamenguista... (usava até um relógio do time do coração). Desta vez, conseguiu unir o lançamento de A Era do Gelo 3 com o aniversário que está chegando, dia 20 de julho.

A paixão verde e amarela também vai estar estampada em seu próximo longa, que tem o sugestivo nome de "Rio" e conta a história de uma arara brasileira, criada em cativeiro americano, que está de volta, deslumbrada, a sua terra natal. "Mais ou menos como eu me sinto toda vez que o avião desce por aqui", diz um sincero Saldanha. Vem coisa boa por aí. Aguardem!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Bateu

cena 1: menina meio distraída e pensando na vida anda pela orla da Urca, mais ou menos às 17h30. O sol já está caindo.

cena 2: na direção oposta vem vindo um cara correndo. Alto e atlético, mas sem fazer aquele estilo gostosão musculoso que usa regata. Roupa normal. Correndo sem afetações. Moreno. Um ar seguro, ar de 'sou homem, não moleque'.

cena 3: menina repara no cara.

cena 4: cara repara na menina.

cena 5: o momento em que os dois se cruzariam vai ficando próximo. Um esboço de sorriso vai aparecendo no rosto do cara. Um olhar de cada vez mais aprovação vai tomando conta da cara da menina.

cena 6: o cara começa a conferir o material da menina. Se desliga do olhar de aprovação dela, desce para o peito e... vira a cara rapidamente, num movimento desconcertado e aflito. A velocidade da corrida aumenta e ele atravessa para o outro lado da rua.

Juro. Foi assim. Assim que finalmente a ficha caiu. Que finalmente eu entendi. Estou grávida.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ser ou Não Ser, Eis a Questão

Sabe quando saía um famoso quem na revista, no site de fofoca ou até no jornal e a profissão da pessoa era um combinado de atriz, modelo e apresentadora ou ator, modelo e jornalista? Então, isso está super demodé. A onda agora é se entitular com ocupações como: articulador de cultura geral. A essência do negócio continua a mesma: ou seja, a pessoa não é nada exatamente, mas agora com um certo ar de mistério. Quem lê, pensa: 'que porra é essa?'

Minha fonte foi a Revista de Domingo de ontem do Globo. Está lá na seção de gente descolada que frequenta o casarão do Parque Lage. Aliás, o próprio conceito de gente descolada já seria um assunto que daria pano pra manga. Mas olha o foco, Adriana, o foco. Bem, eu assumo que eu mesma tenho alguma dificuldade em preencher o campo profissão em listinhas de cadastro, matrículas e afins. Não é mais tão simples se definir neste mundo multifuncional de hoje. Não chego a ter uma crise de identidade, mas penso um pouco antes de escrever. E digo mais: não escrevo sempre a mesma coisa no espacinho em branco lá separado para isso. Depende muito da situação, do objetivo...

Teoricamente eu sou jornalista, me formei nisso. Mas assim, no duro, no duro, não sou não... Nunca trabalhei em jornal, salvo um estágio horroroso no Dia em que eu selecionava as fotos menos chocantes de tiroteiros e crimes diversos. Com o tempo, passei a ser produtora de TV. De um programa só, é verdade. Mas não pedem para especificar grandes coisas na maioria das fichas que preenchemos por aí. Mais com o tempo ainda, passei a ser roteirista. Do mesmo programa que eu era produtora, olha que original! Mas até que consegui fazer outros roteiros de assuntos, campos e propósitos diferentes. Diria que roteirista tá ganhando no que eu realmente faço da vida. Mas se eu quisesse me gabar e fosse bem ridícula, daria pra tascar um empresária. Ninguém perguntou o tamanho da minha empresa... Ela é pobre, mas é limpinha. E, por fim, nos últimos tempos tenho me aventurado no hall dos escritores. Muito, muito no início ainda, mas tô empolgada com o ofício!

Ou seja, imagina se eu sou uma descolada que frequenta o casarão do Parque Lage: Adriana Maia, 28, jornalista, produtora de TV, roteirista, empresária e escritora. Uhu!

Bem, meu ponto é (e aí, volto ao tal conceito de gente descolada): neguinho engana muito neguinho por aí. E a imagem de pessoas descoladas e bem-sucedidas é bem questionável.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Surpresa!

O mundo da internet provoca surpresas. Boas e más, é verdade. Mas estou me referindo às boas. Pode ter sido mera coincidência - e eu nem sou daquelas que acham que coincidências não existem. Acho super plauzível elas existirem -, mas, enfim, o fato é que assim que eu senti saudades deste querido espaço onde expresso minhas bobagens, aconteceu algo que me empurrou mais ainda pra cá. Ganhei um novo leitor. Pode ser um leitor esporádico, que me descobriu, perdeu um tempo aqui comigo e foi-se, sem nunca mais voltar. Mas esteja o moço onde estiver - e pelo que ele falou, ele está longe pra caralho! Literalmente, do outro lado do mundo, no Japão -, queria expressar o meu muito obrigada.

Depois de escrever aqui uma crítica safada sobre "A Mulher Invisível", decidi que voltaria a me 'forçar' a escrever mais, a escrever sempre. Como eu gosto deste ofício! E como eu sou acomodada, a ponto de deixar de lado mesmo o que eu gosto tanto apenas por falta de prática e preguiça. Mais preguiça que falta de prática... É, essa sou eu. Mas ressurgi! Como que de volta de uma ressaca tremenda, tomei uma neusa e despertei de novo para o mundo das idéias. Com direito a anotações no guardanapo e tudo! Pra não deixar passar nenhuma observação inútil. Como nos velhos tempos.

Imaginem a minha alegria quando abro meu querido blog esquecido e encontro lá uma série de comentários novos, de mais um ilustre desconhecido. Elogios sinceros, observações gentis... Todo o combustível necessário para ascender o fogo de uma escritora adormecida. Pedro Brasil, com certeza seu papel no mundo não é o de me trazer de volta, mas considere esta missão cumprida.

Agora, surpresa! Estou grávida. Gravidíssima, aliás. Já se passaram cinco meses que uma criança habita a minha barriga (ia escrever ventre, mas achei estranhíssimo, totalmente fora do meu estilo...). Ainda não estou uma elefanta, mas a barriga já aparece e talvez por isso eu esteja contando aqui. Sei lá, enquanto a coisa ainda era passível de disfarce, era como se fosse algo só meu ou uma espécie de segredo compartilhado com uma galera mais próxima mas, ainda assim, com uma aura de preservação.

A preservação foi pro cacete quando um taxista me perguntou se era macho ou fêmea, sem eu introduzir o assunto ou falar qualquer coisa sobre minha condição, digamos assim. "É macho". E aí, Antônio Pedro veio ao mundo.

Não sou uma mãe nata. Não daquelas que dizem que se sentem diferentes, que ganham brilho nos olhos e ficam com a pele e o cabelo mais bonitos. Minha pele e meu cabelo continuam exatamente iguais, não há nada de incandescente nos meus olhos e o tal do 'click' não veio. Não tomo banho fazendo carinho na barriga, ainda não tirei nenhuma foto olhando pra ela em PB e nem me sinto especial. Me sinto normal. Assim, bem estranho, normal.

Nos primeiros meses, em vez de enjôo matinal, sentia uma aziazinha noturna. Desejo zero. Só o de sentir menos sono, pelo amor de Deus! Nada de alterações de humor, chorar vendo comercial da Doriana ou uma sensibilidade geral à flor da pele. Nananinanão. Normal.

Mais pra frente, todo mundo me olhava e tinha certeza que era menina. O parecer veio na 16ª semana: é homem. Ih... minha mãe tremeu. Só cuidou de menina na vida. Minha família é um festival de mulheres barulhentas. E aprender a essa altura da vida, pra ela está sendo uma questão. Papai vibrou genuinamente. O menino será um alívio para o avô que aguarda há tanto tempo um companheiro pra ir ao Maraca. Não que ele não tenha se resolvido com a gente mesmo, mas eu e minha irmã, ainda que com uma simpatia grande pelas características masculinas, somos mulheres. Não tem jeito. Oh praga...

ELE ficou feliz, claro. Mas vou morrer sem saber exatamente qual é a forma desse homem expressar empolgação. Talvez o problema seja meu, de interpretação. Mas juro que se ele quisesse passar a vida sem querer que eu soubesse o que se passa na cabeça dele, conseguia fácil, fácil. O cara é difícil. Contido. Elegante. Não perde a compustura jamais. Um contra-ponto e tanto para a minha pessoa. Talvez o segredo do sucesso.

