Não sou muito religiosa. Nem daquelas que quando a coisa aperta, corre para uma igreja. Pude ter a certeza exata disso quando passei pelo pior momento da minha vida, com meu filho recém-nascido na UTI e em nenhum momento me peguei pedindo a Deus. E isso sem querer. Sim, porque não sou contra quem faz promeça. Não desdenho de quem reza um terço inteiro. Não desrespeito quem acredita. Pelo contrário, sou até um pouco infeliz por não carregar comigo o que chamam de fé. Infeliz nem tanto, mas inquieta. Uma angustia sem fim sempre toma conta de mim quando sofro. Antes, eu tivesse algo em que me apegar. Acho mesmo que têm sorte, os que acham conforto em Deus ou seja lá como quiserem chamar.
Mas eu simplesmente não me envolvo. Não mergulho. Não consigo sentir, entrar na onda da religião. E, por isso, todas as vezes em que fui a uma igreja, a uma missa, a um casamento religioso, contando o meu, eu sempre me senti um pouco estranha, desconfortável. Mais ou menos como uma criança já meio grande que não aprendeu a andar direito de bicicleta. Não chego a me sentir mal. Não estou sendo falsa. Apenas não sinto o que na minha cabeça eu deveria sentir. Mas vou às vezes pela minha avó. Casei pela minha família e pela dele. Fiz cursinho de padrinhos pelo meu afilhado e agora pelo meu filho... E assim vou indo. Participando de coisas religiosas por um bem maior. Isso não pode ser pecado.
Mas isso tudo aí foi para dizer uma simples coisa: eu finalmente senti algo maior. Algo que não necessariamente tem a ver com religião, mas tem a ver com o inexplicável. Com o apenas sentir, sem que isso faça sentido.
Cheguei a sofrer durante a minha gravidez por não sentir o tal click que tantas mães dizem que sentem. Uma espécie de elo com aquele ser que elas ainda nem conhecem. Depois ele saiu de mim e eu nem tive tempo de tentar sentir alguma coisa parecida com o click almejado de todo dia. Foi tudo tão rápido e quando me dei conta aquela coisinha estava ali, frágil e indefesa, numa incubadora, lutando para sobreviver. Independente de sentir click ou não sentir click, o que me veio foi um sentimento de total responsabilidade por aquela criança e passei a funcionar quase que mecanicamente em função dela. Cada avanço, cada melhora, cada piora, cada notícia era absorvida como parte de uma missão: torcer para que ele saísse bem e vivo dali para que eu pudesse cuidar dele como ele merecia.
E chegou o dia dele sair. Pensei nesse dia muitos dias antes dele acontecer. E tinha certeza que seria ali, o click. Não foi. Talvez por estar no piloto automático há tanto tempo, sem dormir, sem comer, sem pensar direito há dias, eu não tenha conseguido sentir o que deveria. Estava muito, muito feliz, mas a tal conecção impressionante não aconteceu naquele momento.
Os dias foram passando, nós, eu e meu filho, fomos nos conhecendo, coisas incríveis foram acontecendo, eu fui me tornando mãe dia a dia, mês a mês e um amor imenso foi crescendo cada vez mais. E ainda não pára de crescer. Mas tudo isso tinha sido gradual, pouco a pouco. Nada súbito, sem sustos, sem solavancos. Sem clickes.
Até que... Até que um dia, como tantos outros que eu já tinha vivido desde que Antonio Pedro habita entre nós, eu o larguei dormindo com o pai e fui descansar porque estava num daqueles dias em que a exaustão estava acabando comigo. Desmaiei na cama. Dormi pesado como não dormia há meses a fio. Sono de pedra. E aí, de repente, não mais que de repente, eu simplesmente abri os olhos. Assim, dos braços de Morfeu direto para a Terra, sem escalas. Olhei para o teto durante três segundos, tentando lembrar ou entender o que me acordou. E, aí, a porta do quarto se abre e, ali, olhando para mim com um sorriso estava meu filhote no colo do papai. Ele tinha acordado naquele minuto e estava morrendo de fome. E no percurso do quarto dele até o meu, eu senti que ele queria mamar. Diria até que antes. Tenho cá com meus botões que acordamos juntos.
Esse foi o meu click. Um sentimento inexplicável. Uma força tamanha, uma ligação sensacional que fez meu filho conseguir me despertar de um sono profundo, apenas com a vontade de mamar, a metros de distância de mim. Parece simples, parece bobo, parece pequeno. Mas acreditem, não é. Foi uma das melhores sensações da minha vida, descobrir que eu e meu filho estamos ligados por algo maior. Por algo inexplicável.
E enfim, se fez o click.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Eu Não me Responsabilizo
Todo mundo diz por aí que filho é uma baita responsabilidade. Que filho traz maturidade. Não concordo, em parte.
Deixa eu me explicar: sabe quando se é criança ou até adolescente ainda e sempre acabamos nos encostando em nossos pais quando não queremos assumir a responsabilidade por algo mais sério? Quando se vive naquela zona de conforto onde não se é muito responsável pelos próprios atos. Ou, pelo menos, pela consequência deles. A gente acha que queria viajar sozinho, mas não vai porque a mamãe não deixa. Tá, mas no fundo, no fundo, tinha um medinho ali também, mas que não precisava ser exposto. A gente diz que se não fosse dependente dos pais ia fazer e acontecer, mas na verdade, verdadeira, muito provavelmente não sairíamos do lugar se o caminho estivesse livre. Nos apaixonamos loucamente por um badboy e, puxa vida, se não fosse a droga dos nossos pais, viveríamos com ele para sempre. Mentira!
Pegaram? É nada mais, nada menos do que uma fase de que tiramos bom proveito. Uma fase onde podemos fazer uma imagem hiper corajosa de nós mesmos, que é sufocada por uma força maior e, por isso, compreendida por todos, sem tirar nosso mérito de coração valente.
Agora me acompanha: quando nos libertamos das rédeas implacáveis de nossos pais, aí sim é que a coisa complica. A tal da responsabilidade por nossos atos se mostra como ela é e muito Mel Gibson por aí vira o leão do Mágico de Oz. É, malandro... na hora do vamo vê, o buraco é mais em baixo e ficamos pianinho diante de impulsos e decisões mais quentes e interessantes. Porque quando realmente tomamos alguma medida digna de coragem, é digna mesmo. Largar um marido, abandonar um emprego, mudar de país... A responsabilidade é nossa! Se alguma coisa der errado, agora não dá pra culpar ninguém. Não dá para se trancar no quarto, fazer piercing ou se vestir de dark. Ninguém vai ligar muito para a nossa revolta e continuaremos com a nossa decisão errada ali, trazendo consequências apenas para nós. Ou principalmente para nós.
E, agora, juro que chegarei onde eu queria desde o início: é que, na minha opinião, quando se tem um filho, é como se ganhássemos de novo a liberdade de antes de se escorar em outro alguém. Voltamos a ter carta branca para não escolher coisas corajosas, para não tomar decisões polêmicas, para não fazer possíveis besteiras. Eu esperei tanto por essa chance, mas agora não dá... tenho um filho pra criar, não tenho tempo. E lá nas entranhas do nosso ser, tem uma verdadezinha dizendo que puta que pariu não queria assumir esse cargo estressante pra caralho nem fudendo. Você reencontra seu amor da adolescência e jura que se não fosem as crianças... História pra boi dormir. Com criança ou sem criança, você ia ficar cagado de largar sua mulher. Tudo o que eu queria era seguir a minha carreira de bailarina pelo mundo, mas com a Nina agora... E você tá lá dando graças a Deus que pôde voltar a comer arroz com feijão e até chocolate.
Entenderam meu ponto de vista? Pra mim, quando se tem uma criança, você repentinamente volta a ser uma também. O peso da responsabilidade pelas escolhas certas ou erradas da sua vida não é mais seu. Pelo menos, aos olhos da compreensiva sociedade que perdôa tudo quando se tem alguém pra criar.
Deixa eu me explicar: sabe quando se é criança ou até adolescente ainda e sempre acabamos nos encostando em nossos pais quando não queremos assumir a responsabilidade por algo mais sério? Quando se vive naquela zona de conforto onde não se é muito responsável pelos próprios atos. Ou, pelo menos, pela consequência deles. A gente acha que queria viajar sozinho, mas não vai porque a mamãe não deixa. Tá, mas no fundo, no fundo, tinha um medinho ali também, mas que não precisava ser exposto. A gente diz que se não fosse dependente dos pais ia fazer e acontecer, mas na verdade, verdadeira, muito provavelmente não sairíamos do lugar se o caminho estivesse livre. Nos apaixonamos loucamente por um badboy e, puxa vida, se não fosse a droga dos nossos pais, viveríamos com ele para sempre. Mentira!
Pegaram? É nada mais, nada menos do que uma fase de que tiramos bom proveito. Uma fase onde podemos fazer uma imagem hiper corajosa de nós mesmos, que é sufocada por uma força maior e, por isso, compreendida por todos, sem tirar nosso mérito de coração valente.
Agora me acompanha: quando nos libertamos das rédeas implacáveis de nossos pais, aí sim é que a coisa complica. A tal da responsabilidade por nossos atos se mostra como ela é e muito Mel Gibson por aí vira o leão do Mágico de Oz. É, malandro... na hora do vamo vê, o buraco é mais em baixo e ficamos pianinho diante de impulsos e decisões mais quentes e interessantes. Porque quando realmente tomamos alguma medida digna de coragem, é digna mesmo. Largar um marido, abandonar um emprego, mudar de país... A responsabilidade é nossa! Se alguma coisa der errado, agora não dá pra culpar ninguém. Não dá para se trancar no quarto, fazer piercing ou se vestir de dark. Ninguém vai ligar muito para a nossa revolta e continuaremos com a nossa decisão errada ali, trazendo consequências apenas para nós. Ou principalmente para nós.