Voltando ao filhote aqui, ele está ótimo. Tem todos os dedos, duas orelhas, uma cabeça, um piru, duas bolas... Tudo nos conformes. E é bonzinho. Discreto. Até agora não senti nenhum chute sequer e ele está total se comportando. Desconfio que vai puxar o pai. Vê se eu tenho cara de que não vou fazer a minha mãe ficar enjoada, vou economizar espaço e não deixar a barriga dela crescer tanto, comer só o necessário para ela não engordar muito e deixá-la com o humor inalterado!? É, esse menino é a cara do pai! Ainda bem. Aprendi a amar um, já sei o caminho para amar a miniatura.

Bom, é isso. Hoje foi só para me dar as boas vindas, agradecer ao leitor de ocasião e contar a novidade velha. Daqui pra frente, prometo evitar ao máximo assuntos de mamadeiras e fraldas e ser apenas eu, uma humilde amante dos pensamentos (des)necessários. Conto com a atenção de vocês. até.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Mulher Ínvisível e, enfim, Selton Mello me decepciona

Então, após um pequeno atraso, fui ver "A Mulher Invisível", num cinema longe de mim, diga-se de passagem. Mas tudo bem. Estava querendo ver o filme há um tempão e tinha acabado de ler uma matéria sobre o Selton Mello no 2º Caderno, em que o óbvio era constatado: o cara é o melhor ator brasileiro da atualidade. Pelo menos, no cinema. Nada, nadinha, do que Selton tinha feito na telona - até agora - tinha me envergonhado.

Pois é, fato. Para tudo há uma primeira vez. E minha virgindade quanto ao talento nato de Selton foi brutalmente tomada. Tudo bem que o pior do filme não é ele. E nem diria que ele está ruim. Mas está over e meio sem saco. Tipo, o filme era raso demais pra ele, bobinho, sabe? Aí, Selton foi se meter a fazer algo diferente, foi sair do terreno de filmes estranhos que ele inacreditavelmente salva e se deu mau. Quer dizer, isso sou eu que acho, né. E parece que é só eu mesmo... É o que mais me intriga. Pessoas que eu julgava com um gosto parecido com o meu, acharam o filme 'ok'. Tá, nada demais, disseram, mas valeu o ingresso. Para mim, não. Fiquei entediada aos 15 minutos de filme! Isso não me acontecia desde "Lavoura Arcaica", que me deixou entediada aos 5.

Agora a bomba maior: o que menos me incomodou, aliás, a única coisa que não me incomodou foi ela: Luana. Verdade que a Fernanda Torres faz uma participaçãozinha lá. Depois descobri porquê: o irmão dela é o diretor. Fernanda foi dar uma força. E quando aparece é engraçada. Diria até que dá show, vide a cagada geral. Mas voltando a Luana... A moça está segura. Ou melhor, a moça é segura. Seja no barraco com Dado Dolabella, no "Altas Horas" de minivestido, na vida ou em "A Mulher Invisível", ela aparenta saber o que está fazendo. Ainda que seja uma merda federal. Estou falando do Dado...

Selton exagerou nas cenas em que contracena com ninguém. O roteiro deu várias viajadas. Uma tal de Maria Manoella, que eu nunca vi mais gorda, ganhou um papel importante - e desta vez ainda não descobri o mistério - e o amigo do Selton, o Vladimir Brichta, que até ontem eu achava engraçadinho e nutria por ele certa simpatia, também desandou.

Enfim, o filme é uma grande mierda, como dizem meus 'amigos' do Rock Bola. Mas quero deixar bem claro que só eu achei. Eu e meu querido marido. Não, não foi pra concordar comigo. Ele não faz esse tipo de coisa. Realmente, compartilha da minha opinião. Mas, bem, só nós dois. O casal que foi com a gente achou 'ok', Camila, minha sócia cool, também não se irritou, Paulette e seu digníssimo não acharam uma obra prima, mas se divertiram... Enfim, pessoas por quem eu nutro um profundo respeito, gostaram da bomba.

Mas fiquei com vontade de expressar a minha opinião. Está aí. beijocas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Do ato de não se ir mais à praia, aos 4 meses de gravidez

Sabe uma torta de limão que tá linda na vitrine da padaria, mas quando você morde cadê o gosto? Uma viagem pra Europa, que tem obrigação de ser incrível até pelo que se gastou por ela, mas quando você volta, achou assim... mais ou menos. Seu ator preferido está no filme do ano. Você vai lá conferir e adora o filme, curte a história, acha todo mundo bem, mas o seu protegido... sei não, devia estar com dor de barriga nos dias das filmagens.

Isso tudo pra dizer que não posso mais ir à praia. Exatamente para não causar esse tipo de sensação de 'o que diabos aconteceu?' nas outras pessoas. No início da gravidez, grande parte das mulheres não parecem grávidas. Mas também não estão no melhor de sua forma física. Uma barriga assumida de chopp ou de uma criança é autêntico. Uma massa desforme e mal resolvida é extremamente desagradável. Você não pode fazer regime. Não tem controle sobre o crescimento do ser ainda estranho. E não pode pendurar um cartaz escrito: não parece, mas juro que estou grávida.

Entendo que esse desabafo faça com que eu pareça uma pessoa nada humilde. Dizendo que há muitas pessoas que olhariam pra mim na praia, e que à priori me achavam gostosa. Desculpa. Não quis dar essa impressão. Até porque nunca fui isso tudo, mas dava pra frequentar Ipanema. Pelo menos em épocas que não procediam Natal, Ano Novo e similares.

Enfim, prefiro mesmo não frequentar areia nenhuma enquanto meu amado filho não resolver sair do armário. E pra quem acha tudo isso uma besteira, espere até acontecer com você. É praga mesmo. Você vai ver!

sábado, 6 de junho de 2009

Don't Look?

Ouvi em algum lugar por esses dias a seguinte comparação: "Sabe quando você fica olhando para a água enquanto ela esquenta e parece que nunca vai ferver? Então, é a mesma coisa. Não olha, se não, não vai acontecer".

Não me lembro exatamente o que não ia acontecer. Aliás, deu pra ver que não me lembro de quase nada... Mas o espírito da questão é que me interessou, que me interessa. O "não olha".

A gente vive reclamando que a vida está passando rápido demais, que os meses vôam, que - Caramba! - já estamos no meio do ano. E isso me fez pensar que, talvez, a sensação seja essa porque a gente não está olhando muito pra ela, pra vida.

Não podemos olhar para a chaleira, mas temos que prestar mais atenção no que acontece à nossa volta. Se ligarmos o piloto automático e ir colocando a água no fogo, enquanto tomamos banho, para quando sairmos já estar na hora de colocar o macarrão e enquanto ele acaba de cozinhar, a gente se veste pra estar pronto na hora de comer, enquanto lemos o jornal, a vida vai continuar passando num piscar de olhos.

Concordo que vivemos a era da informação, que tudo está acontecendo ao mesmo tempo agora, mas acho que ainda dá para segurar o ponto da água. Ainda acho que é uma questão de opção. E você?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

É Menino ou Menina?

- O que você prefere?

- Tanto faz.

- Tanto faz é gay. Você quer um filho gay?

- Gay homem? Não.

- Ué. Por quê? Gay mulher, tudo bem?

- Mulher não é gay.

- Como assim?

- Mulher faz estilo. Gosta de ser diferente e tal. E pode mudar de idéia. É só aparecer um cara que pegue ela de jeito. Pode ver. Existe ex-gay mulher. Ex-gay homem é muito ruim, hein...

- Tô puta. Você está dizendo que a minha filha não tem capacidade de ser gay legítima.

- Pra ser gay tem que dar o cu. É preciso ser muito macho para dar o cu.

- Mulher dá o cu sem ser gay!

- Otária.

- Você vive reclamando que eu não dou o cu e agora está dizendo que quem dá é otária.

- Tô dizendo que dar o cu deve doer pra caralho pra quem dá. Eu não daria. Mas tenho um certo respeito por quem dá. Eu teria respeito por você.

- E pelo seu filho gay também, então.

- Aí não.

- E se ela for menina, não gay e gostar de dar o cu, diferente da mãe?

- Também não.

- Você teria respeito por mim, mas não por ela? Estou achando suas idéias um pouco confusas. Vou reformular a pergunta: Você prefere um menino que come cu de menina, um menino que come cu de menino, uma menina que dê o cu pra menino ou uma menina que não dê o cu pra ninguém?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Twitter, carros e harpas

Nada da idéia mirabolante aparecer... aquela que vai me fazer voltar a escrever com frequência.

Mas tenho me sentido meio oprimida com essas novidades virtuais que não param de pipocar. Relutei, relutei, mas enfim fui investigar melhor de que se tratava esse tal de Twitter. Tava pensando outro dia em como é fácil saber como se sentem nossos avós que não sabem navegar na internet e não sacam nada de informática. Sempre que surge alguma novidade dessas, eu passo um tempo considerável me sentindo assim. É uma espécie de preguiça imensa que retarda bastante o inevitável: o dia em que você vai sentar e pesquisar ou prestar atenção na explicação de alguém sobre a mais nova modernidade da atualidade. Bom, minha vó provavelmente vai morrer sem ficar desenvolta ciberneticamente, mas meu dia para entender o Twitter chegou. Foi sábado. Numa mesa de bar, olha só! Ouvi atentamente de um amigo que resumiu muito bem a nova ferramenta como um miniblog um pouco mais interativo. Hoje entrei lá, me cadastrei e tal e estou me familiarizando. Depois conto minhas descobertas e impressões.

Mas quero deixar aqui uma reflexão meio bobinha que me ocorreu ontem quando eu estava voltando de carro para casa. Parei ali num sinal na Arnaldo Quintela, em Botafogo, e olhando pra esquerda dei de cara com uma concessionária de carros coreanos, acho. Aí, fiquei lendo aquelas chamadinhas da vitrine anunciando os carros. Li a primeira, li a segunda, li a terceira... cheguei até a sexta sem nunca ter ouvido falar no nome de nenhum dos carros! Aí, me veio à cabeça o seguinte: não se brinca mais de adedanha como antigamente. Se a pessoa for antenada no quesito, não fica sem carro de jeito nenhum! Seja qual for a letra. É incrível a quantidade de novos modelos que circulam por aí.

Uma confissão para terminar. Não é nada demais. Aliás, nem devia ter chamado de confissão. Bom, tava no metrô da Carioca outro dia e, ao olhar pro lado, vi que havia um grupo tocando harpa. Não sei exatamente porquê, mas sempre achei harpa um instrumento interessante. Mais que isso. Tem uma aura meio mágica, me remete mesmo a contos de fada, fantasia. E acho bonito. Nem sei se muito o som, até porque minha paciência de costume só me deixou ficar lá sentada ouvindo uns dez minutos no máximo, mas o objeto em si. A harpa. Gosto do deseign, da forma, das cordas. Poderia suportar ficar um tempo maior - eu acho - olhando uma harpa em silêncio, por mais contraditório que seja. Bom, tá aí. Essa é a confissão: gosto de harpas mudas.

Fora isso, dica do momento: não percam "So You Think You Can Dance". No People & Arts, às 21h, todas as segundas. Os jurados são mals. Não perdoam. E os participantes não têm nenhum orgulho ou amor próprio. É de morre de rir. Humor negro in natura, o meu preferido.

bye.

sábado, 4 de abril de 2009

Então, pessoas, não há um motivo para eu ter me desligado daqui. Sabe quando a coisa vai indo, indo, indo... Aí, me acostumei a não escrever.

Na verdade, isso serviu para me conhecer um pouco mais. Consegui estabalecer um padrão para a minha pessoa. Eu não funciono na liberdade. Uau! Declaração profunda, não? Mas é a mais pura verdade. Não nasci para ser livre.

Uma vez já escrevi aqui sobre como eu entrava em pânico quando a redação do colégio era tema livre. Eu gastava o tempo quase todo do negócio justamente para conseguir escolher o tema.

É mais ou menos assim que eu funciono na vida. Preciso de uma direção, de um tema, de uma bendita regra para sair do lugar. No caso aqui do blog, era a regra do escrever todo dia. Cansativo, às vezes saiam umas coisas fracas e tal, mas só assim era possível cavar as coisas boas.

Quando eu decidi me dar férias e vir aqui só quando realmente interessasse, eu sempre, ou quase sempre, achava que o que eu tinha para dizer não interessava.

E assim fui deixando de me achar linguisticamente interessante.

Só que fiquei imensamente feliz de ver que tinha gente que vinha aqui, ainda na esperança de achar alguma coisa. Fiquei lisonjeada. E aí, estou tentando criar um novo padrão para voltar a funcionar. Prometo que em breve, lanço uma nova idéia no estilo '366' para voltar 'ao papel'.

Por hora, está tudo bem. Sem muitos pensamentos divertidos para compartilhar pois a falta de tempo ainda tem sido um problema. Mas me aguardem! Prometo voltar em grande estilo.

beijos a todos.

sábado, 14 de março de 2009

Só um Comentário

Para as meninas:

Alguém entende por que o pote de sorvete light da Kibon tem morango? E mais ainda por que a parte do morango é a maior?! Fala sério, todo mundo já passou pela situação de pegar o pote lá no congelador de casa, abrir e tcharam! Só sobrou o morangão...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Vou pra Onde?

Hoje coincidentemente eu tomei uma overdose de paisagens sensacionais. O ruim da história é que foram na tela do cinema e da TV, mas o bom é que me fizeram abrir ainda mais meus horizontes quando penso em viajar.

Quando eu era mais nova, eu viajava mais. Mas ligava menos. Olha que doido!? Mas é. Eu viajava pra ficar perto da galera, pra fazer o que não deve perto dos pais, pra brincar de liberdade. Mais velha, eu me importo bem mais em pra onde eu vou, onde eu estou, o que eu estou vendo. Assim como a injustiça de que quando vc é novo não tem grana pra gastar e quando é velho não tem pique pra curtir, quando eu era nova não tinha cabeça pra aproveitar o lugar e -velha não - mas mais madura digamos assim, não tenho tempo pra ir pra todos os lugares que eu gostaria. Nem dinheiro, isso ainda tá valendo no ditado aí acima.

De manhã, vi "Surf Adventures 2 - A Busca Continua". Não sou surfista e não entendo muito de surf. O máximo que eu fiz foi pegar uns parafinados na minha adolescência. Mas ainda assim curti o filme como se eu fosse rata de praia e de ondas desde criancinha. E o filme é mais do que visuais espetaculares. Ele também tem um clima gostoso de viagem, de conhecer personagens locais, de se divertir com o inesperado, com o inusitado, de conversar com gente nova e diferente, de ficar salgado o dia todo, levando vento na cara. Se dentro de uma sala de cinema às 10h da manhã, eu senti isso tudo, imagina lá. Gostei muito. Mesmo. Ele mistura um apuro técnico impecável na qualidade das imagens, ângulos, sequências... com um 'ar' descompromissado com conteúdo, roteiro e diálogos. É tudo meio de improviso. O que está ali é o que saiu, o que aconteceu, o que rolou. Tá, é um documentário. Mas o que eu quero dizer é que o clima do filme não é dirigido. É totalmente livre.

Liberdade é uma das sensações mais 'sensacionais' que existem. E, pelo menos pra mim, viajar é a forma mais simples e fácil de se sentir livre. Ainda que temporariamente. E daí? Não tem nada de falso nisso. É genuíno, é desejado, é aprovoitado ao máximo. Eu amo viajar. E dá para se sentir livre viajando sozinho, em conjunto, em grupo. Cada livre é um livre. Pode ser livre da rotina, livre do trabalho, livre da família (na adolescência só dava esse livre), livre da cidade, livre dos filhos, livre de todo mundo. Não importa. Qualquer liberdade vale à pena, se a viagem não for pequena. E, por favor, esse pequena de forma alguma tem a ver com período de tempo ou distância física e sim com como a nossa inteligência aproveita uma viagem.

Agora à noite estava assistindo ao "Vai pra Onde?", com o Bruno DeLuca. O local visitado foi Jefrey's Bay, na África do Sul. Mais surf na veia. Mais ondas e praias para os olhos. Babei pelo albergue de frente pro mar com direito a bar exclusivo.

Se eu não fosse tão preguiçosa, começava a aprender a surfar agora, só para ter um pretexto para viajar para lugares alucinantes. É isso. Fiquei com uma vontade incrível de fazer as malas e viajar com quem quiser cair na onda comigo. Viajar é preciso.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Alguma coisa está fora da ordem dentro da nova ordem mundial

Então, gente, sei o quanto estou em falta aqui... e isso me deixa arrasada. Não queria perder meus leitores diários conquistados com tanto carinho.

Mas, bem, pra vcs terem uma noção do quanto ando enloquecida, pilhada e totalmente sem tempo, hoje eu estava correndo aqui na Urca e falando ao celular ao mesmo tempo quando vi um guardinha. Instantâneamente, eu desliguei o telefone na cara da pessoa. Tenho falado tanto nesse aparelho dos infernos que achei que estava no carro quando vi a autoridade. Vê se pode?!