E, agora, juro que chegarei onde eu queria desde o início: é que, na minha opinião, quando se tem um filho, é como se ganhássemos de novo a liberdade de antes de se escorar em outro alguém. Voltamos a ter carta branca para não escolher coisas corajosas, para não tomar decisões polêmicas, para não fazer possíveis besteiras. Eu esperei tanto por essa chance, mas agora não dá... tenho um filho pra criar, não tenho tempo. E lá nas entranhas do nosso ser, tem uma verdadezinha dizendo que puta que pariu não queria assumir esse cargo estressante pra caralho nem fudendo. Você reencontra seu amor da adolescência e jura que se não fosem as crianças... História pra boi dormir. Com criança ou sem criança, você ia ficar cagado de largar sua mulher. Tudo o que eu queria era seguir a minha carreira de bailarina pelo mundo, mas com a Nina agora... E você tá lá dando graças a Deus que pôde voltar a comer arroz com feijão e até chocolate.
Entenderam meu ponto de vista? Pra mim, quando se tem uma criança, você repentinamente volta a ser uma também. O peso da responsabilidade pelas escolhas certas ou erradas da sua vida não é mais seu. Pelo menos, aos olhos da compreensiva sociedade que perdôa tudo quando se tem alguém pra criar.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Filhos: Tê-los ou não tê-los?
Nunca pensei em não ter filhos. O que, pode não parecer, mas é bem diferente de pensar em tê-los. Sempre achei estranho quem bradava aos quatro cantos que não seria mãe. Mas isso não chegou a me fazer pensar como seria ter um pimpolho para chamar de meu. Ainda que sempre tenha me considerado uma pessoa 'moderna' e não careta, no fundo sempre concordei com o que dizem sobre a lei natural das coisas e que uma das missões da mulher, se não a maior delas, é experimentar a maternidade.
Pois bem, mas imagino que quem pensou em ter filhos, dedicou algumas horas de sua vida à ideia. Esse é o meu ponto. Se a pessoa sempre quis ter criancinhas, ela leu a respeito, conversou a respeito, brincou com os rebentos dos outros, tomou uma decisão, comprou o enxoval do mesmo jeito que escolheu a decoração do casamento, vivendo um momento sonhado desde sempre...
E quem apenas nunca pensou em não tê-los? Tipo eu. Essa pessoa não chegou a parar pra pensar em como aquilo iria impactar na vida dela. Não fez uma decisão hiper consciente. Não ficou imaginando quando seria, como seria, com quem seria, como ele seria. Essa pessoa não se preparou, digamos assim.
Mas ele veio. Meu filho. E é o ser mais amado do planeta. Por mim, claro. Mas não deixo de volta e meia me pegar falando pra mim mesma: "hum, não tinha pensado nisso...".
Exemplos bem práticos e aparentemente bobos, mas só pra quem não os está vivendo: hoje me peguei aceitando a ideia de que usarei sutiã de amamentação por mais uns seis meses, se ele continuar mamando no pique que está. E isso implica em várias limitações como: não ter jeito de se achar sexy se olhando no espelho; não poder colocar blusa de alcinha ou camisetas por meses a fio; se conformar com o fato de que o seu sutiã nunca estará limpo; e depois de um tempo, simplesmente vestí-los sem nem olhar. Em suma, você esquece que tem peito. Ou pelo menos um peito para o que servia antes. Agora só serve a ele, o imaculado Sr. bebê.
Outra coisa que já passou pela minha cabeça: eu nunca mais vou poder me apaixonar. Por outra pessoa, claro. Não que eu esteja querendo mandar meu marido para escanteio. Mas queria ter de novo a opção de poder mandar um dia se eu quisesse. Claro que estou me referindo a uma situação em que eu não sentisse culpa. Mas depois dele, do bebê, você sofre só de imaginar uma possível separação do pai da criança. Sim, impressionantemente essas coisinhas já nascem se colocando à frente de qualquer coisa na sua vida. E entre você ou ele sofrer, não há a menor dúvida. Você que se dane. Eu nunca, nunquinha iria deixar meu filho crescer longe do pai. Ainda mais desse pai, que é uma das melhores pessoas que eu conheço e que só não ama mais o pequenininho do que eu, porque isso não é possível.
Café da manhã. Amo leite com Nescau e Corn Flakes. Não me lembro a última vez que comi Corn Flakes. É que há cinco meses eu só como coisas que dêem para serem comidas com uma mão só, sem me cagar toda. Ou seja, sobrou só o leite com Nescau. E no almoço, não pode ter nada que precise ser cortado com garfo e faca no meu prato.
E o diabo do tempo... esse vai pro caralho. Tinha mais coisa pra falar, mas ele acordou. Já era.
Termino sem conclusão, foi só uma vontade de dividir pensamentos. Fora isso, sou a mãe mais feliz do mundo.
Pois bem, mas imagino que quem pensou em ter filhos, dedicou algumas horas de sua vida à ideia. Esse é o meu ponto. Se a pessoa sempre quis ter criancinhas, ela leu a respeito, conversou a respeito, brincou com os rebentos dos outros, tomou uma decisão, comprou o enxoval do mesmo jeito que escolheu a decoração do casamento, vivendo um momento sonhado desde sempre...
E quem apenas nunca pensou em não tê-los? Tipo eu. Essa pessoa não chegou a parar pra pensar em como aquilo iria impactar na vida dela. Não fez uma decisão hiper consciente. Não ficou imaginando quando seria, como seria, com quem seria, como ele seria. Essa pessoa não se preparou, digamos assim.
Mas ele veio. Meu filho. E é o ser mais amado do planeta. Por mim, claro. Mas não deixo de volta e meia me pegar falando pra mim mesma: "hum, não tinha pensado nisso...".
Exemplos bem práticos e aparentemente bobos, mas só pra quem não os está vivendo: hoje me peguei aceitando a ideia de que usarei sutiã de amamentação por mais uns seis meses, se ele continuar mamando no pique que está. E isso implica em várias limitações como: não ter jeito de se achar sexy se olhando no espelho; não poder colocar blusa de alcinha ou camisetas por meses a fio; se conformar com o fato de que o seu sutiã nunca estará limpo; e depois de um tempo, simplesmente vestí-los sem nem olhar. Em suma, você esquece que tem peito. Ou pelo menos um peito para o que servia antes. Agora só serve a ele, o imaculado Sr. bebê.
Outra coisa que já passou pela minha cabeça: eu nunca mais vou poder me apaixonar. Por outra pessoa, claro. Não que eu esteja querendo mandar meu marido para escanteio. Mas queria ter de novo a opção de poder mandar um dia se eu quisesse. Claro que estou me referindo a uma situação em que eu não sentisse culpa. Mas depois dele, do bebê, você sofre só de imaginar uma possível separação do pai da criança. Sim, impressionantemente essas coisinhas já nascem se colocando à frente de qualquer coisa na sua vida. E entre você ou ele sofrer, não há a menor dúvida. Você que se dane. Eu nunca, nunquinha iria deixar meu filho crescer longe do pai. Ainda mais desse pai, que é uma das melhores pessoas que eu conheço e que só não ama mais o pequenininho do que eu, porque isso não é possível.
Café da manhã. Amo leite com Nescau e Corn Flakes. Não me lembro a última vez que comi Corn Flakes. É que há cinco meses eu só como coisas que dêem para serem comidas com uma mão só, sem me cagar toda. Ou seja, sobrou só o leite com Nescau. E no almoço, não pode ter nada que precise ser cortado com garfo e faca no meu prato.
E o diabo do tempo... esse vai pro caralho. Tinha mais coisa pra falar, mas ele acordou. Já era.
Termino sem conclusão, foi só uma vontade de dividir pensamentos. Fora isso, sou a mãe mais feliz do mundo.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Quem tem Filho tem pressa
A frase (título) acima me veio rapidamente à cabeça quando me peguei escolhendo entre ir ao banheiro, almoçar ou dormir, enquanto meu filhote cochilava entre uma mamada e outra. Ser mãe é fazer escolhas.
Ou não ter mais escolha. Eu não posso mais fazer um curso de roteiro em Nova York ou Cuba. Recebi um desses folhetos na rua e me interessei. Parecia um curso bacana, num lugar legal. Várias vezes pensei e tive vontade de levar essa experiência adiante e não fui por medo, preguiça, falta de grana ou circunstâncias. Agora eu simplesmente não posso mais. Fiquei um dia inteiro pensando a respeito olhando volta e meia para o tal folheto em cima da mesa da sala.
Nesta madrugada, o tema viagens que se tornaram impossíveis veio de novo à tona. Eu não posso mais pirar em Barcelona. Ou conhecer os milhões de bares de Salamanca. Fiquei com vontade depois de ver episódios do programa "Vai pra Onde" do Bruno DeLuca. Nunca fui pra Barcelona sozinha e sempre achei que um dia voltaria. Ficou mais difícil.
Em suma, é isso: pela primeira vez na vida, eu realmente sinto que agora há coisas que eu não vou mais poder fazer. Simples assim. Não adianta brigar com os pais; ficar na dúvida se abandona o namorado por uns tempos; e nem cogitar a hipótese de se distanciar do marido momentaneamente. O que me impede é muito maior que qualquer conflito passado. É um ser presente. E lindo. Com uma carinha tão fofa que vale todo e qualquer sacrifício.
Para os que ficaram sem notícias, Antonio Pedro está ótimo, em casa, cheio de saúde e me dando mais alegrias do que todas que tive na vida até aqui.