Mas tô nesse nível, de não saber mais onde eu estou, que dia é hoje, que horas são... Está tudo no automático. Triste. Estou passando por um daqueles momentos em que a gente diz que nunca vai passar e morre pela boca. Sempre defendi a qualidade de vida, um trabalho são e um mínimo de sanidade. Não estou tendo nenhuma dessas coisas. Estou vivendo a era do "Às vezes". Às vezes como, às vezes durmo, às vezes corro, às vezes transo, às vezes vejo meus pais. E os amigos... esses, coitados, vão sempre pro fim da fila. Já falei sobre isso aqui. Na lista do tempo, os amigos vêm em último lugar. Alguma coisa está fora da ordem dentro da nova ordem mundial.

só um ps: após semanas sem assistir a "Caminho das Índias", queria atentar para o fato de que o cabelo de Tony Ramos brilha. Na Índia atual, o gel está na moda.

boa noite e uma beijoca estalada pra quem ainda lembra de passar aqui.
Dri

domingo, 8 de março de 2009

Loucos, no Mau Sentido

Vocês conhecem pessoas com quem é realmente impossível até conversar? Pessoas que não entendem o que você fala, você tenta explicar, ela entende uma terceira coisa, você desiste, ela não te deixa em paz.... e o negócio sai totalmente de controle. Você termina cansada, confusa, sem a menor pista de como tudo chegou até onde chegou. E tudo o que você quer é simplesmente se livrar desse ser humano. E mesmo assim VOCÊ NÃO CONSEGUE! Como? Não sei. Não dá pra saber. Ninguém sabe.

Você toma uma decisão. Ensaia uma atitude e na hora... sai tudo errado. Porque você também não entende nada do que o louco do mal tá falando e não quer dizer que não está entendendo para que ele não ache que você não entende nada do que ele diz e engate numa discussão absurda que só ele está interessado.

O negócio é tão surreal, tão desgastante, que você acaba parando para pensar se realmente o problema está com ele. Olha só! O louco faz você duvidar de você. Da sua sanidade mental! O louco é tão vampiro que deixa você deprimido. Achando que têm problemas que não existem. Esse louco é muito perigoso. Tome muito cuidado com ele.

E não tente entendê-lo! Esse é o pior erro ao lidar com o louco dos infernos. Aceite que não há explicação para tudo o que essa pessoa doida fala, pensa, grita e etc etc etc.

O melhor é simplesmente não se relacionar com um louco desses. Mas, caso ele surja na sua vida, respira. Conta até 10. Use todas as mandingas e simpatias que você conhece. Com um louco assim por perto, vale tudo.

E não prometa que nunca mais vai falar com ele. É pior. Porque aí ele aparece e você fica achando que a culpa é sua. Não é.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sabático

Então, após um momento sabático (olha, nem sei direito o que significa sabático, consequentemente não sei se usei certo), voltei a me inspirar com fatos corriqueiros que acontecem durante um dia comum.

1º fato corriqueiro que gerou uma observação inútil: já repararam que o Trio (a barrinha de cereal) diminuiu escandalosamente de tamanho??? Pode ver. Está bem menor do que quando surgiu como uma novidade salvadora que permitia às mulheres, comer chocolate sem culpa.

2º fato corriqueiro não tão inútil, que merece análise: o povo da classe média também explora bebês, igualzinho àquelas pedintes do sinal que tentam amolecer nossos corações com uma criança de colo. Pois os mais abastados também se utilizam de suas crianças para levar vantagens em cima dos otários. Eles levam seus nenéns às lojas da Vivo. Assim pegam uma senha preferencial e passam na sua frente descaradamente. O que estou falando tem total fundamento. Em que outra ocasião as dondocas iriam preferir ir ao shopping numa segunda-feira à tarde carregando seus pimpolhos, sem babá?! É, o negócio é tão profissa que elas dispensam as moças uniformizadas. Enfim, eu pagaria por uma criança. Daria tudo para ter um bebê em mãos naquele momento. Meu olhar era de inveja. A crítica passou longe.

E, por fim, uma que ouvi hoje e fiquei impressionada: o menino novo que Madonna adotou, segundo Sean Penn seu ex-marido, chama-se Jesus Pinto da Luz. God! Esse pinto é ou não é da luz?! E olha que a Madonna nem acredita em Jesus, hein. A moça é da Cabala. Pensando bem, melhor assim. Seria um caso de incesto e tanto a Madonna comer o Jesus.

Por hoje é só. Infelizmente não tenho assistido a "Caminho das Índias" e nem "Big Brother". E não é por falta de vontade...

domingo, 1 de março de 2009

Serra da Canastra

Meu primeiro carnaval sem folia foi sensacional. Nos metemos de mascotes num grupo que tem brinquedo de gente grande, mas fomos super bem acolhidos. Não tenho palavras para descrever nossa viagem para a Serra da Canastra com o pessoal do Terra Extrema. Quero ser que nem eles quando eu crescer, mas nosso carrinho não fez feio.

A seguir algumas fotinhos! beijocas












terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Da Série, nem Tudo o que eu Escrevo, acontece exatamente Comigo

- PQP! Você me persegue. A gente não se vê há séculos, nem sei o que está acontecendo na sua vida, nem um esbarrãozinho na rua. E lá vem você, de novo, pegar uma das minhas amigas.

- Como é que eu ia saber?

- Essa é a minha pergunta! Como é que você consegue ser tão certeiro? Milhões de mulheres no mundo e você cai sempre no colo de uma amiga minha! E essa não fui nem eu que te apresentei. Você teve a cara-de-pau de conhecer sozinho!

- Caralho, eu não sabia! Mas pqp! também. Você conhece todo mundo. Depois de ter alguma coisa com você, o cara tem que virar viado.

- Conheço todo mundo?! Eu sou antipática, mal humorada. As pessoas nem gostam muito de mim. E, inexplicavelmente, você consegue ir no alvo. Não é nem conhecida, você vai nas amigas mesmo. Eu devo ter só umas seis amigas de verdade. E você já pegou quatro!

- Quem são as outras duas?



Homens... Bom, para terminar, alguém já se deu conta de que o pica-pau tem duas palavras que servem para nos referirmos a piru no nome?! O passarinho deve ser sinistro...

O Cara do Gás

Tudo começou quando vi escrito num bueiro desses comuns de rua a palavra: GAZ. Parei e duvidei do meu bom português. Na falta de uma máquina fotográfica para depois enviar a imagem para a coluna do Ancelmo Gois, me demorei um pouco em cima do local analisando as possibilidades. Imaginei que, assim como nós que acabamos de passar por uma reforma ortográfica, na época em que a companhia de gás (ou gaz) confeccionou aquelas tampas de bueiro era assim que se escrevia gás. Pensei em depois pesquisar melhor em casa ou lembrar de perguntar a alguém possivelmente mais culto que eu para desvendar o mistério, mas esqueci de fazer as duas coisas. Poderia fazer agora, mas deixou de ser importante e estou com preguiça. Até porque o assunto não será em cima disso.

É que mais tarde, no mesmo dia, meu aquecedor deu problema de novo. E tive que chamar o cara do gás. Quando ele chegou, me disse que tinha que trocar a rebimboca da parafuseta. Como eu disse, não sou muito culta e aí, tive que pedir ajuda aos universitários, no caso meu marido. Na verdade, queria a autorização dele para mandar o cara trocar e não levar espôrro porque fui otária depois.

- O cara do gás está aqui e disse que blá blá blá...

Bom, ele deixou. O cara trocou. E na hora de ir embora, eu perguntei o nome do sujeito para agradecer.

- Brigada, (...) Como é o seu nome?
- Não importa. Eu sou só o cara do gás.

E foi embora.

PQP! Que porra foi isso? O cara tentou me dar alguma lição de moral?!

A merda é que eu fiquei com isso na cabeça por dias e dias. Tanto que estou aqui escrevendo sobre o acontecido. Fiquei tão sem reação na hora... Mas queria correr atrás dele para saber se ele estava realmente magoado, se ele falou aquilo porque é chamado de o cara do gás sempre e, enfim, para falar para ele deixar de ser viado! Que porra de atitude de mocinha! Ficar magoadinho porque ele é visto apenas como o cara do gás. Ele é assim para mim, para o fulano do 301, para a D. sei lá das quantas e etc. Para a mulher dele, os caras da pelada e até para os outros caras do gás ele deve ser alguém, carambolas! Queria explicar para ele que eu também não passo daquela menina que escreve para um montão de gente por aí. E não tô nem aí. Paga as minhas contas.

Bom, quis só fazer uma análise sobre essa ânsia de sermos reconhecidos e valorizados nesse mundo cada vez mais certinho, verde e burocrático. Um mundo em que o 1º presidente negro foi eleito nos EUA, que um metalúrgico chegou ao poder no Brasil, que ninguém mais usa pele de bicho como roupa e economiza água. Palmas. Mas, pessoal, menos. Por favor, menos.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

u hu!! um plus no domingão

Lêêêê, Lêlê ôh Lêê ôh Lêlê ôh, NENSE!

Nunca tinha ouvido falar no Tigres até uma matéria numa Revista de Domingo recente. Fiquei até com um certo receio dos felinos. Achei a estrutura meio paulista, o negócio muito organizado e tal... mas sabia que essa história de religião (eles são crentes fanáticos) não daria certo. 4 x 0 neles!