ps: queria só deixar uma observação que achei interessantíssima, lida no jornal e escrita pelo Zuenir Ventura: o telegrama é o avô do Twitter. O contexto muito bom é o seguinte: mais uma vez cria-se uma polêmica de que uma ferramenta surgiu para ajudar a piorar a escrita dos mortais, já que o máximo no miniblog são 140 caracteres. E Zuenir lembra bem que o telegrama esteve aí anos e anos e nem por isso, as pessoas ficaram mais burras.
Ou não ter mais escolha. Eu não posso mais fazer um curso de roteiro em Nova York ou Cuba. Recebi um desses folhetos na rua e me interessei. Parecia um curso bacana, num lugar legal. Várias vezes pensei e tive vontade de levar essa experiência adiante e não fui por medo, preguiça, falta de grana ou circunstâncias. Agora eu simplesmente não posso mais. Fiquei um dia inteiro pensando a respeito olhando volta e meia para o tal folheto em cima da mesa da sala.
Nesta madrugada, o tema viagens que se tornaram impossíveis veio de novo à tona. Eu não posso mais pirar em Barcelona. Ou conhecer os milhões de bares de Salamanca. Fiquei com vontade depois de ver episódios do programa "Vai pra Onde" do Bruno DeLuca. Nunca fui pra Barcelona sozinha e sempre achei que um dia voltaria. Ficou mais difícil.
Em suma, é isso: pela primeira vez na vida, eu realmente sinto que agora há coisas que eu não vou mais poder fazer. Simples assim. Não adianta brigar com os pais; ficar na dúvida se abandona o namorado por uns tempos; e nem cogitar a hipótese de se distanciar do marido momentaneamente. O que me impede é muito maior que qualquer conflito passado. É um ser presente. E lindo. Com uma carinha tão fofa que vale todo e qualquer sacrifício.
Para os que ficaram sem notícias, Antonio Pedro está ótimo, em casa, cheio de saúde e me dando mais alegrias do que todas que tive na vida até aqui.
ps: queria só deixar uma observação que achei interessantíssima, lida no jornal e escrita pelo Zuenir Ventura: o telegrama é o avô do Twitter. O contexto muito bom é o seguinte: mais uma vez cria-se uma polêmica de que uma ferramenta surgiu para ajudar a piorar a escrita dos mortais, já que o máximo no miniblog são 140 caracteres. E Zuenir lembra bem que o telegrama esteve aí anos e anos e nem por isso, as pessoas ficaram mais burras.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Mãe do Antonio Pedro
Antonio Pedro Maia Matos nasceu dia 09 de novembro de 2009. Quanto nove, não? Se eu fosse ligada em numerologia já tinha ido ver o que o nº 9 significa. Mas nos últimos 9 dias (olha só!), a única coisa em que estou ligada 24h é nele: um bebezinho de 48 cm e 2,700kg. Lindo.
Todo mundo diz, mas é uma dessas coisas que só se consegue sentir quando acontece com você. Ser mãe é uma espécie de perda de identidade. Da antiga identidade. Há nove dias que não sou mais a Adriana e sim a mãe do Antonio Pedro. É assim que se referem a mim e como me conhecem na UTI da Perinatal. A maioria das enfermeiras, outras mães, médicos... nem sabem o meu nome. E eu só me toquei disso hoje. Porque até eu me refiro a mim mesma assim. Todos os dias quando ligo de manhã pra saber como ele passou a noite é como "oi, é a mãe do Antonio Pedro, queria saber...".
Minha rotina de mãe está diferente da comum, mas é tão intensa quanto. Diria que mais até. Cada dia que ele passa bem é um tantinho de angustia a menos no coração. Cada movimento, cada bocejo, cada ml a mais de leite que ele toma é uma alegria. Festejar um cocô é coisa que só mãe e, talvez, pai podem entender. Passar horas a fio sentado numa cadeira desconfortável sem nem pensar em tédio ou dor na coluna também é algo só possível por quem sente todo o amor do mundo por aquela coisinha ali (na outra barriga). É assim que chamamos a incubadora.
Ainda não levei meu filho pra casa, mas todas as dúvidas que eu sentia na gravidez, todas as questões, todo o medo de não ter sentido o tal click ainda sumiram. Me sinto mais mãe do que qualquer outro título. E não há a menor dúvida de que ele é a coisa mais importante da minha vida.
Em breve, mostro ele aqui.
ass: mãe do Antonio Pedro
Todo mundo diz, mas é uma dessas coisas que só se consegue sentir quando acontece com você. Ser mãe é uma espécie de perda de identidade. Da antiga identidade. Há nove dias que não sou mais a Adriana e sim a mãe do Antonio Pedro. É assim que se referem a mim e como me conhecem na UTI da Perinatal. A maioria das enfermeiras, outras mães, médicos... nem sabem o meu nome. E eu só me toquei disso hoje. Porque até eu me refiro a mim mesma assim. Todos os dias quando ligo de manhã pra saber como ele passou a noite é como "oi, é a mãe do Antonio Pedro, queria saber...".
Minha rotina de mãe está diferente da comum, mas é tão intensa quanto. Diria que mais até. Cada dia que ele passa bem é um tantinho de angustia a menos no coração. Cada movimento, cada bocejo, cada ml a mais de leite que ele toma é uma alegria. Festejar um cocô é coisa que só mãe e, talvez, pai podem entender. Passar horas a fio sentado numa cadeira desconfortável sem nem pensar em tédio ou dor na coluna também é algo só possível por quem sente todo o amor do mundo por aquela coisinha ali (na outra barriga). É assim que chamamos a incubadora.
Ainda não levei meu filho pra casa, mas todas as dúvidas que eu sentia na gravidez, todas as questões, todo o medo de não ter sentido o tal click ainda sumiram. Me sinto mais mãe do que qualquer outro título. E não há a menor dúvida de que ele é a coisa mais importante da minha vida.
Em breve, mostro ele aqui.
ass: mãe do Antonio Pedro
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Venha fazer parte da comunidade do Planeta Bizarro
Essa era uma das chamadinhas na capa da Globo.com hoje.
Tudo bem que orkut ja esta meio defasado, mas me alistei na hora. Adoro o Planeta Bizarro. Sempre comentei com amigos da classe que seria um dos empregos em que eu seria feliz. Imagina passar o dia a pesquisar e redigir noticias estranhas como a de uma cobra albina que saiu de dentro do capo do carro e deu um baita susto em dois ingleses despreocupados com a vida?!
olha a bicha:

Parece mais um piru albino, nao?
O noticiario peculiar segue com o causo do morto que apareceu no proprio velorio apos passar a noite enchendo a lata de cachaca e a foto de um tubarao rindo - sim rindo - como num desenho animado:

Ja fora do Planeta Bizarro, o caso Rhianna e Chris Brown ainda rende e coisas como Carolina Dieckman tambem tem celulite ou Luana Piovani assume que so largou a mamadeira aos 13 anos sao dignas de manchete...
obs: escrevi hj de um I-mac, onde nao faco ideia de onde ficam acentos, cedilhas e afins. Perdao.
Tudo bem que orkut ja esta meio defasado, mas me alistei na hora. Adoro o Planeta Bizarro. Sempre comentei com amigos da classe que seria um dos empregos em que eu seria feliz. Imagina passar o dia a pesquisar e redigir noticias estranhas como a de uma cobra albina que saiu de dentro do capo do carro e deu um baita susto em dois ingleses despreocupados com a vida?!
olha a bicha:

Parece mais um piru albino, nao?
O noticiario peculiar segue com o causo do morto que apareceu no proprio velorio apos passar a noite enchendo a lata de cachaca e a foto de um tubarao rindo - sim rindo - como num desenho animado:

Ja fora do Planeta Bizarro, o caso Rhianna e Chris Brown ainda rende e coisas como Carolina Dieckman tambem tem celulite ou Luana Piovani assume que so largou a mamadeira aos 13 anos sao dignas de manchete...
obs: escrevi hj de um I-mac, onde nao faco ideia de onde ficam acentos, cedilhas e afins. Perdao.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Lévi-Strauss mórreu
Não, ele ainda não nasceu. E parem de perguntar porque garanto que a minha ansiedade é maior do que a de todo mundo e juro que quando a bola de boliche sair, eu aviso. Aliás, antes de seguir adiante com minha breve divagãção do dia, preciso contar do meu perrengue passado no feriado.
Jurava que o moleque viria ao mundo dia 02 de novembro. E fiquei desesperada com a possibilidade de ter um bebezinho no dia de finados. Tudo culpa do livro sobre gravidez que eu, enfim, estou lendo; da minha médica; e da natureza. Sim porque descobri que tudo pode acontecer num trabalho de parto ou não. E é esse 'ou não' que fode a vida. Explicando: nunca pari, mas como todo mundo já vi milhões de filmes, novelas e ouvi causos diversos sobre a chegada do grande momento. Sempre achei que era algo fácil de se identificar. Uma aguaceira que escorre pelas pernas e uma dor que não deixa dúvidas. Ledo engano. O que mais há são dúvidas. Assim: a bolsa pode estourar ou não. As contrações da hora 'H' podem doer muito ou não. Elas podem vir em intervalos padronizados e cada vez mais curtos ou não. Um tal de tampão pode sair ou não. Um corrimento acastanhado (mto. viada essa cor descrita no livro) pode acontecer ou não...
Ou seja, a porra que você vai sentir, você só descobre na hora. O negócio é saber se é a hora 'ou não'. E imaginem eu, a pessoa que mais odeia incomodar outro alguém no mundo, com essa árdua tarefa?! Vou esperar muito ter certeza até ligar pra médica. E aí, tenho medo de correr o risco da criança sair no carro, no corredor do hospital... essas cenas que a gente também vê muito em filme e que tem sempre uma tia ou uma amiga com uma história pra contar bem parecida.
Resumo da ópera: estou um pouco em pânico, totalmente perdida. Aí, eis que minha barriga começa a se contrair sem parar de tempinhos em tempinhos enquanto estou deitada na cama. Era fim de noite do dia 1º. Gelei. Cruzei as pernas e mentalmente, sozinha, decidi que não iria falar nada pra ELE. Como se eu pudesse esconder se realmente estivesse entrando em trabalho de parto... Fui delatada por uma lágrima que escorreu do canto direito, justo o lado que ele fica na cama! Ele perguntando o que foi e eu muda. Ele se desesperando e mais lágrimas escorrendo. Ele me sacudindo e um berro sai: Eu não quero que ele nasça no dia dos mortos!
Bom, depois de alguns instantes em que a pessoa foi muito bem-sucedida em me acalmar, decidi levantar e ir passar as roupinhas do coitado que ainda estavam na corda e não na mala da maternidade que, segundo minha mãe e o resto das pessoas que dão opinião (e elas são muitas!), já devia estar pronta há muito tempo. Não, eu não sei passar roupa. Ainda que essas sejam num tamanho que facilita bastante, ficou bem ruim. Mas taquei na mala assim mesmo e esperei mais um pouco. Puf! Sumiram. As contrações. E ele não nasceu dia 02. Hoje, Rose passou tudo de novo e agora as roupinhas estão fofas novamente só a espera do pequeno que, por mim, agora tá liberadíssimo pra respirar aqui fora.
Mas, enfim, o que eu ia falar no início, quando vim aqui escrever é que quando vi na Globo.com que o Lévi-Strauss morreu foi como se toda uma época que eu achava que era recente na minha vida virasse algo do século passado. O pior é que foi mesmo no século passado que Lévi-Strauss e seus estudos e relatos fizeram parte de inúmeras leituras para provas e trabalhos de grupo na minha faculdade de comunicação. Tenho boas lembranças desta época de filha da PUC. Não era das casinhas, gostava mais dos quiosques do lado de fora, mas me unia a qualquer povo presente em todas as chopadas de qualquer curso, de qualquer período. Uma época em que eu não fazia a mais vaga ideia se gostava ou não de cerveja. Cerveja não era pra gostar, era pra tomar. Bom, hoje, Lévi-Strauss está morto e eu aprecio cervejas escuras, com mais trigo e alemãs. Aliás, hoje, eu estou grávida e nem bebendo estou. Sinal dos tempos.
Jurava que o moleque viria ao mundo dia 02 de novembro. E fiquei desesperada com a possibilidade de ter um bebezinho no dia de finados. Tudo culpa do livro sobre gravidez que eu, enfim, estou lendo; da minha médica; e da natureza. Sim porque descobri que tudo pode acontecer num trabalho de parto ou não. E é esse 'ou não' que fode a vida. Explicando: nunca pari, mas como todo mundo já vi milhões de filmes, novelas e ouvi causos diversos sobre a chegada do grande momento. Sempre achei que era algo fácil de se identificar. Uma aguaceira que escorre pelas pernas e uma dor que não deixa dúvidas. Ledo engano. O que mais há são dúvidas. Assim: a bolsa pode estourar ou não. As contrações da hora 'H' podem doer muito ou não. Elas podem vir em intervalos padronizados e cada vez mais curtos ou não. Um tal de tampão pode sair ou não. Um corrimento acastanhado (mto. viada essa cor descrita no livro) pode acontecer ou não...
Ou seja, a porra que você vai sentir, você só descobre na hora. O negócio é saber se é a hora 'ou não'. E imaginem eu, a pessoa que mais odeia incomodar outro alguém no mundo, com essa árdua tarefa?! Vou esperar muito ter certeza até ligar pra médica. E aí, tenho medo de correr o risco da criança sair no carro, no corredor do hospital... essas cenas que a gente também vê muito em filme e que tem sempre uma tia ou uma amiga com uma história pra contar bem parecida.
Resumo da ópera: estou um pouco em pânico, totalmente perdida. Aí, eis que minha barriga começa a se contrair sem parar de tempinhos em tempinhos enquanto estou deitada na cama. Era fim de noite do dia 1º. Gelei. Cruzei as pernas e mentalmente, sozinha, decidi que não iria falar nada pra ELE. Como se eu pudesse esconder se realmente estivesse entrando em trabalho de parto... Fui delatada por uma lágrima que escorreu do canto direito, justo o lado que ele fica na cama! Ele perguntando o que foi e eu muda. Ele se desesperando e mais lágrimas escorrendo. Ele me sacudindo e um berro sai: Eu não quero que ele nasça no dia dos mortos!
Bom, depois de alguns instantes em que a pessoa foi muito bem-sucedida em me acalmar, decidi levantar e ir passar as roupinhas do coitado que ainda estavam na corda e não na mala da maternidade que, segundo minha mãe e o resto das pessoas que dão opinião (e elas são muitas!), já devia estar pronta há muito tempo. Não, eu não sei passar roupa. Ainda que essas sejam num tamanho que facilita bastante, ficou bem ruim. Mas taquei na mala assim mesmo e esperei mais um pouco. Puf! Sumiram. As contrações. E ele não nasceu dia 02. Hoje, Rose passou tudo de novo e agora as roupinhas estão fofas novamente só a espera do pequeno que, por mim, agora tá liberadíssimo pra respirar aqui fora.
Mas, enfim, o que eu ia falar no início, quando vim aqui escrever é que quando vi na Globo.com que o Lévi-Strauss morreu foi como se toda uma época que eu achava que era recente na minha vida virasse algo do século passado. O pior é que foi mesmo no século passado que Lévi-Strauss e seus estudos e relatos fizeram parte de inúmeras leituras para provas e trabalhos de grupo na minha faculdade de comunicação. Tenho boas lembranças desta época de filha da PUC. Não era das casinhas, gostava mais dos quiosques do lado de fora, mas me unia a qualquer povo presente em todas as chopadas de qualquer curso, de qualquer período. Uma época em que eu não fazia a mais vaga ideia se gostava ou não de cerveja. Cerveja não era pra gostar, era pra tomar. Bom, hoje, Lévi-Strauss está morto e eu aprecio cervejas escuras, com mais trigo e alemãs. Aliás, hoje, eu estou grávida e nem bebendo estou. Sinal dos tempos.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Entornando a Vida
Há um tempo que eu já queria escrever sobre isso, mas fui deixando pra lá. Só que todo dia eu me deparo com a constatação de novo e penso a mesma coisa: "Pqp, essa galera de Viver a Vida bebe pra cacete!".
José Mayer não tem uma cena sem seu uisquinho. Seja em Búzios, no escritório ou em sua casa quarto de hotel. E Helena e Luciana?! Essa viagem a Paris, seguida de Petra foi patrocinada pela Chandon. Não é possível!? De manhã, de tarde, de noite, no café, no almoço, no jantar, tem sempre uma champagne rolando no núcleo que agora inclui Thiago Lacerda. Que por sinal... Deixa pra lá, que o assunto não é esse.
Bem, e depois dizem que a bêbada é a coitada da Bárbara Paz. A menina aparece bem menos com o copo na mão que seus companheiros do universo rico. A única diferença é que ela bebe um e cai, seus colegas de cena já são bem mais duros na queda.
Sei não... Mas acho que saiu Glória Perez e seu merchandising social e entrou Manoel Carlos bem politicamente incorreto. Nada contra. Até gosto de uma champagne. Aliás, adoro, apesar de não saber o que é isso há nove meses... Mas tô achando meio exagerado e sem propósito esse festival de copos pra lá e pra cá. Que gente mais fútil... Fica parecendo que ninguém se importa muito com nada, sabe? Trabalho foda-se, problemas foda-se. Sei lá, parece que ser rico é ser idiota.
Se eu fosse rica, me revoltava. Que falta de respeito com a classe, oras! Ricos, rebelem-se!
José Mayer não tem uma cena sem seu uisquinho. Seja em Búzios, no escritório ou em sua casa quarto de hotel. E Helena e Luciana?! Essa viagem a Paris, seguida de Petra foi patrocinada pela Chandon. Não é possível!? De manhã, de tarde, de noite, no café, no almoço, no jantar, tem sempre uma champagne rolando no núcleo que agora inclui Thiago Lacerda. Que por sinal... Deixa pra lá, que o assunto não é esse.
Bem, e depois dizem que a bêbada é a coitada da Bárbara Paz. A menina aparece bem menos com o copo na mão que seus companheiros do universo rico. A única diferença é que ela bebe um e cai, seus colegas de cena já são bem mais duros na queda.
Sei não... Mas acho que saiu Glória Perez e seu merchandising social e entrou Manoel Carlos bem politicamente incorreto. Nada contra. Até gosto de uma champagne. Aliás, adoro, apesar de não saber o que é isso há nove meses... Mas tô achando meio exagerado e sem propósito esse festival de copos pra lá e pra cá. Que gente mais fútil... Fica parecendo que ninguém se importa muito com nada, sabe? Trabalho foda-se, problemas foda-se. Sei lá, parece que ser rico é ser idiota.
Se eu fosse rica, me revoltava. Que falta de respeito com a classe, oras! Ricos, rebelem-se!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
R$ 0,90
Não tô preguiçosa não, juro! Mas é que tenho adorado as besteiras recebidas pelo e-mail nosso de cada dia. Olha essa:
Um rico fazendeiro casou-se com uma mulher muito pobre. Deu-lhe casa, carro e emprego para os familiares da esposa. Todos ficaram felizes e muito bem de vida.
Um certo dia, a mulher procurou seus familiares e disse:
- Não agüento mais meu marido, vou me separar dele!!
O pai imediatamente indagou:
- Mas, querida, ele é um bom homem, te ama, te respeita, não anda com outras mulheres, você mesmo disse que ele é um homem perfeito... Por que isto agora?