E por uma conta louca que até agora eu não entendi e que envolvia saldo de gols, julgamento e resultados de Duque de Caxias e Americano, nós que não tínhamos quase chance, agora estamos garantidos na semifinal da Taça Guanabara! Que venha o Flamengo ou o Botafogo! Melhor o Flamengo...

Com gol do Thiago Neves aos 47 do 2º tempo. E o Fred ainda nem chegou, hein! u hu!!

Big Bosta Brasil

Minha inspiração continua por aí em algum lugar que eu não acho. Sabe aquele recibo da academia que você guardou numa gaveta específica, justamente porque era importante e sabia que iria precisar um dia? Pois é, o dia chega e cadê que você lembra que gaveta foi essa...

Mas, quando menos se espera, o tesouro aparece. O segredo é não ficar procurando desesperadamente. A mesma ansiedade que faz mal para quem clama por um namorado e não acha ou para quem quer engravidar e não consegue, faz mal nesses casos também.

So, enquanto meu talento está enfiado num buraco qualquer, indico o talento dos outros. Cheguei lá por uma dica de um amigo querido e recomendo para todo mundo que curte pelo menos um pouquinho o melhor programa de verão da TV. Sim, o BBB.

Entrem no: http://bigbostabrasil.virgula.com.br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Flusão

Fluminense sendo Fluminense... sempre resolvendo as coisas não só aos 45 do segundo tempo, mas aos 45 do fim do turno. Thiago Neves já está mostrando a que veio. De novo. E será que teremos Fred por aí? Tô na torcida.

Flu 2 x 1 no Americano. Minha boa notícia do dia.

tô meio sem inspiração, povo. Mas já já, tô de volta.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Tony Ramos

Não, inacreditavelmente, não falarei dos pêlos de Tony Ramos. Não coloquei o título para servir de trocadilho antes de falar de algum peludo. Falarei do tio Tony mesmo. E da sua... ia falar admirável, mas pensei duas vezes. Da sua incrível – bem melhor – habilidade para fazer sotaques e dancinhas estranhas.

Vou culminar em Caminho das Índias e numa cena em que este consagrado ator passa exatos 30 segundos – sim, eu contei – requebrando o esqueleto ao som de mais um tema indiano da nova novela de Glória Perez.

Mas antes, me lembrei que Tony já foi Nikos em “Belíssima”. E lá, ele dançava e falava estranho também. Ao dar uma olhada no jornal, me toco de que ele está em cartaz nos cinemas na pele de Glória Pires em “Se Eu fosse Você 2”, o último estrondoso sucesso das bilheterias nacionais. E, pasmem!, lá também dá suas dançadas e fala um pouco afetado.

Aí, tive a idéia de juntar várias coreografias e sotaques de Tony Ramos e fazer um daqueles videozinhos montagem para colocar no Youtube. Mas, rapidamente, fui vencida pela minha preguiça e falta de capacidade e talento para a edição. Por isso, quem quiser roubar a idéia, vai na fé. Nem precisa me dar créditos, até porque há grandes chances da realização ficar aquém das expectativas.

Bom, a tal cena de Caminho das Índias mostrava a família de Tony reunida na sala conversando e comemorando que o filho Raja, Raji, algo assim, se decidiu por eles e não pela brasileira imunda. Corta para a cozinha e alguém faz um chá. De volta para a sala e a essa altura todos já estão dançando ao som da Índia: Tony, destaque para os movimentos de pulso de Caio Blat, aquele ator já meio velho, careca e com cara de bêbado e pobre coitado que eu esqueci o nome, mas na novela chama Tcha Tcha, e a menina que já foi a filha mulata e preconceituosa (?) do Paulo Cesar Grande naquela novela que a Elisa Lucinda, a única atriz negra de olho verde da Globo, era médica. Se não me engano, era uma novela do Manuel Carlos. Bom, esse grupo do barulho aí dançou que se acabou.

Ainda em Caminhos nas Índias - o assunto não se esgota nunca... - Tony não quer se separar de seu livro caixa. Onde já se viu um comerciante controlar as coisas pelo computador? (discussão super atual...) Já a mulher do Jairzinho, a brasileira imunda, pagou passagem de ida e volta para a Índia só para acabar de falar tudo o que ela quer para o tal do Raji ou Raja. Isso porque ela está morando de favor na casa da sequelada da Vera Fisher...

Fala do núcleo da família da Juliana Paes:

- Eles vão querer muito mais do que as jóias, a fazenda e os saris. Eles vão querer duas vacas!

Esse é o modo que Glória Perez escolheu de mostrar que na Índia a vaca é sagrada. Foi dado o recado.

Antes de terminar, uma errata: não foram 20 tentativas de matar Hitler e sim, 15. Bom, eles continuam incompetentes...

E, por último, uma daquelas coisas que só acontecem comigo:

Tem uma mulher que vem na minha casa uma vez por semana fazer acupuntura na minha cachorra. Sim, ela é chique e tal... mas o foco não é esse. Bem, hoje ela chega, mete a cabecinha no quarto onde eu estava almoçando e manda:

- Adriana, eu vou tomar um bainho, tá?

Hã? É, a minha reação foi igualzinha a de vocês. Antes que eu respondesse – ainda que eu não fizesse idéia do que seria – ela pegou o rumo do banheiro, não qualquer banheiro, o meu banheiro, e meteu bronca no banho. Depois ela me explicou que estava na praia. É bizarro ou não é?!

Té mais, pessoal.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Não Falo com Estranhos

Melhor cena do fim de semana:

ambiente - entorno da Sorveteria Brasil, debaixo do bondinho.
protagonistas - Paulette e guri desconhecido.
coadjuvantes (sem direito à fala, a lá Rodrigo Santoro em "As Panteras Detonando") - Eu, ELE e o ELE da Paulette.

ação - criança pentelha chorando e reclamando que a mãe mala não deixava ele comer chiclete.
entrada da Paulette (com fala! e em um momento fofo de ser) - Oh, bonitinho, por que você tá chorando?
sequência - criança olha desconfiada, dá um passo para o lado e solta: - Eu não falo com estranhos.
explosão da platéia - gargalhadas gerais.



E só um espacinho também para uma rápida conversa entre os mesmos personagens na mesa do almoço, antes do sorvete:

ELE: - era um paradoxo. Peito caído e pequeno. Bunda caída e pequena.
EU: - idiota, você sabe o que é paradoxo? ou o peito ou a bunda tinham que ser em pé ou grandes!
ELE: - Não, o meu paradoxo encaixa no peito e na bunda. caído e pequeno é sacanagem. ou caído ou pequeno, caralho!
explosão da platéia - gargalhadas gerais.



amo muito meus amigos.
boa noite!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O Dia D

O dia de nada, melhor dizendo... Explicando: sempre sonhei com o dia em que eu selecionaria meu próprio estagiário. Nada mais justo que meus três a quatro anos de vassala fossem recompensados no futuro com uma boa e velha entrevista em que eu decidiria se aquele sujeito acuado ali servia ou não servia.

Pois bem, acontece que eu sou tão preguiçosa, mas tão preguiçosa que quando me surgiu a possibilidade de enfim contratar a mão de obra barata, chamei quem? Minha prima. Isso mesmo, um bom e belo pistolão, com entrevista dispensada. Vê se pode? Sou uma negação. Bem ao estilo dos alemães esclarecidos que nem para matar Hitler tiveram competência. O Dia D é uma alusão a mim e a eles.

Mas já falei sobre pistolão aqui e a verdade é que eu sou uma defensora ferrenha dessa prática. E não entendo como a maioria das pessoas também é em vários outros campos da vida, mas quando diz respeito a trabalho, a coisa ganha uma aura de sagrada. Só nessa área, o sujeito deveria vencer por seu devido valor.

Sim, porque vê se alguém vai contratar uma babá pra tomar conta do filhinho se a moçoila não tiver referência?! Du-vi-do. Pode ser a agência de babás com mais prêmios do mundo, que se a sua amiga do trabalho indicar uma outra que trabalhou anos na casa da mãe dela, é com essa que você vai ficar.

Mesma coisa quando se trata de oferecer o corpinho. Tudo bem que tem uma galera aí que dá para qualquer um, mas que fica com a pulga atrás da orelha, fica. Muito mais tranqüilizador quando o fulano é, pelo menos, amigo do amigo. Como se por conhecer alguém que você conhece, a pessoa fica automaticamente livre de doenças venérias. Não fica, mas para o inconsciente faz um bem danado.

Viagem de férias. A gente procura o quê? A indicação da pousada que o ciclano já foi. Ou ainda há alguém que cai no golpe das belas fotos na página do moquifo na internet?