E a filha respondeu:
- É que não agüento mais!! Meu marido só quer me enrabar! Se me curvo pra pegar alguma coisa lá vem ele e ..CRÉU. Quando me casei, meu 'fiofó' era pequeninho, parecia uma moedinha de dez centavos, agora parece uma moeda de um Real.
O pai concluiu:
- Ôôô, minha filha! ... Vai arrumar encrenca por causa de noventa centavos???
Um rico fazendeiro casou-se com uma mulher muito pobre. Deu-lhe casa, carro e emprego para os familiares da esposa. Todos ficaram felizes e muito bem de vida.
Um certo dia, a mulher procurou seus familiares e disse:
- Não agüento mais meu marido, vou me separar dele!!
O pai imediatamente indagou:
- Mas, querida, ele é um bom homem, te ama, te respeita, não anda com outras mulheres, você mesmo disse que ele é um homem perfeito... Por que isto agora?
E a filha respondeu:
- É que não agüento mais!! Meu marido só quer me enrabar! Se me curvo pra pegar alguma coisa lá vem ele e ..CRÉU. Quando me casei, meu 'fiofó' era pequeninho, parecia uma moedinha de dez centavos, agora parece uma moeda de um Real.
O pai concluiu:
- Ôôô, minha filha! ... Vai arrumar encrenca por causa de noventa centavos???
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O Pavão e o Urubu
Recebi isso hoje. Não tenho ideia se é manjado ou não, mas adorei! Reproduzindo:
Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim:
Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu:
- Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.
O Urubu, por sua vez , também refletia no alto de uma árvore:
- Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão.
Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: cruzar-se seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão...
Então cruzaram... e daí nasceu o peru: QUE É FEIO PRA CACETE E NÃO VOA!!!
Moral da história: "- Se a coisa tá ruim, não inventa gambiarra que piora!!"
Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim:
Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu:
- Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.
O Urubu, por sua vez , também refletia no alto de uma árvore:
- Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão.
Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: cruzar-se seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão...
Então cruzaram... e daí nasceu o peru: QUE É FEIO PRA CACETE E NÃO VOA!!!
Moral da história: "- Se a coisa tá ruim, não inventa gambiarra que piora!!"
domingo, 25 de outubro de 2009
Rapidinhas
Já viram o comercial da esponja Scott Bright com o Lázaro Ramos? Ele não tá a cara do Gilberto Gil?!
Outra: lendo jornal, vi uma notinha falando algo sobre a Parada Gay no Rio. O 'algo' não importa tanto. O que me chamou atenção foi a quantidade de Paradas Gays que há. Achei que fosse um evento marco, uma coisa assim tipo carnaval, uma vez por ano e tal... mas tenho a impressão de ler sobre Paradas Gays num intervalo curtíssimo aí de, sei lá, três em três meses no máximo! Que coisa...
Por fim, não conhecia o significado da palavra 'fratulências' até me tornar íntima dos livros e revistas sobre gravidez. Impressionante como nenhunzinho gosta de escrever 'gases' ou 'pum'. Reina a fratulência.
Bom, vocês devem estar se perguntando a que se deve essa minha frequência repentina de novo aqui. Estou sem sirviço... Fiquei tão desesperada com a quantidade de coisas que tinha que entregar antes do baby nascer, que saí virando madrugadas e emendando fins de semana trabalhando. Aí, acabei dando uma desafogada boa e agora estou tranquila a espera de Antonio Pedro. Meus afazeres se resumem a procurar um enfeite de porta para o quarto do hospital, achar gel dental para bebê (que a minha dentista me encheu a paciência de que é importantíssimo), lavar as roupinhas dele e deixar a mala da maternidade pronta. E ah! Ir separando umas fotos para montar o 1º álbum do pequeno. Ontem, enfim, minha barriga de nove meses foi fotografada:
Outra: lendo jornal, vi uma notinha falando algo sobre a Parada Gay no Rio. O 'algo' não importa tanto. O que me chamou atenção foi a quantidade de Paradas Gays que há. Achei que fosse um evento marco, uma coisa assim tipo carnaval, uma vez por ano e tal... mas tenho a impressão de ler sobre Paradas Gays num intervalo curtíssimo aí de, sei lá, três em três meses no máximo! Que coisa...
Por fim, não conhecia o significado da palavra 'fratulências' até me tornar íntima dos livros e revistas sobre gravidez. Impressionante como nenhunzinho gosta de escrever 'gases' ou 'pum'. Reina a fratulência.
Bom, vocês devem estar se perguntando a que se deve essa minha frequência repentina de novo aqui. Estou sem sirviço... Fiquei tão desesperada com a quantidade de coisas que tinha que entregar antes do baby nascer, que saí virando madrugadas e emendando fins de semana trabalhando. Aí, acabei dando uma desafogada boa e agora estou tranquila a espera de Antonio Pedro. Meus afazeres se resumem a procurar um enfeite de porta para o quarto do hospital, achar gel dental para bebê (que a minha dentista me encheu a paciência de que é importantíssimo), lavar as roupinhas dele e deixar a mala da maternidade pronta. E ah! Ir separando umas fotos para montar o 1º álbum do pequeno. Ontem, enfim, minha barriga de nove meses foi fotografada:
sábado, 24 de outubro de 2009
ELA
Não tinha o hábito de ler o Caderno ELA. Sei lá. Acho que era porque eu estava sempre enrolada com meus jornais atrasados, aí dispensava suplementos. Ficava só no principal e no Segundo Caderno, que sempre foi a minha área de atuação. Moda, decididamente, não é meu forte... Sou mais básica que decoração de hospital.
Enfim, não sei se fui eu que me organizei melhor e hoje consigo acompanhar as notícias no dia em que elas acontecem e aí, me sobra tempo para ler os supérfluos; ou se o Caderno ELA deu uma mudada e tem feito pautas menos de moda e mais de comportamento, o que passou a chamar minha atenção; ou se eu simplesmente passei a tentar ser mais menininha. Não interessa. O ponto é que, desde que passei a ler o dito cujo, tem sábados que fico com a pulga atrás da orelha, meio revoltadinha com o espaço que dão a certas 'personalidades', por assim dizer.
Na semana passada, foi para uma editora fodona de moda brasileira das antigas. Uma espécie de espelho da Anna Wintour. Ou pelo menos foi assim que tentaram mostrá-la. Pois bem, lá pelas tantas, no meio da matéria, descreve-se uma ocasião em que ela cismou que queria dois patos azuis para um editorial. Na falta de patos azulados naturalmente, tacaram tinta nos bichinhos, que, depois, morreram intoxicados. Achou graça? Nem eu. Mas, no texto, a ideia é que fosse mais um 'causo' muito engraçado de Dona Fulana. "Hahaha. Essa Dona Fulana..." Era esse o tom. Fiquei de mau-humor.
Hoje, podem ver lá, a capa foi dada à maior expressão do jet set brasileiro. Nem sabia que a gente ainda tinha isso. E, apesar de dizer lá que a Tal frequenta todas as colunas sociais, eu nunca tinha visto mais gorda... Minha implicância começou com a chamada: "Dona de blá blá blá blá e de mais sei lá quantos quilômetros da Amazônia..." Como alguém é dono da Amazônia?! Tem treta aí. Das ruins. Lendo mais um pouco, descubro que o 'verdadeiro dono' é um suíço, seu marido. Ah... mas tem treta mesmo. Um suíço é dono de parte da Amazônia. Enfim, o que foi me deixando de boca aberta é que a história da moça segue cheia de contradições esquisitíssimas.
Assim oh: ela é dona da Amazônia, mas é super ligada a causas ecológicas! Ah... então tá... Como se uma mão lavasse a outra. Seguindo, ela acumula um milhão de cargos importantes, naquele estilo Angelina Jolie de embaixadora da ONU. Tudo indicação de gente seríssima como o empresário Alvaro Garnero, que admira muito a amiga. Falando em amiga, um dos subtítulos da matéria é: Compulsiva por amigos e sapatos. Achei sensacional o jornalista colocar amigos e sapatos no mesmo saco. Não é?! Naomi Campbell seria uma das amigas, mas não quis dar declaração para o jornal. Johnny Depp e Leonardo DiCaprio também foram citados. Alexia Dechamps, Luciano Huck, o Garnero, já mencionado, Alicinha Cavalcanti... A brasileirada toda deu depoimento. Assim como um estilista aí, que não lembro de que país era, que disse nunca ter conhecido ninguém tão consumidora compulsiva quanto a tal ANA PAULA! Lembrei o nome da moça. O sobrenome já é demais... Bom, Ana Paula pensa em ingressar na política. É um sonho antigo, diz ela.
Realmente, se a Amazônia e o suíço não tão dando conta, não há melhor forma de financiar seus gastos compulsivos. Inteligente esta moça.
Só juro que não saquei até agora qual é a do Caderno ELA ao falar dessas figuras. Ou a coisa é muito fútil mesmo ou, como acha meu querido marido, tem alguém genial lá que está conseguindo tirar um belo sarro desse povo, sem dar na cara. Algo como 'driblando a censura' de antigamente...
Enfim, não sei se fui eu que me organizei melhor e hoje consigo acompanhar as notícias no dia em que elas acontecem e aí, me sobra tempo para ler os supérfluos; ou se o Caderno ELA deu uma mudada e tem feito pautas menos de moda e mais de comportamento, o que passou a chamar minha atenção; ou se eu simplesmente passei a tentar ser mais menininha. Não interessa. O ponto é que, desde que passei a ler o dito cujo, tem sábados que fico com a pulga atrás da orelha, meio revoltadinha com o espaço que dão a certas 'personalidades', por assim dizer.
Na semana passada, foi para uma editora fodona de moda brasileira das antigas. Uma espécie de espelho da Anna Wintour. Ou pelo menos foi assim que tentaram mostrá-la. Pois bem, lá pelas tantas, no meio da matéria, descreve-se uma ocasião em que ela cismou que queria dois patos azuis para um editorial. Na falta de patos azulados naturalmente, tacaram tinta nos bichinhos, que, depois, morreram intoxicados. Achou graça? Nem eu. Mas, no texto, a ideia é que fosse mais um 'causo' muito engraçado de Dona Fulana. "Hahaha. Essa Dona Fulana..." Era esse o tom. Fiquei de mau-humor.
Hoje, podem ver lá, a capa foi dada à maior expressão do jet set brasileiro. Nem sabia que a gente ainda tinha isso. E, apesar de dizer lá que a Tal frequenta todas as colunas sociais, eu nunca tinha visto mais gorda... Minha implicância começou com a chamada: "Dona de blá blá blá blá e de mais sei lá quantos quilômetros da Amazônia..." Como alguém é dono da Amazônia?! Tem treta aí. Das ruins. Lendo mais um pouco, descubro que o 'verdadeiro dono' é um suíço, seu marido. Ah... mas tem treta mesmo. Um suíço é dono de parte da Amazônia. Enfim, o que foi me deixando de boca aberta é que a história da moça segue cheia de contradições esquisitíssimas.
Assim oh: ela é dona da Amazônia, mas é super ligada a causas ecológicas! Ah... então tá... Como se uma mão lavasse a outra. Seguindo, ela acumula um milhão de cargos importantes, naquele estilo Angelina Jolie de embaixadora da ONU. Tudo indicação de gente seríssima como o empresário Alvaro Garnero, que admira muito a amiga. Falando em amiga, um dos subtítulos da matéria é: Compulsiva por amigos e sapatos. Achei sensacional o jornalista colocar amigos e sapatos no mesmo saco. Não é?! Naomi Campbell seria uma das amigas, mas não quis dar declaração para o jornal. Johnny Depp e Leonardo DiCaprio também foram citados. Alexia Dechamps, Luciano Huck, o Garnero, já mencionado, Alicinha Cavalcanti... A brasileirada toda deu depoimento. Assim como um estilista aí, que não lembro de que país era, que disse nunca ter conhecido ninguém tão consumidora compulsiva quanto a tal ANA PAULA! Lembrei o nome da moça. O sobrenome já é demais... Bom, Ana Paula pensa em ingressar na política. É um sonho antigo, diz ela.
Realmente, se a Amazônia e o suíço não tão dando conta, não há melhor forma de financiar seus gastos compulsivos. Inteligente esta moça.
Só juro que não saquei até agora qual é a do Caderno ELA ao falar dessas figuras. Ou a coisa é muito fútil mesmo ou, como acha meu querido marido, tem alguém genial lá que está conseguindo tirar um belo sarro desse povo, sem dar na cara. Algo como 'driblando a censura' de antigamente...
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Mãe Dinah
Olha que coisa mais estranha: estava eu passando pela rua, aqui perto da minha casa, quando vejo exposta ao lado de fora da farmácia uma havaiana roxa, meio brilhante, de tira fininha. Adoro roxo, adoro as havaianas fininhas. Aí, entrei e comprei. Simples assim.
Eis que, no mesmo dia, estou em casa, umas poucas horas depois, sentada, trabalhando na minha mesa no escritório, calçada com minhas antigas havaianas, também de tiras fininhas, mas prata. De repente, não mais que de repente, ela 'quebra'. É. Sabe quando aquela tira da frente parte? E de um jeito que não dá pra encaixar de novo? Então, partiu! No mesmíssimo dia que eu, inocentemente, havia comprado outras.
Não é nada, não é nada... Não é nada mesmo. Mas achei muito esquisito...
Eis que, no mesmo dia, estou em casa, umas poucas horas depois, sentada, trabalhando na minha mesa no escritório, calçada com minhas antigas havaianas, também de tiras fininhas, mas prata. De repente, não mais que de repente, ela 'quebra'. É. Sabe quando aquela tira da frente parte? E de um jeito que não dá pra encaixar de novo? Então, partiu! No mesmíssimo dia que eu, inocentemente, havia comprado outras.
Não é nada, não é nada... Não é nada mesmo. Mas achei muito esquisito...
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Ideia
O novo acordo ortográfico, que nem é mais tão novo assim..., saiu um pouco das rodas de conversa por aí e das notícias de jornal e internet. Quer dizer, saiu enquanto assunto, tem veículos que aderiram à cartilha. Pois é, é sobre a adesão que quero falar.
Fora O Globo e o professor do Soletrando Sérgio Nogueira, não sei exatamente quem já escreve de acordo com a modernidade. Sei que eu não. Continuo arraigada a hábitos de um passado, pra mim, ainda muito recente. Só que... Esse é meu ponto de hoje: escrevo 'ideia' sem acento. É a única palavra que, não sei porque cargas d'água, consegui decorar, visualizar e passar a escrever diferente. Tem explicação?
O mais engraçado disso tudo é que já tive várias provas de que não sou só eu que aderi à 'ideia'. Um montão de gente já me passou e-mails com a porra toda no português antigo, mas a ideia vem sem acento!
Não é um acaso de inconsciente coletivo a ser estudado?! Acho que vale pauta para a Super Interessante. Queria muito uma explicação científica ou, pelo menos, plausível para o fenômeno.
É só. Inté.
Fora O Globo e o professor do Soletrando Sérgio Nogueira, não sei exatamente quem já escreve de acordo com a modernidade. Sei que eu não. Continuo arraigada a hábitos de um passado, pra mim, ainda muito recente. Só que... Esse é meu ponto de hoje: escrevo 'ideia' sem acento. É a única palavra que, não sei porque cargas d'água, consegui decorar, visualizar e passar a escrever diferente. Tem explicação?
O mais engraçado disso tudo é que já tive várias provas de que não sou só eu que aderi à 'ideia'. Um montão de gente já me passou e-mails com a porra toda no português antigo, mas a ideia vem sem acento!
Não é um acaso de inconsciente coletivo a ser estudado?! Acho que vale pauta para a Super Interessante. Queria muito uma explicação científica ou, pelo menos, plausível para o fenômeno.
É só. Inté.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Desabafo - faz bem.
Como é que alguém a cerca de 20 dias pra parir, pode conseguir pensar, falar, escrever sobre outra coisa? Pra ele é muito fácil. Afinal não é ele que está com uma bola de boliche (daquelas profissionais) entre o peito e as pernas. E a minha comparação não é pelo tamanho e sim pelo peso, que parece chumbo. Não é ele que vê dia-a-dia tarefas outrora (muito chique, outrora!) simples como arrumar a cama, ficarem cada vez mais sofríveis. Se ter cachorro é teste pra ter filho, engravidar é teste pra saber como será a velhice de costas e movimentos entrevados... Não é ele que está carregando 11 quilos a mais pra lá e pra cá e ainda escuta das pessoas que você está ótima. Ótima é o cacete! Quer pra você? Só a minha médica tem opinião contrária: - Não precisava, Adriana. Você podia ter engordado 9. O que também me irrita. A Angélica engordou 11. A Ivete, 300. A Ingrid Guimarães, 12. Minha cunhada magrinha, também 12. E a Carolina Dieckman virou uma elefanta! Duas vezes!
A pequena revolta é porque tenho comentado como estou feliz por vir recebendo comentários de anônimos aqui, mesmo estando meio parada e pouco assídua. Aí, num dia desses, falei que era uma pena eu não estar escrevendo naquele ritmo de 2008...
- Tá dando mole.
Foi a frase que me irritou. Primeiro que eu não pedi uma opinião, apenas compartilhei um fato. E segundo que: como ele ousa? É que vocês não viram o tom do 'tá dando mole'. Sabe aquela capacidade que algumas pessoas têm de dizer mil palavras com muito poucas? É. Uma habilidade incrível de, com a ajuda de tom, sobrancelha e outras expressões faciais, derramar um sem número de críticas e observações que, se o interlocutor também tiver uma outra habilidade, a de sacar isso tudo, fudeu.
E eu tenho. Então, fudeu.
Todo mundo sabe, ou pelo menos quem me conhece - que pretenção a minha... - que eu não sou a favor de briguinhas bobas, de discussões desnecessárias e de surpresa. Tipo, estamos indo pra cama dormir e de repente, não mais que de repente, a casa cai e terminamos em quartos separados. Geralmente, sou eu quem chama atenção para a bobeira que é o assunto discutido, que não vale à pena o gasto de energia e tal... mas, quando essa bobeira pra mim vira caso de vida ou morte, de novo, fudeu.
É raro de acontecer. Mas acontece. E aí, eu me transformo na rainha da cavalaria. Fico na linha de frente e quero mais é guerra. Com sangue.
Bom, depois de despejar tudo o que eu queria, não sei se me fiz entender. Mas fiquei mais leve. E, queridos, no meu atual estado, sentir-se mais leve, ainda que por minutos, é um momento e tanto a ser curtido!
Dou notícias sobre o Antonio Pedro, minha bola de boliche.
A pequena revolta é porque tenho comentado como estou feliz por vir recebendo comentários de anônimos aqui, mesmo estando meio parada e pouco assídua. Aí, num dia desses, falei que era uma pena eu não estar escrevendo naquele ritmo de 2008...
- Tá dando mole.
Foi a frase que me irritou. Primeiro que eu não pedi uma opinião, apenas compartilhei um fato. E segundo que: como ele ousa? É que vocês não viram o tom do 'tá dando mole'. Sabe aquela capacidade que algumas pessoas têm de dizer mil palavras com muito poucas? É. Uma habilidade incrível de, com a ajuda de tom, sobrancelha e outras expressões faciais, derramar um sem número de críticas e observações que, se o interlocutor também tiver uma outra habilidade, a de sacar isso tudo, fudeu.