Até para cagar, a gente só senta sem neura no banheiro de um conhecido.

Ou seja, o pistolão está aí. Faz parte do cotidiano de qualquer mortal. Vamos deixar de ser hipócritas e assumi-lo também no mundo trabalhístico. Faça como eu e seja coerente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mais uma Colaboração da Paulette




'Nunca segure seus puns. Eles sobem pela sua espinha, entram no seu cérebro e aí surgem as idéias de merda'.



terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Tom na minha Praia

Antes de mais nada, uma observação: há algum participante do Big Brother que não seja 'totalmente transparente'? Muda o disco, galera! (muda o disco é velho, hein...)

A Índia me irrita cada vez mais. Outro dia uma chamada na capa do Globo dizia: "Urbanização afeta castas na Ìndia. Os dalits, antigos intocáveis, estão conquistando a ascensão social blá blá blá". Foda-se! (olha o processo...)

E, agora, umas palavras sobre o filme que o astro Tom Cruise veio divulgar aqui no Rio: "Operação Vaiquíria". Primeiro, uma observação de que o moço chegou e veio direto conhecer a minha região, a, outrora calma, Urca. Após IED, capa de Revista de Domingo, capa do Morar Bem e tal, o negócio aqui está meio agitado. Para o mal. Mas Tom trouxe Kate e Suri para a minha praia. E deixou lá seus pés na faixada de areia.

Mas, o filme. Bom, no início tem um treco bizarro: começamos ouvindo a voz de Tom em narração. O moço fala em alemão. Até que de repente, não mais que de repente, pluft! Ele abre a boca e metralha um monte de palavras em inglês. E assim vai até o fim da história. Para quem não achou nada demais, Cruise interpreta um general - ou qualquer outra patente do gênero - alemão! Um dissidente, digamos assim. Ele também era contra Hitler. Oh! Vai ver que está aí o link com o inglês. Uma sacada do diretor, o mesmo de "Super Man" e "X-Men 2". Agora ele dirige o Super Cruise!

Outro ponto que me chamou a atenção é que Tom plagiou Selton Mello. Ele passa o filme todo com um olho de vidro na mão.

Algumas cenas em close que davam um comercial de Doriana e a minha constatação de que a coisa toda parece um clipão de um filme que na verdade tem 10 horas. Colocaram só os melhores momentos ali. É tudo vapt vupt. Pá pum. Um filme sem barriga, como "A Favorita".

E, por fim, uma confissão amarga e real: eu nunca tinha ouvido falar nessa tal Operação Valquíria. Sim, o longa é baseado em fatos reais. Nunca, nunquinha, tive conhecimento de que os próprios militares alemães tentaram assassinar Hitler. Agora, vem cá, no fim, descubro que foram vinte tentaivas. Vinte! Não é por nada não, mas ôh povo incompetente, né não? Após um mês do último atentado, a tal Valquíria aí, o führer se suicidou. Francamente...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Tostines vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?

Ai, ai... ainda não descobri se essa nova fórmula de não me obrigar mais a escrever todo dia foi um bom negócio. É que tenho sido muito mais exigente comigo mesma. Tipo: 'já que não é preciso deixar um treco lá todo dia, que deixe algo interessante quando for escrever'. Mas aí, quase nunca acho que vou conseguir cuspir algo que realmente valha à pena. E assim, vou deixando meio de lado. Antes, a pressão do negócio acabava fazendo sair algo bom de tempos em tempos. Enfim, Tostines é fresquinho por que vende mais ou vende mais por que é fresquinho?

Falando nisso, comi Cheetos e Fandangos outro dia! Nem me lembrava a última vez que isso havia acontecido. Acho que deve ter sido numa das últimas festa americanas da época de colégio. Um parênteses: de onde as empresas de biscoito tiravam ou tiram esses nomes? Convenhamos que Cheetos e Fandangos não é de cara sonoramente mercadológico. Queria conhecer melhor o departamento de pesquisa e criação das grandes indústrias alimentícias. Deve ser um trabalho interessante. E, no fundo, totalmente aleatório.

Outro cargo que eu adoraria ter é o daqueles homens e mulheres que ficam nos consulados 'entrevistando' quem é candidato a um visto para determinado país. Eles olham para a cara do sujeito ou sujeita, fazem ou não umas perguntas lá nem sempre com pé e cabeça e tcharam! a seu bel prazer dão o veredicto: você sim, você não. Não deve ser divertido? Ah, deve. Pelo menos, para mim que fui lá ontem e ganhei um sim, deve. Com um sonoro sim eu tenho bom humor de sobra para rir dos que levaram não. (assim sou, para quem ainda não está familiarizado. E já passei da fase de tentar esconder meu verdadeiro eu...)

Por último, um episódio que deixou até a mim, essa pessoa má que vos escreve, horrorizada. Entrei num táxi e lá pelas tantas, seguindo a premissa de que todo taxista é carente e necessita conversar, o motorista começa a abrir o coração:

- É muito burra!
(fiquei em silêncio)
- Ignorância é uma merda, não é Sta.?
(o sta. me agradou e resolvi responder) - Pois é.
- É essa mulher que eu tenho. É burra feito a porta.
- Quê isso! O Sr. está falando da sua mulher?
- Não. Não a minha esposa. Uma amante aí que eu tenho.
- Ah...
- Já é o quarto celular que eu dou e ela perde.
- E por que o Sr. continua dando?
- Porque ela me ameaça. Diz que se eu não der o que ela pede, vai colocar a boca no trombone.
- hum...
- É que ela tá sempre bêbada. O filho só dá problema. Está assaltando agora.
(silêncio)
- E, ainda por cima é analfabeta. Não lê nadinha. Vê se pode eu preso a uma ignorante, analfabeta e de filho ladrão...
- Que coisa...

E, enfim, cheguei a meu destino. Não sei se o que mais me deixou impressionada foi a tristeza da realidade brasileira em si ou se a frieza do taxista. Os dois, claro. Mas acho que a frieza do camarada amarelinho me incomodou um pouco mais. Meu chope desceu diferente aquela noite.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Vapt Vupt

Descobri o que é o contrário de vagabunda e não é santa, é corna mesmo. Aquela que trabalha.

Vivenciei uma experiência esquisitíssima. Pela primeira vez na vida, quando fiz uso de uma informação, teoricamente inútil, entendi o quanto é importante armazenar amenidades pelo caminho. Acreditem, elas podem ressurgir cinco, seis, sete anos mais tarde. No passado, alguém me disse que uma atriz chamada Debra Winger havia feito a voz do E.T. no filme do Spielberg. Registrei meio sem levar fé na época. Hoje isso foi importante! não dá tempo de explicar o porquê.

see you.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

D.R. (vulgo, discutindo a relação)

“Você está engraçada, mas superficial”. Acho que a pessoa quando me escreveu isso não tinha a intenção, mas encarei como elogio. Ainda que ela esteja incomodada, eu estou gostando de usar esse espaço apenas para bobeiras nossas de cada dia. Minhas, no caso.

Temos fases. E estou numa fase menos questionadora. Isso pode ser ruim? Com o tempo, acho que sim. Entra no automático. Mas não estou muito preocupada, porque os questionamentos existem. Eles apenas não estão sendo tão externados. E eu não tenho uma explicação a dar quanto a isso.

Talvez eu tenha passado um ano me descobrindo e descobrindo o quanto era bom e possível dividir pensamentos e teorias contraditórias. Depois de saber que isso não só é possível, como libertador, ganhei uma segurança e uma paz interior para conviver com eles, sem precisar pensar neles o tempo todo. Confuso? Até é. Mas faz uma forcinha aí, que dá pra entender.

Outro ponto é que estampar a minha vida e, no caso, a minha alma é uma tremenda exposição. No início, me sentia escrevendo pra mim e pra uns gatos pingados que eu não tinha necessariamente uma relação ou então que eu confiava a ponto de não me importar com a ‘invasão’. Com o passar dos dias e dos meses, ainda bem, meu público modesto, mas que eu me orgulho pacas, foi aumentando um pouquinho e aí, querendo ou não, a coisa muda de figura. Nem tanto por eu ter vergonha de algo, mas porque eu penso em todas as cabecinhas que vão ler aquilo ali. E me preocupo com elas. Não quero magoar ninguém. Não quero que ninguém pense algo errado ou precipitado de mim, não quero que me julguem.

Ih... perdi a coragem. Será? É possível sim, que eu não tenha colhão para ouvir o que acham de mim. Mas, sei lá, acho que não. Acho que eu quero mesmo passar um tempo fazendo uma coisa mais leve e divertida para todo mundo. Inclusive, para mim. Como se durante um ano, eu tivesse passado por experiências e testes até achar o meu estilo, a forma de escrever que mais combina comigo. Nesse caminho, precisei falar de coisas mais íntimas. Mas agora me sinto bem e no direito de apenas me divertir e divertir os outros.