E eu tenho. Então, fudeu.
Todo mundo sabe, ou pelo menos quem me conhece - que pretenção a minha... - que eu não sou a favor de briguinhas bobas, de discussões desnecessárias e de surpresa. Tipo, estamos indo pra cama dormir e de repente, não mais que de repente, a casa cai e terminamos em quartos separados. Geralmente, sou eu quem chama atenção para a bobeira que é o assunto discutido, que não vale à pena o gasto de energia e tal... mas, quando essa bobeira pra mim vira caso de vida ou morte, de novo, fudeu.
É raro de acontecer. Mas acontece. E aí, eu me transformo na rainha da cavalaria. Fico na linha de frente e quero mais é guerra. Com sangue.
Bom, depois de despejar tudo o que eu queria, não sei se me fiz entender. Mas fiquei mais leve. E, queridos, no meu atual estado, sentir-se mais leve, ainda que por minutos, é um momento e tanto a ser curtido!
Dou notícias sobre o Antonio Pedro, minha bola de boliche.
domingo, 27 de setembro de 2009
Jogo Rápido
Não sou saudosista. Aliás, minha memória nem permite, já que sou péssima para lembrar das coisas. Tenho uma espécie de Alzheimer para iniciantes. Mas, enfim, li uma frase que me chamou atenção e tive vontade de deixar registrada aqui:
"No passado, até o futuro era melhor"
O contexto era mais interessante ainda, comparando uma sessão de fotos para uma capa de discos nos anos 60 e como seria a mesma sessão hoje em dia, com tudo a que essas produções atualmente têm direito. Do trailer com ar-condicionado ao maquiador particular de cada astro. A ideia (sem acento) geral da matéria era fazer uma ode à simplicidade, coisa rara nos dias atuais. Como grande defensora do conceito de vida e coisas simples, adorei.
Pra quem quiser ler, tá na revista de domingo do Globo. É a reportagem sobre a capa do disco "Abbey Road", dos Beetles.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
"500 Dias com Ela"
Sigo com comentários sobre filmes do Festival do Rio:
Hoje foi a vez de conferir "500 Dias com Ela", uma comédia indie fofa com a atriz que fez a namorada do Jim Carrey em "Sim, Sr.". Linda. E um linda normal, atingível. Por isso, mais linda ainda. Bom, tô parecendo meio lésbica e nem é da beleza de Zooey Deschanel que quero falar.
Quero falar sobre se apaixonar. E sobre de como a gente esquece como é isso. Antes que alguém pense que estou em crise amorosa, não é isso. Estou bem-casada, bem-resolvida, feliz com a ideia de começar uma família com um pimpolho na barriga e sem neuras quanto ao que me espera no futuro ao lado do mesmo cara. Mas...
Mas quando a gente se depara com uma história interessante que faz com que aquilo bata não só como um filme, mas como uma experiência de sentidos, é inevitável se pegar lembrando, pensando, buscando histórias parecidas que aconteceram ou poderiam acontecer com a gente.
No meu caso, fiquei mais no poderiam ter acontecido. Claro que já me apaixonei. Mas eu era tão novinha que além de não lembrar exatamente como foi, hoje minhas lembranças pareceram meio bobocas e infantis. Afinal, eu era mesmo uma estudante do ensino médio e coisas como meu objeto de paixão sentar na carteira ao lado da minha já era um grande sinal e assunto para uma semana de recreio.
O que me deixou com gosto de quero mais vendo o filme foi uma paixão em idade mais avançada. Onde as coisas, pensamentos, diálogos, atitudes, reações me pareceram bem mais interessantes com minha cabeça atual. Claro que como todo casal apaixonado, ou solitário que curte uma paixão não muito correspondida, as reações, diálogos e atitudes às vezes pareciam sair da boca e de alguém do ensino médio. Mas é que com 20 e poucos anos os pensamentos e as consequências podem ser muito mais interessantes do que com 13, 14. E era isso que me instigava o tempo todo.
Não sou a favor de trocar uma vida estável e feliz por uma aventura em que muito provavelmente não vai dar em nada. Principalmente, quando você está muito mais apaixonada por seu objeto de paixão do que ele por você. Taí um risco que não vale à pena correr. Mas o que me deixou vidrada na tela é como quando o negócio é forte mesmo, você esquece o risco e a sensatez. É isso que a gente esquece como é. Ou que muita gente nem chegou a sentir.
A pessoa ou a paixão pela pessoa te toma tanto o tempo, a cabeça, a vida que você simplesmente nem tem a opção de ponderar se aquilo vale à pena ser encarado. É cego mesmo. O que me leva a uma reflexão: o amor não é cego coisíssima nenhuma. Quando você ama, sabe muito bem de todos os defeitos da pessoa amada, mas escolhe permanecer com ela. Tem dias bons e ruins, mas ainda assim, não questiona se ama ou não. Tem coisas no outro que você gostaria de mudar, mas engole por causa das outras coisas que ele tem de bom. Não gostaria de ouvir e ver certas coisas, mas releva porque na hora de dormir, acaba olhando pra ele e percebendo mais uma vez que seu lugar é ali. Enfim, não que você saiba exatamente porquê ama aquele indíviduo, mas sabe que ama e ponto. É suficiente, claro e forte o bastante para te manter ali, por escolha.
Agora a paixão, sim, é cega. Você não enxerga nenhum defeito, ou não liga mesmo pra eles, chegando a achá-los engraçadinhos. Não dá chance para a realidade e caga para as pessoas que você possa machucar. Paciência, o que você está sentindo não é controlável. Como se a culpa não fosse sua. É instintivo, animal. Você não enxerga nem o pior: que você vai quebrar a cara. No momento da paixão mesmo, você não tá nem aí. Um momento, um dia, uma noite, um fim de semana ao lado daquela pessoa que você simplesmente venera vale mais do que todo um futuro detonado adiante. Quem era tímido, fica corajoso. Quem era contido, fala barbaridades. Quem era apagado, do nada passa a sorrir. Quem era preguiçoso, ganha um gás invejável.
Normalmente dura muito pouco, é verdade. Mas ainda assim, quando você lembra que existe, quando você escuta a história de alguém, quando vê um filme... a vontade de também viver aquilo de novo ou pela primeira vez gruda na cabeça por um tempo. Não dá para evitar.
Hoje foi a vez de conferir "500 Dias com Ela", uma comédia indie fofa com a atriz que fez a namorada do Jim Carrey em "Sim, Sr.". Linda. E um linda normal, atingível. Por isso, mais linda ainda. Bom, tô parecendo meio lésbica e nem é da beleza de Zooey Deschanel que quero falar.
Quero falar sobre se apaixonar. E sobre de como a gente esquece como é isso. Antes que alguém pense que estou em crise amorosa, não é isso. Estou bem-casada, bem-resolvida, feliz com a ideia de começar uma família com um pimpolho na barriga e sem neuras quanto ao que me espera no futuro ao lado do mesmo cara. Mas...
Mas quando a gente se depara com uma história interessante que faz com que aquilo bata não só como um filme, mas como uma experiência de sentidos, é inevitável se pegar lembrando, pensando, buscando histórias parecidas que aconteceram ou poderiam acontecer com a gente.
No meu caso, fiquei mais no poderiam ter acontecido. Claro que já me apaixonei. Mas eu era tão novinha que além de não lembrar exatamente como foi, hoje minhas lembranças pareceram meio bobocas e infantis. Afinal, eu era mesmo uma estudante do ensino médio e coisas como meu objeto de paixão sentar na carteira ao lado da minha já era um grande sinal e assunto para uma semana de recreio.
O que me deixou com gosto de quero mais vendo o filme foi uma paixão em idade mais avançada. Onde as coisas, pensamentos, diálogos, atitudes, reações me pareceram bem mais interessantes com minha cabeça atual. Claro que como todo casal apaixonado, ou solitário que curte uma paixão não muito correspondida, as reações, diálogos e atitudes às vezes pareciam sair da boca e de alguém do ensino médio. Mas é que com 20 e poucos anos os pensamentos e as consequências podem ser muito mais interessantes do que com 13, 14. E era isso que me instigava o tempo todo.
Não sou a favor de trocar uma vida estável e feliz por uma aventura em que muito provavelmente não vai dar em nada. Principalmente, quando você está muito mais apaixonada por seu objeto de paixão do que ele por você. Taí um risco que não vale à pena correr. Mas o que me deixou vidrada na tela é como quando o negócio é forte mesmo, você esquece o risco e a sensatez. É isso que a gente esquece como é. Ou que muita gente nem chegou a sentir.
A pessoa ou a paixão pela pessoa te toma tanto o tempo, a cabeça, a vida que você simplesmente nem tem a opção de ponderar se aquilo vale à pena ser encarado. É cego mesmo. O que me leva a uma reflexão: o amor não é cego coisíssima nenhuma. Quando você ama, sabe muito bem de todos os defeitos da pessoa amada, mas escolhe permanecer com ela. Tem dias bons e ruins, mas ainda assim, não questiona se ama ou não. Tem coisas no outro que você gostaria de mudar, mas engole por causa das outras coisas que ele tem de bom. Não gostaria de ouvir e ver certas coisas, mas releva porque na hora de dormir, acaba olhando pra ele e percebendo mais uma vez que seu lugar é ali. Enfim, não que você saiba exatamente porquê ama aquele indíviduo, mas sabe que ama e ponto. É suficiente, claro e forte o bastante para te manter ali, por escolha.