Estamos conversados?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Quem tem Medo da Meryl Streep?

Vi "Dúvida" hoje. O filme pelo qual Meryl Streep concorre a seu 15º oscar. Sim, 15º. Ela é a atriz recordista no número de indicações. Impressionante. Mas merece. A mulher é um monstro. Neste último longa, literalmente. No papel de uma freira que não assusta só criancinhas, ela convence qualquer um. Mesmo sem provas. Quem também está no elenco dando show de bola é Philip Seymour Hoffman, o vilão de "Missão Impossível 3". O mais bacana do filme é que ele não só convida a uma reflexão sobre dúvida, como nos deixa com ela atrás da orelha. Mais do que recomendado, hein. Estréia dia 06 de fevereiro. Não percam.


E, para finalizar, não tô podendo com as colaborações que me chegam por e-mail... Mais uma vez, não posso deixar de publicar outra frase bem sacada de algum gênio que não fui eu. Infelizmente.

Versão carioca do lema de Obama:

" YES, WEEKEND"

domingo, 25 de janeiro de 2009

A tal da Camisa e Maricá (calma que vai fazer sentido)

Sua a camisa, veste a camisa, vira casaca... a camisa é um símbolo muito usado para mostrar dedicação, compromisso, fidelidade e etc ou a falta disso tudo. Bem, eu como torcedora fanática relativamente recente - não que eu tenha descoberto o futebol tardiamente, mas porque pela minha idade só passei a ficar estúpida no assunto quando o meu discernimento permitiu, ainda que essa frase seja estranha - enfim, eu nunca tinha passado pela experiência de ter um ídolo no meu time ou algo perto disso e, de repente, na próxima temporada vê-lo com uma camisa diferente. Bem, aconteceu. Não sou mais virgem e foi traumático. O FDP do Washington estreou bem pra caceta no São Paulo. Fez 2 x 0. Já meu Fluminense tomou de 3 x 1 do Cabofriense. Cheguei morta em casa, vi o 1 x 0 do Flu aos três minutos e apaguei. Quando acordo agora há pouco, placar: 3 x 1. Que diabos aconteceu? Volta Thiago Neves, volta...

Isso porque quase fui até lá ver o jogo, hein. Tava em Maricá e estava quase convencendo meu marido e o Renato a darmos uma esticadinha até lá. Ainda bem que ELE vetou. Ia estar puta neste momento, voltando da Região dos Lagos, provavelmente, no trânsito.

Bem, mas o que fui fazer em Maricá? 1º Encontro de PajerosTR4/IO. Tá, parece coisa de playboy e até é, mas juro que é divertido. Hoje foi dia de areia. Subimos dunas bem legais. E ainda fizemos novos amigos! Seja bem-vindo, Cristiano. Fotos abaixo e boa noite.












sábado, 24 de janeiro de 2009

Para quem Sentiu Falta da minha Intimidade

- Você é minha.

- Ih, (fulano), que isso, agora? Tá doido? Você me comprou? Quanto eu custei?

- Um jipe e uma casa na Urca.

(silêncio, seguido de sorrisos bem humorados)


Em tempos de crise econômica, até que eu não estou mal cotada, né não? Mas, sério, é sempre muito bom acabar com um início de discussão rindo. Dos dois lados. Acho que esse é o segredo, sabia? Levar a vida com bom humor. Eu levo. Ele também. E só assim se torna possível seguir vivendo junto.

E, sei que eu falei que ia parar de usar a piadinha da nova ortografia, mas recebi uma frase ontem que vale o registro. Até.

"Jamais trema em cima da linguiça".

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Caminho das Índias e um Pouquinho de BBB

Ontem, não foi o oficial, mas foi o meu primeiro capítulo de “Caminho das Índias”. Comecei do começo e vi o empresário indiano, que eu nunca vi mais gordo, num pega pra capá com o pai Tony Ramos porque quer casar com uma brasileira, que vem a ser a mulher do Jairzinho que andava bem sumida. Destaque para uma atriz igualmente desconhecida falando indiano com sotaque de Minas; para algumas palavras indianas no meio de sentenças em português; e para tio Tony lembrando que a vida não é Bollywood. Super antenada a Gloria Perez. Hilário.

Outro ponto notório é que o ‘muito ouro’ permanece. Herança de O Clone. Só não sei ainda como é o “Ixalá” deles. Daqui a pouco a gente aprende.

Não sei nos outros dias, mas ontem teve espaço para cenas em que Juliana Paes - que parece a Clarinha de “Páginas da Vida” falando, quando arrisca no indiano – e Marcio Garcia brincando de esconde-esconde em meio a monumentos de um Taj Mahal genérico.

E a trilha sonora? Parece ligada no shuffle. Uma salada que mistura temas da Índia com músicas do sertão e samba. E tem Ivan Lins. O Golpe final. Ivan Lins cantando “Lembra de Mim”, que eu tenho certeza que já foi de outra novela, só não lembro qual, mas nem faz muito tempo.

Emendei no BBB. Preciso saber mais sobre o não eliminado do chapeuzinho. Sua dança estranha me despertou a atenção. Ainda não sei se para o bem ou para o mal. Entre uma tatuagem de coração na bochecha de uma das ‘meninas’ e de frases como “você mereceu ficar, tem muita carisma” - é, assim mesmo: muita carisma, a lá Dona Armênia -, só o Bial mesmo para conseguir fazer a seguinte piada: “Opa, estou procurando o Big Brother Brasil, aqui é o da China. Ah não! Vocês estão fantasiados para a festa de hoje”. Eu tenho que querer dar muito pro Bial pra continuar achando ele incrível depois de coisas assim. Eu quero.

Alguém chorou de medo. Não sei quem e nem medo de quê. E aprendi com vovó Naiá, a mais nova dona de um carro zero, que o Alexandre não é flor que se cheire, seja lá quem for Alexandre.

Para terminar, muito bom o outro representante da 3ª idade sem entender o que era para fazer com o que ele encontrou no confessionário, os dois remanescentes da casa de vidro. Foi preciso Bial interferir: "é para levá-los para dentro, Nonô". Sensacional.

Momento cinema:

Eu adoro o Jim Carrey. Vejam "Sim, Senhor". Na próxima sexta, dia 30, num cinema perto de você. Não vou falar muito, só que é um humor bacana, bem ao meu estilo. Humor mal humorado, se é que isso existe...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Espaço para a Poesia


Verdade
Carlos Drummond de Andrade

A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade voltava
igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar.
Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.




terça-feira, 20 de janeiro de 2009

eu e Arthur!
esqueci de colocar ontem.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Do Nada

Papo cabeça: por que será que algo que não significa lhufas durante anos, do nada nos faz ter um insight tão óbvio que fica difícil entender como não tínhamos pensado nisso antes?

Sei que esse papinho aí tem a maior cara daquele casal de amigos de infância que de repente se descobre apaixonado ou qualquer coisa nesse estilo. Mas não. O que me despertou para escrever sobre isso foi um caroço de melancia. Um não, vários.

Cheguei tarde e cansada de um dia longo, chato e calorento e abri a geladeira para ver o que havia de rápido e fácil para comer. Me deparei com um pote com pedaços de melancia. Bom, quem me acompanha por aqui, já deve ter lido que eu não sou adepta de muitas frutas porque acho a maioria difícil de comer. Se eu tenho preguiça normalmente, imagina querendo algo hiper fácil...

Mas a questão é que não havia muitas opções. Pensei: se eu fizer um suco, vou me cansar apenas uma vez e durante o preparo. Na hora de ‘comer’ em si, vai descer tudo pela goela abaixo. Suco, então. E lá fui eu para a pia e para o liquidificador.

Quando eu peguei no primeiro pedaço e me deparei com eles, os caroços, me veio uma imagem instantânea, clara e quase real de uma barata! Meu Deus, caroços de melancia são idênticos à minibaratas! (escreve junto agora, eu acho. E chega dessa piada da nova ortografia, que já cansou).

Claro que o suco não saiu e eu vou dormir com fome. Impossível comer com a imagem da casa vermelhinha das baratas. Desconfio que melancia acabou de ser cortada do meu cardápio att all.

Pano rápido: estou lá caminhando (que nesse calor não corro nem fodendo. Aliás, nem fodo.), falando e gesticulando sozinha, quando decido olhar para o lado e vejo que alguém me observa. Numa reação impensada e risível, começo a imitar aqueles velhos que andam fazendo alongamento nos braços, para cima e para baixo, sabe? Ridículo.

E sabe o vizinho gatinho, com sotaque fofo de pernambuco? Agora é assim ó com meu digníssimo. Viraram parceiros no videogame. Perdi.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Amenidades

Hoje o espaço é também dedicado ao fofo do meu afilhado que está fazendo dois aninhos.


Há! Vi Big Brother! Mas esses pontos de exclamação aí são mera ilustração, porque não entendi muita coisa. Não simpatizei de cara com ninguém. Achei a coisa toda - lado A, lado B, casa de vidro - muito confusa e odiei o vovô babão. Cara de safado. Não curti. E achei as meninas todas um pouco grandes, seguindo a onda das mulheres frutas. Sei não, mas se eu fosse homem ia preferir mulher com corpo de mulher. Aliás, até sendo mulher, eu prefiro mulher com corpo de mulher.

Também vi o último capítulo de A Favorita (é, tão pensando o quê?, meu sábado foi animadíssimo) e impliquei com a cena lá do atira não atira, atira você, atira eu. Não contei quantas vezes Flora e companhia disseram a palavra 'atira', mas foi o bastante para perceber que o autor escreveu o texto meio correndo, sem se preocupar com a repetição de palavras. E, para uma novela que disseram não haver encheção de linguiça, achei esse último capítulo meio cachorro quente alemão. Bom, como não acompanhei muito, não dá para ter um veredicto. Mas, das poucas vezes que vi, diria que antes do derradeiro de ontem, assisti a mais uns quatro ou cinco com a maior cara de último capítulo também.

Gosto do tio René. Mas ainda não entendi porque ele não coloca o Tartá de titular. O menino já deu show diversas vezes e ontem, foi o reserva que marcou no primeiro amistoso do ano. Flu 1 x 0, no Coritiba (sim, já falei que é Coritiba, com 'o' mesmo). A Leandrada toda - que, aliás, me faz lembrar minha turma do Santo Agostinho. Pra quem não estudou lá, os padres e freiras tinham um esquema de organização em série em que as pessoas eram alocadas nas turmas por ordem alfabética - não fez muita coisa.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Vídeos Incríveis

Presenciei um desses vídeos incríveis de programa de TV, só não foi efetivamente filmado. Mas meus olhos estavam lá e foram testemunha.

Estava eu com meu celular (que agora me serve de rádio. Aprendi essa função nos celulares e aposentei meu radinho amarelo) e o fone pendurado no ouvido quando - eu ainda não sei como - uma bicicleta apareceu em meu caminho. Na calçada. E parada. Antes que alguém imagine um big acidente. Não, não. A coisa em si foi até banal, mas surreal.

Então, estava andando quando, de repente, o fio engancha no guidão da bicicleta. Aí, eu fui sugada para trás. (estava andando bem rápido como de costume). Nesse movimento de volta, o fone saiu do meu ouvido e se desprendeu do celular. Pelo reflexo de pegá-lo no ar, eu soltei o celular sem querer. Quando percebi, numa decisão a jato, voltei as minhas energias então para o celular que eu havia acabado de soltar. E rapidamente fui olhar onde o fone ia cair. Foi parar em baixo de uma Kombi que estava estacionada. E bem no meio. Tentei abaixar para ver se dava para alcançá-lo, mas sem chances.

O motorista que estava na oficina e viu a cena, ficou com pena de mim e resolveu tirar a Kombi do lugar para me ajudar. Só que no momento em que ele saiu, um entregador de água passou em seu ponto cego e a Kombi bateu no galão de água que caiu no chão e estourou esparramando água para todo lado. Um carro que vinha atrás deu o maior freadão e quase atropela o entregador. Cheguei a colocar as mãos na cabeça.

E o fone? Bem, o fone foi ‘soprado’ pelo cano de descarga da Kombi e caiu direitinho dentro de um buraquinho daqueles bueiros retangulares cheios de frestas.

É ou não é incrível?!


Diálogo rápido:

- Ela tem peitão?

- Hum... médio.

- Mas médio para peitão ou médio pra peitinho?

- Mádio pra mediano.


E, rapaz, o BBB ainda não me pegou. Nem visitar a casa de vidro eu fui.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O Dia em que ELE Chorou

Não se trata de um evento. Mas vale à pena deixar registrado. Na verdade, já aconteceu há um tempo, mas passou em branco na época e eu nem pensei em escrever por aqui. Mas aí, tava lendo o jornal sobre o remake que estreou nos cinemas de “O Dia em que a Terra Parou” e na mesma tarde surgiu uma conversa entre um grupo de amigos na praia que me fez relembrar o dia em que meu respectivo chorou.

O assunto é sério, mas foi hilário. Aconteceu na época lá das enchentes que arrasaram Santa Catarina. Era domingo e estávamos no sofá, tomando café e assistindo ao Esporte Espetacular, um dos meus programas favoritos, diga-se de passagem. Acho até que já comentei isso por aqui. Bom, a reportagem era sobre os voluntários da cidade que arregaçaram as mangas e se mexeram para ajudar os concidadãos. Realmente, foi uma matéria bem tocante. Com personagens interessantes. Histórias bacanas. Valores que devem ser propagados. Tudo muito bem produzido. Enfim, fiquei tocada com o negócio. Dei uma suspirada no final, sabe? E logo depois fui me virar para fazer algum comentário a respeito com ele que estava ali do meu lado.

Neste momento, quando olho para o rapaz, havia lágrimas escorrendo de seu rosto.

Minha reação: uma gargalhada que há muito tempo eu não dava. Sonora e longa. Daquelas que a gente não consegue nem um intervalinho para falar alguma coisa. Sensacional.

Ele, sensível sim, mas espirituoso também, riu junto. Olhinhos todos marejados, mas rindo à beça, entendendo que a situação realmente era de se chorar de rir. Love you.


Momento Cinema:

“Kung Fu Panda” é fofinho. Uma mensagem bonitinha para a criançada e para o mundo de que os aparentemente deslocados podem se integrar e realizar seus mais altos sonhos.

“O Escafandro e a Borboleta”, além de ter me ensinado o que significa escafandro (para quem não sabe, é aquele capacete de mergulho das antigas que também aparece no filme “Homens de Honra” com o Cuba Gooding Jr.), é baseado numa história real impressionante e interessante. Mas a realização do filme não ficou tão interessante assim. Pendeu para o ‘fotografia ótima'...

E, por fim, “Mama Mia”. Fotografia ótima, sem dúvida. Grécia é Grécia. Mas, diverte. Pelo simples fato de colocar Meryl Streep, Colin Firth e Pierce Bronsnan em situações ridículas. Não é todo mundo que encara um musical, ainda mais a essa altura da carreira. Palmas para eles.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Banjamin Button

Hoje em dia todo mundo quer parecer mais novo, certo? Aliás, acho que há bastante tempo. Envelhecer não é uma coisa super, hiper bacana. Mesmo aqueles que dizem que ganharam muito com a maturidade, que não têm nada como a serenidade e a sabedoria dos 40, 50, 60... Enfim, até esses gostariam de se olhar no espelho e ver a pele mais esticada naturalmente.

Pois bem, em “O Curioso Caso de Banjamin Button”, ninguém menos que Brad Pitt passa e rejuvenescer com o passar do tempo. Pensa só, o cara já é sensacional quarentão, imagina com 20 aninhos, que beleza! É tipo investimento certo. Você pega a mercadoria em bom estado e daqui a alguns anos, o negócio vai estar tinindo de novo! E, na pior das hipóteses, após 40 anos, quando vc já for uma vovó e não estiver mais tão ligada assim em sexo, ganha um bebê Johnson de presente! Uma coisa fofa loirinha de olho azul.

Não sei se ficou muito claro aí acima, mas é isso mesmo: o cara nasce velho (e a caracterização do bebê todo enrugado é sensacional) e vai perdendo as rugas com o tempo. É loooooongo pra caceta, mas vale à pena. Tem pitadas de humor, apesar de ser um drama (eu derramei algumas lágrimas) e uma trama bem construída, tirando uma ou outra escorregada como um certo beija-flor. Não vou explicar muito, se não vou contar quem morre e posso irritar alguém.

Mas preciso falar de um detalhe que me irritou. Como eu disse, é um detalhe, mas para mim fez alguma diferença. Seguinte: a personagem da Cate Blanchett é bailarina. Tá, já fiz ballet e tive amiguinhas que levaram a coisa mais a sério que eu e sei que a consciência corporal, ou seja lá que merda isso for, de quem dança é algo mais perceptível. Agora, nunca vi nenhuma delas andando na ponta do pé por aí quando iam pegar ônibus ou caminhavam pelo pátio do colégio. Mas a Cate anda. Uma coisa meio “O Tigre e o Dragão”, como que flutuando, saca? Em uma seqüência em especial a coisa é de dar vergoinha. Desnecessário e completamente falso. Não precisava.

Mas é bom, hein. Vai lá que eu agarantio. Estréia sexta.