Agora a paixão, sim, é cega. Você não enxerga nenhum defeito, ou não liga mesmo pra eles, chegando a achá-los engraçadinhos. Não dá chance para a realidade e caga para as pessoas que você possa machucar. Paciência, o que você está sentindo não é controlável. Como se a culpa não fosse sua. É instintivo, animal. Você não enxerga nem o pior: que você vai quebrar a cara. No momento da paixão mesmo, você não tá nem aí. Um momento, um dia, uma noite, um fim de semana ao lado daquela pessoa que você simplesmente venera vale mais do que todo um futuro detonado adiante. Quem era tímido, fica corajoso. Quem era contido, fala barbaridades. Quem era apagado, do nada passa a sorrir. Quem era preguiçoso, ganha um gás invejável.
Normalmente dura muito pouco, é verdade. Mas ainda assim, quando você lembra que existe, quando você escuta a história de alguém, quando vê um filme... a vontade de também viver aquilo de novo ou pela primeira vez gruda na cabeça por um tempo. Não dá para evitar.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
"Julie & Julia"
Em tempos de Festival do Rio, voltarei a falar um pouquinho de cinema.
Hoje assisti a "Julie & Julia", com a dupla que arrasou em "Dúvida": Meryl Streep (que, aliás, arrasa sempre) e Amy Adams.
Nada demais. Uma Sessão da Tarde do futuro. Mas, pra mim talvez tenha sido mais interessante do que para a maioria. Explico: a história é de uma jornalista/escritora meio perdida na vida que um belo dia, com a ajuda do fofo do marido, decide criar um blog com um objetivo claro: contar a experiência de reproduzir as 300 e alguma coisa receitas descritas num livro de culinária. O projeto da moça teria início e, principalmete, um fim!
Qualquer semelhança é mera coincidência, mas me vi ali várias vezes. Foi exatamente o que me aconteceu no ano passado. Recém-saída do meu emprego arrastado de sete anos num mesmo canal de TV, joguei tudo pro alto com coragem. Mas aí, veio o período do marasmo. Não estava fazando nada e não sabia que rumo tomar. Numa conversa despretenciosa no sofá com ELE, acabei levantando cheia de gás para colocar em prática o "366 - Crônicas de um Ano Bissexto". Eu começaria a escrever crônicas diárias e de tema livre no dia 1º de janeiro e iria até o dia 31 de dezembro.
Bom, quase um ano depois do término do projeto, fico feliz de ter conseguido realizar o que eu mesma me propus. Coisa muita rara. Hoje minha vida está bem diferente. Estou fazendo mil coisas, feliz de novo profissionalmente, sem tempo livre para quase nada e muito prestes a ser mamãe. Ou seja, objetivos não me faltam. Mas, ainda assim, sinto saudades da época em que me dedicava com afinco ao meu querido blog de bolinhas, que hoje permanece mudado e cor-de-rosa, mas sem a frequência de outrora.
Por isso, foi gostoso assistir ao filme e lembrar de mim mesma. Saí leve.
Só tem uma diferença básica: no cinema, a menina faz um sucesso tremendo com seu blog, descoberto e seguido por milhares de leitores, e termina recebendo um montão de propostas para escrever livros, virar filme e participar de programas de TV. Essa parte me deixou meio cabisbaixa com a vida real. Já pensou se minha história continuasse igual a dela até o fim?!
Mas ok, estou feliz. Acabei de publicar um conto num livro e estou trabalhando na minha área com um monte de projetos de que tenho gostado muito. De certa forma, o blog tem a ver com isso sim. Me ajudou a encontrar caminhos, a me soltar mais pra escrever, a me conhecer melhor, a acreditar mais em mim. Sem desmerecer, é claro, meus 17 leitores (que nem o Veríssimo e o Xexéu) que me seguiram fielmente e também foram responsáveis por essa confiança ganha de lá pra cá.
Ou seja, se você estiver meio sem rumo na vida, que tal escrever um blog? Pra começar, dê uma olhada em "Julie & Julia" em busca de inspiração.
Beijo e até mais.
Hoje assisti a "Julie & Julia", com a dupla que arrasou em "Dúvida": Meryl Streep (que, aliás, arrasa sempre) e Amy Adams.
Nada demais. Uma Sessão da Tarde do futuro. Mas, pra mim talvez tenha sido mais interessante do que para a maioria. Explico: a história é de uma jornalista/escritora meio perdida na vida que um belo dia, com a ajuda do fofo do marido, decide criar um blog com um objetivo claro: contar a experiência de reproduzir as 300 e alguma coisa receitas descritas num livro de culinária. O projeto da moça teria início e, principalmete, um fim!
Qualquer semelhança é mera coincidência, mas me vi ali várias vezes. Foi exatamente o que me aconteceu no ano passado. Recém-saída do meu emprego arrastado de sete anos num mesmo canal de TV, joguei tudo pro alto com coragem. Mas aí, veio o período do marasmo. Não estava fazando nada e não sabia que rumo tomar. Numa conversa despretenciosa no sofá com ELE, acabei levantando cheia de gás para colocar em prática o "366 - Crônicas de um Ano Bissexto". Eu começaria a escrever crônicas diárias e de tema livre no dia 1º de janeiro e iria até o dia 31 de dezembro.
Bom, quase um ano depois do término do projeto, fico feliz de ter conseguido realizar o que eu mesma me propus. Coisa muita rara. Hoje minha vida está bem diferente. Estou fazendo mil coisas, feliz de novo profissionalmente, sem tempo livre para quase nada e muito prestes a ser mamãe. Ou seja, objetivos não me faltam. Mas, ainda assim, sinto saudades da época em que me dedicava com afinco ao meu querido blog de bolinhas, que hoje permanece mudado e cor-de-rosa, mas sem a frequência de outrora.
Por isso, foi gostoso assistir ao filme e lembrar de mim mesma. Saí leve.
Só tem uma diferença básica: no cinema, a menina faz um sucesso tremendo com seu blog, descoberto e seguido por milhares de leitores, e termina recebendo um montão de propostas para escrever livros, virar filme e participar de programas de TV. Essa parte me deixou meio cabisbaixa com a vida real. Já pensou se minha história continuasse igual a dela até o fim?!
Mas ok, estou feliz. Acabei de publicar um conto num livro e estou trabalhando na minha área com um monte de projetos de que tenho gostado muito. De certa forma, o blog tem a ver com isso sim. Me ajudou a encontrar caminhos, a me soltar mais pra escrever, a me conhecer melhor, a acreditar mais em mim. Sem desmerecer, é claro, meus 17 leitores (que nem o Veríssimo e o Xexéu) que me seguiram fielmente e também foram responsáveis por essa confiança ganha de lá pra cá.
Ou seja, se você estiver meio sem rumo na vida, que tal escrever um blog? Pra começar, dê uma olhada em "Julie & Julia" em busca de inspiração.
Beijo e até mais.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
VV
"Viver a Vida" tá mostrando potencial pra bombar! E uma Helena estreante, mulher e negra nunca teve tanto espaço num mesmo capítulo. Só da Taís Araújo!
E é dela que quero falar. Taís está bem na novela das 20h, que há muito começa às 21h... A moça só fica esquisita quando contracena com ele, o maior garanhão galã de todos os tempos: José Mayer. Tô louca pra ver como a galera do Casseta vai chamar o personagem. Mas voltando a Taís, a moça tá super desprendida, natural, segura o drama lá nas cenas com a irmã mala... mas quando esbarra com seu José, dá tilt. Fica meio durona, fala umas coisas que soam estranhas, uns movimentos de ballet, sei lá... Tô achando que Taís fica nervosa ao lado do bicho papão de atrizes da Globo. Lázaro Ramos que se cuide. Um diálogo de hoje entre os dois:
- Já percebeu que eu estou te perseguindo, né?
- Já. Já percebi sim. E na verdade eu gosto dessa perseguição. (olhar que era pra ser confiante) - Acho... picante.
Acho picante??????? Jesus, coitada de Taís Araújo. Deu pra ver que ela tava com vergonha de dizer o texto. Oh Seu Manoel... Pega leve com a Taís...
E é dela que quero falar. Taís está bem na novela das 20h, que há muito começa às 21h... A moça só fica esquisita quando contracena com ele, o maior garanhão galã de todos os tempos: José Mayer. Tô louca pra ver como a galera do Casseta vai chamar o personagem. Mas voltando a Taís, a moça tá super desprendida, natural, segura o drama lá nas cenas com a irmã mala... mas quando esbarra com seu José, dá tilt. Fica meio durona, fala umas coisas que soam estranhas, uns movimentos de ballet, sei lá... Tô achando que Taís fica nervosa ao lado do bicho papão de atrizes da Globo. Lázaro Ramos que se cuide. Um diálogo de hoje entre os dois:
- Já percebeu que eu estou te perseguindo, né?
- Já. Já percebi sim. E na verdade eu gosto dessa perseguição. (olhar que era pra ser confiante) - Acho... picante.
Acho picante??????? Jesus, coitada de Taís Araújo. Deu pra ver que ela tava com vergonha de dizer o texto. Oh Seu Manoel... Pega leve com a Taís...
Piores Invenções Modernas
Uma das piores coisas que já inventaram foi ar-condicionado com controle remoto. Está acabando com as minhas noites de sono e, a longo prazo, com meu casamento. Eu quero frio, ele quer mais quente, aperta daqui, aperta dali, aperta de novo e ninguém prega o olho...
E já começo a me divertir com os diálogos de Manoel Carlos:
Taís Araújo ou Helena, para os já iniciados na novela: "Tenho uma irmã que me ocupa e preocupa".
Que sacada! Que jogo de palavras! Que gênio!
E eu aqui... nas minhas historinhas que não rendem 1 centavo...
E já começo a me divertir com os diálogos de Manoel Carlos:
Taís Araújo ou Helena, para os já iniciados na novela: "Tenho uma irmã que me ocupa e preocupa".
Que sacada! Que jogo de palavras! Que gênio!
E eu aqui... nas minhas historinhas que não rendem 1 centavo...
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